Um fim de semana atribulado
Como sabem, tenho estado com gripe. Que a mim costuma afectar seriamente a vista. Sábado mal podia abrir os olhos, em especial o direito. Isto tinha de me acontecer logo quando já tinha tudo preparado para vir de férias.
Domingo, como já estava previsto, fui para Lisboa. Como a minha mulher estava cansada e eu já estava um pouco melhor, conduzi eu. É claro que, o meu olho direito estava mau, conduzi só com o esquerdo. Descobri que a diferença não é grande, excepto durante as ultrapassagens, onde tinha de virar levemente a cabeça para a direita para verificar que já podia voltar à minha via. Mas, heroicamente, conzudi toda a viagem.
O local onde ia ficar era suposto ter acesso à Internet sem fios, pelo que esperava poder fazer lá um post no domingo. Quando cheguei, descobri que o acesso era só no lobby, com um acesso Vodafone, que me ficava por 5 euros à hora (nesta parte do texto estavam alguns palavrões que foram retirados pelo autor antes de publicar o mesmo). Como a viagem me deixara de rastos, acabei por ficar no quarto a descansar a maior parte do tempo. Na realidade, o colchão e a almofada eram de tal ordem que, para além da gripe, tive direito a um torcicolo extra.
Segunda-feira de manhã, passei pelo meu trabalho para tratar de alguns assuntos (para quem não sabe, eu trabalho na delegação do Porto da Universidade Aberta, cuja sede é em Lisboa, na Rua da Escola Politécnica). As pessoas que já não me viam há algum tempo devem ter pensado: coitado, como está acabado, como as pessoas envelhecem num ano...
Depois disto, segui em direcção ao meu destino (sim, todos temos um!): o Algarve. Se a viagem Porto-Lisboa só com um olho aberto foi uma aventura, a viagem Lisboa-Algarve, só com um olho aberto e um torcicolo foi ainda melhor. Agora, sempre que fazia uma ultrapassagem, tinha de virar o tronco para a direita para verificar que já podia voltar à minha via.
Mas enfim, cheguei ainda a tempo de dar um mergulho (que teria dado, caso não estivesse gripado e torcicolado). O apartamento é óptimo, o melhor onde alguma vez estive. Descobri que por cima de nós temos quatro jovens espanholas, que estão "de vacaciones" sozinhas. Logo naquele dia, uma delas foi-nos bater à porta e perguntou se falava espanhol. Eu, graças aos treinos com o Dani, pude dizer que sim, muito convictamente. Felizmente, aquilo que pretendia era fácil de perceber: aceite. Ainda bem que o problema não era com o rádio, pois se fosse pedir pilhas em espanhol poderia ter havido um incidente diplomático. Pelo sapateado que fizeram durante a noite, suponho que sejam de Sevilha. E antes que comecem a pedir, eu não dou a morada (pelo menos, gratuitamente).
Posto isto, hoje de manhã resolvi pesquisar o que havia à volta. Dei 20 passos para a esquerda e encontrei este posto de acesso à Internet, de onde estou a escrever este texto no meu portátil. Nunca pensei que numa terra com nome de antiga novela da TVI fosse tão fácil encontrar um acesso à Internet. Estou maravilhado. E ainda por cima, a apenas 1,5 euros por hora.
Assim, vou poder vir aqui regularmente e continuar a escrever alguns textos. Durante o mês de Agosto, o "6 em 1 & algo +" vai funcionar em versão light. Vou passar por aqui quase todos os dias e escrever, nem que seja apenas para contar alguma história do dia ou até só para responder a comentários. Um dia ou outro sou capaz de não vir cá, mas penso que ninguém se chateia se eu der um salto à feira da marisco de Olhão ou se for passar um dia com a minha filha ao Zoo Marine.
E agora, me vou, que o sol brilha lá fora, não é hora para estar aqui metido...
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