60 e 10000
Mas hoje o número que mais me interessa não é este, mas sim os 60 anos do lançamento da primeira bomba atómica, sobre a cidade japonesa de Hiroxima. Estima-se que terão morrido, imediatamente, entre 80000 a 100000 pessoas, mais 60000 até ao fim daquele ano (números do jornal Público).
Hiroxima ficará sempre ligada a um dos momentos mais negros da humanidade. Ainda hoje se discute sobre a necessidade do seu lançamento e a sua inevitabilidade. Terão sido poupadas vidas? Talvez. Mas será que as pessoas que estavam naquela cidade, naquele preciso momento, mereciam morrer?
Pensava-se, nesse momento, que o facto de ter uma bomba atómica nas mãos certas (que significava Estados Unidos da América) seria um factor dissuasor de outras tentativas de domínio do mundo. Mas não. As ameaças vêm de todos os lados. E já não é unânime que ter os Estados Unidos da América a controlar o mundo é uma garantia de segurança. Ainda para mais quando o seu presidente mostra incapacidade para ser uma pessoa com visão estratégica. Quando o ouvi sugerir que se devia ensinar o criacionismo juntamente com a teoria da evolução senti um arrepio na espinha. Será que depois de uma guerra a favor da tolerância, vamos ser arrastados para uma nova cruzada?
Eu sei, estou a exagerar, ninguém vai ligar ao que ele diz... Mas também ninguém acreditava que ele fosse reeleito... God bless America!
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