janeiro 24, 2006

Metamorfose, n.º 20 de 20 ou O fim

There's no words to say, no words to convey,
This feeling inside I have for you, deep in my heart,
Safe from the guards of intellect and reason,
Leaving me at a loss for words to express my feelings,
Deep in my heart.
Look at me losing control,
Thinking I had a hold,
But with feelings this strong,
I'm no longer the master of my emotions


For You
Tracy Chapman

As palavras da música que aqui fica resumem o que sinto.
Gostei muito de vos ter cá, neste pequeno tasco.
Há escolhas que fazemos na vida que são necessárias, pois o tempo corre sem piedade.
A partir de agora, podem continuar a ler-me no
ante et post

ADENDA: e também aqui.



janeiro 23, 2006

Um ano de 6 em 1 & algo +

moet_chandon.jpg
Foto daqui

Faz, no preciso momento em que este post é publicado, um ano que foi publicado o primeiro post deste blog. 423 posts e 5596 (1341 + 4255) comentários depois, cá estamos para a festa.

Sirvam-se à vontade, há mais no frigorífico.

À VIDA!



Metamorfose, n.º 19 de 20

E assim se chega ao dia de hoje, o dia do 1.º aniversário.

1ano.jpg
Foto daqui.




Metamorfose, n.º 18 de 20

Passei assim a escrever, novamente, em dois blogs. Mas, a 5 de Novembro o meu portátil resolveu pifar, e fiquei quase sem tempo para escrever. Pois é, quando tudo parecia correr bem, acontece uma desgraça destas...

O facto é que dei primazia ao novo blog, dado que era um projecto recém-nascido. Neste blog fui colocando algumas fotos sobre as minhas reparações informáticas. Mas achei que o blog estava em profunda decadência. Daí ter escrito um post onde me questionava se valeria a pena continuar com o blog. Questionei-me outra vez no dia 16 de Dezembro.

E desde então não mais parei de me questionar.

Mas isso não fez com que parasse de manter o blog vivo.

No dia 23 de Dezembro, o blog passou a chamar-se, momentaneamente, HO! HO! HO!, e ofereceu presentes virtuais.

No dia 30 de Dezembro, mudou novamente de nome, para "Mestre Egroj Siarom - Previsões para 2006", na sequência deste post.

Finalmente, com a passagem do ano, o nome mudou novamente para (Dois mil e) 6 em 1 & algo +.

Hoje, depois deste post, o blog retorna ao nome que ostentou durante a maior parte da sua existência, 6 em 1 & algo +.



Metamorfose, n.º 17 de 20

Enquanto preparava os pormenores do ante et post, fui dando música aos leitores, repondo músicas que já tinham passado pelo blog, e avisando que algo estava para acontecer. Até que, no dia 23 de Outubro, o novo blog foi anunciado.

Devo dizer que é um blog do qual muito me orgulho. Acho que estamos a fazer um excelente trabalho, modéstia à parte, e os meus colegas de blog são muito talentosos. Faz hoje 3 meses, e acho que já adquiriu uma dinâmica muito boa.



Metamorfose, n.º 16 de 20

Entretanto, decidi mudar para da blogspot para a weblog, no dia 13 de Outubro. Mantive o link antigo, 6em1.blogspot.com, porque ainda lá permanecem todos os comentários feitos. Foi impossível fazer a migração dos mesmos, o que é uma pena, mas desta forma podem ainda ir lá e lê-los.

As razões que me levaram a mudar para a weblog foram essencialmente duas:
1. As possibilidades de colocar fotografias directamente no servidor e de agrupar os posts por categorias.
2. Um novo projecto que já tinha em mão: o ante et post.



Metamorfose, n.º 15 de 20

No dia 14 de Setembro, escrevi um post sobre o tema Saudade. No meio dos comentários, o Dani referiu que tinha falado sobre esse tema num post do seu blog. Foi este o mote para mais um desafio.

Foi mais um daqueles momentos que valeu a pena e um dos períodos melhores deste blog, na minha opinião. Os contributos dos leitores foram muitos e excelentes, estendendo-se até ao dia 21.

No dia 23 de Setembro, lancei um desafio novo, consistindo numa cadeia de frases. Eu colocava a frase inicial e cada pessoa podia colocar uma frase nova que tinha de começar pela última palavra da frase anterior. No dia 28 de Setembro seria escrita última frase, e o excelente resultado final pode ser visto aqui.

Considero que este foi o ponto alto do blog. Depois disso, já se sabe, vem a decadência...



Metamorfose, n.º 14 de 20

Quando voltei, o blog não retomou o seu funcionamento anterior, de escrever sobre um tema fixo em cada dia da semana. Passou a ser um blog pessoal onde eu ia escrevendo o que me apetecia cada dia. A fórmula que estivera na génese do 6 em 1 tinha acabado de vez. Por isso, cheguei a equacionar uma mudança de nome (que não aconteceu, por algumas opiniões contrárias).

Fui escrevendo o que me apetecia. Assim se passou o mês de Agosto.

Em Setembro tentei definir uma linha editorial, que acabei por nunca cumprir. Houve algumas novidades nesta fase, nomeadamente os calendários, a hora irrepetível, um post que só existia durante uma hora, e A vida irritantemente simples de Zeca Lado.

Até que, a meio de Setembro, novo desafio teve lugar.



Metamorfose, n.º 13 de 20

Como eu já disse, considerava que tinha uma dívida para com o afixe. Mas, ainda em Julho, já tinha concluído que depois de saldada a dívida, deveria voltar para este blog. Por isso mesmo, ainda no dia 3 de Julho, tinha vindo anunciar que o blog voltaria a ser reactivado em Setembro. Quis a sequência de acontecimentos que este regresso fosse antecipado para o dia 28 de Julho.

Foi importante ter reaberto nesta altura, pois recebi muitas mensagens de apoio e incentivo. E como tal não fui capaz de parar de postar durante as minhas férias, fazendo posts quase todos os dias. Enfim, coisas de viciados...



Metamorfose, n.º 12 de 20

Durante dois meses, o afixe foi o centro das minhas atenções. Por outro lado, a minha vida pessoal estava numa fase de grande trabalho. E, acreditem ou não, foi com grande esforço que me dediquei ao afixe, por achar que devia retribuir o convite que me tinha sido feito com alguma produção de posts.

Guardo desta fase do afixe aquela que considero ser o melhor contributo que dei: a blogonovela das 9 da noite, A.F.I.X.E., que teve 10 episódios, mais alguns posts laterais, que depois foi completada com um conjunto de posts entitulados "Instruções para a vida retiradas de canções portuguesas" (que inicialmente pareciam não ter ligação à blogonovela) e com uma entrevista final, entitulada "A.F.I.X.E. - o início".

O fim, não foi bonito, devido a um post de segunda que escrevi, em que me insurgia com algumas situações menos agradáveis que aconteceram e que me pareceram ter um encadeamento, uma lógica de grupo da qual sempre discordei. Devido à proximidade (uma semana antes) de um desses casos, houve, infelizmente, uma associação a esse caso.

Poderia agora estar aqui a explicar o que aconteceu. Acho que não vale a pena. Por causa desse post, acabou a minha ligação ao afixe. Quem hoje o ler e conseguir ter um distanciamento do que se passou, talvez consiga, finalmente, percebê-lo. Houve quem já o fizesse.

De qualquer forma, enquanto estive no afixe, gostei. E isso é o mais importante para mim. O testemunho da minha passagem, embora os posts individuais tenham perdido a referência, ainda permanece aqui.

Entretanto o afixe acabou, mantendo apenas o registo do passado aqui. Das suas cinzas nasceu o de vagares..., com alguns novos colaboradores e, aparentemente, sem o Monty/Rogério (este aparentemente não é inocente, há por ali um João Cúcio que me deixa desconfiado - Rogério, se és tu, diz-me, eu prometo que não digo a ninguém). Os outros colegas de então andam pelo aspirina b, Charquinho, Pópulo, Troll Urbano e Vitrolica Webb's ite (desculpem se me esqueci de alguém). Boa sorte a todos.



janeiro 22, 2006

Metamorfose, n.º 11 de 20

O Canavial era para ser um projecto mais intimista, mas ao mesmo tempo uma alternativa solitária ao afixe. A minha ideia era passar a escrever no afixe, mas queria continuar a ter um blog só meu onde pudesse escrever temas mais leves que não se adequassem ao afixe.

Para todos os efeitos, o Jorge Morais escrevia apenas para o afixe, esse passou a ser o seu único blog. O Canavial era do Zé Canas, uma outra personalidade, com alguma vida própria (embora inspirada na minha).

Mas nunca fechei este blog, apenas o suspendi, queria que a memória dos textos que cá ficaram permanecessem. E várias vezes reapareci, para ver se o pessoal ainda passava por cá, e mudar a música do blog. E assim se manteve até ao dia 28 de Julho.

Entretanto, o Canavial acabou por ser vítima da minha maior dedicação ao afixe, com quem eu achava que estava em dívida, dado que tinha escrito pouco para lá. Por isso, o Canavial foi um projecto efémero, que terminou no dia 4 de Julho.



Metamorfose, n.º 10 de 20

Se no dia 22 de Maio acabei com o blog, por me ser impossível manter a qualidade, não pude deixar de abrir um novo no dia seguinte, mas sob pseudónimo.

Queria poder escrever sem as pessoas me associarem ao meu nome. Porque esperariam de mim um determinado nível de escrita que eu não era capaz de proporcionar. Não conseguiria escrever um poema, uma história e outras coisas mais durante a semana.

Queria acima de tudo um blog que me permitisse escrever de forma mais leve. Mas não queria deixar vestígios que pudessem levar a que me identificassem. Assim, tinha o cuidado de escrever blogue em vez de blog. E nos comentários tentava não escrever da mesma forma. Além disso, para evitar que vissem o meu IP, não comentava noutros locais (e fiz disso uma espécie de mania minha). Algumas vezes, distraí-me e tentei emendar logo. Não sei se alguém chegou a desconfiar quem eu era, pelo menos ninguém me disse nada.

Cometi, talvez, um grande erro. Coloquei um link para quase todos os blogs a que fazia referência no meu. E isso fez com que me descobrissem (o que eu até queria), mas depois sentia-me mal em estar a interagir anonimamente com as mesmas pessoas e não lhes dizer quem era. Por outro lado, não queria revelar quem era, para evitar que todos tivessem expectativas maiores.

E foi assim que, a 23 de Maio, me passei a chamar também Zé Canas, criei o Canavial.



Metamorfose, n.º 9 de 20

Entretanto, a 17ª semana acabou por trazer uma novidade para este blog: a música. Tudo começou com uma música chamada Passenger, do Iggy Pop.

Infelizmente, esta seria também a última semana que o blog funcionou nos moldes descritos. Por motivos pessoais, não conseguia aguentar o ritmo alucinante a que o blog vivia.

Por isso mesmo, no início da 18.ª semana, escrevi este post.



Metamorfose, nº 8 de 20

No dia 8 de Maio, no início da 16.ª semana, escrevi um texto intitulado Encanecer. No dia seguinte, na sequência de um comentário, resolvi desafiar os meus leitores a escreverem sobre o tema.

Eu já tinha por hábito convidar pessoas para escrever no meu blog, mas o tema sempre foi livre, e acontecia apenas uma vez por semana. Neste caso, o desafio era maior, escrever sobre um tema que nem sempre é fácil, e que se prende com a passagem dos anos por nós e dos sinais exteriores dessa passagem.

O resultado desta interacção pode ser visto aqui.



janeiro 19, 2006

Post à Jorge Morais

Eugénio de Andrade é um dos meus poetas favoritos. Nasceu faz hoje 83 anos. Morreu o ano passado. Para sempre ficou a sua poesia. Como este poema sobre Portugal.



janeiro 17, 2006

Vício blogosférico - post interactivo

Não se esqueçam de ir ali, dar as vossas sugestões...



janeiro 16, 2006

30.000 visitas

30kreis.jpg
Copiado daqui.

OBRIGADO POR CONTINUAREM A VIR AQUI TANTAS VEZES!



janeiro 15, 2006

Metamorfose, n.º 7 de 20

A 13.ª semana, por questões pessoais, interrompi, pela primeira vez a sequência de temas diários. Não deixei de postar todos os dias, um pequeno post, como prova de vida, talvez como um pedido: "Não se vão embora que eu volto para a semana". E assim foi, uma semana longe, mas sempre perto.

Aproveitei para fazer uma pequena alteração, passando o tema de domingo a ser sobre os acontecimentos da semana. Comecei também a fazer, pelo menos, mais um post por dia.

Assim, se passaram a 14.ª e 15.ª semanas, sem sobressaltos. Até que, na 16.ª, aconteceu um daqueles momentos que fazem a blogosfera valer a pena.



Metamorfose, nº 6 de 20

Entretanto, e ainda antes de chegar à 12.ª semana, ocorreram dois momentos no afixe que merecem ser referenciados.

O primeiro prendeu-se com um dia em que cheguei a casa, tinha 137 e-mails e um Post à Jorge Morais, da autoria do João Pedro da Costa, cheio de comentários que indiciavam uma guerra interna no afixe.

Antes de mais, dos 137 e-mails, uns 30 eram do pessoal do afixe. E o referido post acabou por ser feito na sequência de uns e-mails. O engraçado é que o post resultou de uma brincadeira do João Pedro da Costa, mas muitas pessoas não perceberam isso e, mais tarde, chegou a ser usado como exemplo de coisas más que ocorreram no afixe.

Em primeiro lugar, sendo terça-feira, eu tinha colocado uma referência a um post que tinha feito neste blog. Na sequência de um comentário de alguém que questionava o porquê de eu fazer isso, nos e-mails entre o pessoal do afixe (nota: não vou estar aqui a revelar e-mails pessoais) levantou-se a questão e o João Pedro, com o seu humor habitual, resolveu fazer o tal post e criar uma guerra fictícia. Devo dizer que, apesar de só depois ter visto, pelos e-mails, o porquê do post, vi logo que se tratava de uma brincadeira. Mas muitos leitores não terão percebido e até associaram isso a acontecimentos posteriores.

De qualquer forma, tal acontecimento levou-me a deixar de fazer essas referências a posts do meu blog, dado que poderia haver interpretações de que me estaria a auto-promover através do afixe, até porque, infelizmente, o contrário (referência de posts do afixe neste blog) não aconteceram com a mesma frequência. Nunca foi essa a minha intenção. Mas fui-me apercebendo que muitas pessoas acabam por ter essa interpretação, por viverem de forma obsessiva os blogs. Enfim, até me apetecia continuar, pois quem não deve não teme, mas eu não estava sozinho, havia uma equipa comigo no blog.

O segundo acontecimento em destaque foi o aniversário do afixe, no dia 12 de Abril. Este e o dia anterior foram de loucos. Cheguei a equacionar a minha saída do afixe nesse dia, até porque estava com alguns problemas pessoais. Mas achei que não devia sair, até porque não tinha ainda contribuído muito para o afixe. E achei que devia isso a quem me convidou.

Nesse dia contribui com um post de aniversário e, na sequência dos comentários, com um post sobre o funcionamento de compiladores, os posts mais elaborados que tinha feito até àquela altura no afixe.



janeiro 09, 2006

Metamorfose, n.º 5 de 20

Voltando à quinta semana, achei que havia dias que não estavam a correr tão bem. Por exemplo, a sexta-feira, com o tema livre. Se tinha fleixibilizado o blog, não faria sentido ter este dia livre. Por outro lado, a frase da semana, aos domingos, não me parecia muito imaginativa. E também não me apetecia falar de política, logo a seguir às eleições legislativas.

Assim, a partir da sexta semana, as sextas-feiras passaram a ter o blog convidado da semana, onde um autor de outro blog escrevia um post para o meu blog. Ficou assim enriquecido o meu blog com os excelentes textos que me ofereceram.

Não contente, na décima semana, mudei de uma assentada dois dias. Domingo passou a ser ocupado pelo acontecimento bloguístico da semana (confesso que os domingos nunca foram um dia em que me agradasse o tema escolhido) e às quartas-feiras o incomparável conceito invertido interactivo, ou seja um "1 em 6", em que eu dava seis hipóteses, e os leitores escolhiam uma, no prazo de 24 horas.

E assim ficaram as coisas até à décima segunda semana.



M. F. A.

Pois é, o M. F. A. (Movimento Feminino do Ante et post) tomou conta do ante et post.

Assim, não me restou outra alternativa que não fosse exilar-me no meu blog e preparar a contra-revolução...



janeiro 08, 2006

Metamorfose, n.º 4 de 20

A colaboração com o afixe começou um pouco por acaso. No dia 22 de Fevereiro, publiquei um estudo sobre as eleições, comparando os resultados com o que aconteceria se o PSD e o CDS/PP concorressem coligados. Como era um estudo que chegava a conclusões curiosas, enviei a informação da publicação do post a alguns blogs, entre eles o afixe, para o caso de quererem referir.

Para espanto meu, o afixe publicou o texto na íntegra, e gerou alguma discussão. Recebi um e-mail do Monty a informar-me da publicação do texto e da polémica que tinha causado. No e-mail, agradeci e referi, por acaso, que mais polémico era o outro texto que eu tinha publicado no mesmo dia.

Como resultado, o Monty publicou uma referência, com um excerto do texto e um link para o meu blog. Como tinha referido aquele texto sem qualquer intenção de haver uma referência para ele, ao contrário do anterior, gostei desta iniciativa, que resultou no primeiro grande pico de visitas no blog. Além disso, tive alguns comentários muito elogiosos de membros do afixe, como o Sharkinho e o João Pedro da Costa. Tendo em conta que eram, e continuam a ser, dois dos mais talentosos bloggers que andam pela blogosfera, foi um grande incentivo para a continuação do blog.

Lembro-me de, na altura ter mandado ainda um e-mail a agradecer e, na brincadeira, disse que não lhe falava de mais nenhum texto, pois ainda corria o risco de ele publicar e, com três textos publicados, eu teria direito ao título de "aphixador honoris causa".

Entretanto, decorreu no afixe uma iniciativa colectiva, intitulada Cadáver Esquisito - o regresso da Baronesa, onde participei activamente. No dia 3 de Março, a pedido do Monty, eu acabei a história. No dia seguinte recebia um convite para escrever no afixe.

Gostando do ambiente que se vivia, não queria deixar o meu blog pessoal. Aceitei, mas dizendo, desde logo, que manteria o meu blog e que, nos casos em que publicasse textos vindos do meu blog, o faria colocando apenas um excerto e um link para o original. Foi-me respondido que tinha liberdade total. E a expressão "liberdade total" levou-me a aceitar imediatamente. E assim começou a minha ligação ao afixe.

Mas durante este período, outras coisas se passaram no meu blog.



janeiro 06, 2006

Metamorfose, n.º 3 de 20

No dia 8 de Fevereiro, o blog mudou de nome, facto assinalado num post intitulado Um novo rumo.
Assim, o blog Ensino Superior em crise acabou, passando a escrever os textos sobre o ensino superior também neste blog, e passei a escrever outros posts para além dos que estavam previstos para cada dia da semana. Por isso, o "6 em 1" passou a chamar-se "6 em 1 & algo +", para reflectir esse algo mais que era acrescentado ao blog.

Foi uma altura em que o blog ficou com uma estrutura mista bastante flexível, mantendo parte da filosofia que lhe estava subjacente. Por esta altura tinha alguns dos leitores que me liam no Ensino Superior em crise, e alguns que iam aparecendo e lendo, muitas vezes chamados por comentários que eu fui fazendo noutros blogs que comecei a descobrir.

Até que, no dia 22 de Fevereiro, na quinta semana, comeceu a história da minha colaboração com o afixe.



janeiro 05, 2006

Há dias assim...

...em que uma pessoa vem escrever, mas as palavras não saem.
Nesses dias, é melhor não escrever nada.
Assim, só resta esperar pelo dia de amanhã, que por acaso até é dia de reis

Olha a estrelinha do Oriente
Traz-nos luz e salvação
Ora vivam os senhores desta casa
São de nobre geração.

three-kings.jpg
Imagem daqui.



janeiro 04, 2006

Metamorfose, n.º 2 de 20

Quando comecei este blog, tinha outro activo, o Ensino Superior em crise, dedicado ao ensino superior, dada a minha ocupação como docente e antigo dirigente do SNESup - Sindicato Nacional do Ensino Superior. Era um blog demasiado fechado, e no qual não conseguia escrever com regularidade. Além disso, havia outros blogs que estavam a fazer um bom trabalho, mais consistente, nomeadamente, o Professorices (entretanto desaparecido), do Prof. João V. Costa, o Que Universidade? e o UniverCidade, para além de outros que também abordavam este tema, e com os quais acabei por co-fundar o Meta-Blog do Ensino Superior.

Queria escrever noutros registos, em poesia e prosa, ficção e realidade. Mas tinha medo de acabar por não conseguir manter o ritmo, como acontecera com o blog anterior. Então pensei em criar um blog que me obrigasse a escrever todos os dias sobre um determinado assunto. Assim, surgiu o conceito "6 em 1": de Domingo a Sexta, escrevia sobre um assunto diferente, e ao Sábado colocava apenas uma fotografia. E foi assim que surgiu o blog, inicialmente baptizado apenas como "6 em 1", cujo primeiro alojamento foi aqui.

Inicialmente, os temas semanais eram os seguintes:
- domingo, a frase da semana;
- segunda, a anedota da semana;
- terça, a história da semana;
- quarta, o comentário político da semana;
- quinta, o poema da semana;
- sexta, o tema livre da semana;
- sábado, o dia do descanso.

Esta separação estava evidente na descrição do blog, de inspiração hereticamente bíblica:
"No primeiro dia escreveu a frase da semana.
No segundo dia escreveu a anedota da semana.
No terceiro dia escreveu a história da semana.
No quarto dia escreveu o comentário político da semana.
No quinto dia escreveu o poema da semana.
No sexto dia escreveu o que bem entendeu, fosse ou não sobre a semana.
Vendo que tudo isto era bom, descansou no sétimo dia..."

Escrevia apenas um post por dia, e sobre o tema específico. E o título indicava esta forma:
x.ª semana, y.º dia - tema semanal

Assim, o primeiro post teve o seguinte título:
1.ª semana, 1.º dia - a frase da semana.

E assim começou este blog, no dia 23 de Janeiro de 2005, com este molde que me obrigava a escrever todos os dias, sobre temas diferentes, exactamente um post por dia. E este modelo durou duas semanas e três dias.



janeiro 03, 2006

Metamorfose, n.º 1 de 20

Como estudei contabilidade durante a escola secundária, desde cedo aprendi que os balanços só se fazem após o ano acabar. Por exemplo, se no Sábado me tivesse saído o totoloto, o ano teria sido muito melhor do que eu teria escrito na Sexta-feira, pelo menos do ponto de vista monetário.

Em relação a este blog, o balanço acaba por ter um aspecto... como poderei chamar... assim, parecido com... é, parece mesmo com... bem, fica aqui a imagem, para vós tirardes as vossas conclusões.

balanco2005.gif

Eu não disse? Se bem que a da esquerda é mais... Adiante!

Como sabem, um texto deve ter uma introdução, um desenvolvimento e uma conclusão. Esta é a introdução, amanhã começo a desenvolver o assunto: a metamorfose que tem afectado este blog e que ameaça permanentemente a sua própria existência.



A melhor anedota de loiras de sempre

O Luís tem razão: esta é mesmo a melhor anedota de loiras de sempre.



janeiro 02, 2006

Quem quer mais previsões para 2006?

Hoje às 23:30, o contador de visitas sitemeter registava 541 visitas, o que corresponde a um dos dias de maior movimento neste blog (cuja média varia entre as 100 e as 200 visitas diárias).

O meu primeiro pensamento foi: finalmente, descobriram este blog?

O entusiasmo foi logo embora, quando verifiquei a origem das visitas: motores de busca, pesquisando "previsões para 2006" ou "previsões 2006". Aquilo que foi um post inocente de fim de ano, teve como consequência um súbito aumento de visitas.

Assim, aproveito para avisar aqueles que venham cá ter a partir dos rankings de visitas, que tal não se deve à (falta de) qualidade do blog, mas tão somente a duas palavras: previsões e 2006. Daqui a dias, tudo voltará à normalidade, espero...



janeiro 01, 2006

Para começar o ano...

... e para compensar a maldade de ter colocado a música que coloquei ontem (ainda a podem ouvir no post abaixo, é só clicar), venho hoje colocar esta, mais apropriada para a mudança registada ontem, que durou menos de um segundo.

E como já não vos via desde o ano passado, quero dizer a todos que gosto muito de vos ter por cá, especialmente aqueles que vêm por bem. Aos que não vêm, também gosto de vos ter por cá. Um bom resto de 2006 para todos.



dezembro 31, 2005

Contagem final

Falta pouco para o ano de 2006. Queria colocar aqui uma música alusiva à passagem de ano, á contagem final para o ano novo. O melhor que encontrei foi esta. Carreguem no botão se quiserem, mas não me culpem...

Independentemente de gostarem ou não (eu confesso que eu já não consigo ouvir esta música), o que interessa é que quero desejar a todos

UM BOM ANO NOVO DE 2006

Até para o ano...



dezembro 30, 2005

Previsões para 2006

bruxo.jpg
Foto daqui.

Se estas 5 previsões falharem, fecho o blog e parto esta bola de cristal comprada na feira da Vandoma!

1. O Porto não vai ser Campeão Europeu de Futebol em 2006.
2. Portugal não vai ser o país mais rico da Europa em 2006.
3. A África do Sul não vai aderir à União Europeia em 2006.
4. O badmington não vai destronar o futebol como o desporto preferido em Portugal em 2006.
5. A blogosfera não vai terminar em 2006.

P. S. A previsão de que o Cavaco Silva ia ganhar as eleições presidenciais, e que o Mário Soares e o Manuel Alegre nunca mais se iam falar, e que o Jerónimo de Sousa e o Francisco Louçã iam ficar á frente do Garcia Pereira, eram demasiado evidentes para figurarem como previsões; de certo modo, já são dados adquiridos...

P. P. S. Isto é o que dá escrever posts depois de beber duas caipirinhas feitas em casa. É que dizia na garrafa que eram duas medidas de cachaça, mas não especificavam quanto é cada medida.

P. P. P. S. Se fizerem caipirinha em casa, façam com aguardente Pitú, é a melhor para esse efeito.

P. P. P. P. S. Se quiserem demonstrar virilidade, coloquem 3 ou 4 gotas de Tabasco na palma da mão, lambam e, imediatamente, bebam um shot de aguardente Pitú. Fiz isto uma vez numa despedida de solteiro. Sobrevivi para contar a história.

P. P. P. P. P. S. Se beber aguardente Pitú, não escreva posts.



dezembro 29, 2005

Votos para 2006

O que eu quero desejo para o novo ano é que eu todos consigam atingir os meus seus objectivos, nomeadamente, ganhar o EuroMilhões saúde, um carro novo paz e ver o Benfica ser Campeão Europeu e Portugal ser Campeão Mundial harmonia.



dezembro 28, 2005

Obrigado, Pai Natal...

... por este magnífico presente...

calice_brian.jpg

... que vou poder juntar a este que já me tinham oferecido...

sentido_vida.jpg

... e se não for pedir muito, podias mandar-me, ainda este ano, adiantado, este?

http://www.fnac.pt/produto.aspx?catalogo=dvdVhs&categoria=dvdSeriesTv&produto=733961701746

Eu sei, os presentes são só no do dia 25 de Dezembro de cada ano, e dependem do nosso comportamento nos últimos 365 ou 366 dias, mas...

O quê? Os leitores do blog juntavam-se e ofereciam-me? Epá, não tinha pensado nisso. Achas que eles topam? Eu desconfio que eles nem acreditam em ti. Mas nada como atirar o barro à parede...



dezembro 23, 2005

Peça o seu presente virtual de Natal aqui

painatal.gif
Imagem daqui.

Pois é, o Pai Natal tomou conta do blog, e está a oferecer presentes virtuais. Vão à caixa de comentários e digam: "EU QUERO UM PRESENTE!". O presente será enviado logo que seja possível (as renas estão a planear uma greve por causa dos salários em atraso).

Aproveito para desejar a todos um Bom Natal.

Ho! Ho! Ho!



dezembro 20, 2005

Um sinal de Natal?

O rádio do meu carro já teve melhores dias. A maior parte do tempo está mudo, só o leitor de cassetes funciona bem.
Hoje, quando conduzia, o rádio estava ligado, mas mudo. Eram 17:55. De repente, começou a tocar a canção "A Fairytale of New York", dos Pogues com a Kirsty MacColl. Quando acabou a canção, o rádio emudeceu. Seria um sinal? Pelo sim, pelo não, aqui fica a melhor canção de Natal de sempre.

P.S. Para quem possa pensar que se tratou de mais uma das minhas histórias, como desculpa para colocar aqui a canção, quero deixar claro que o que acabei de contar é a mais pura realidade.

Continue a ler "Um sinal de Natal?" »



Questionário - questão 258

258 é...

a. O número deste post.
b. Os quilómetros por hora a que andei ontem na auto-estrada.
c. O meu colesterol.
d. O número de vezes que eu já pensei em deixar de escrever neste blog.
e. O número médio de vezes que o João Pinto cai durante um jogo de futebol.
f. O número efectivo de dias de trabalho que houve durante o ano (considerando segunda a sexta, excluindo feriados).
g. A terminação da Lotaria de Natal que eu vou ganhar.
h. O número de quilómetros que separam o Porto das Ilhas Berlengas.
i. O número de vezes que a Margarida Rebelo Pinto usou a expressão "tá a ver" nos seus livros.
j. O número de pessoas do PS que ainda acreditam na vitória do Mário Soares (incluindo o próprio e familiares directos).



dezembro 18, 2005

Declaração política - definição pela negativa

Já me perguntaram várias vezes qual o meu partido político, se sou mais de esquerda ou de direita. Eu já tentei explicar por A+B o que é que sou, que nem sou de esquerda nem de direita, ambas as filosofias subjacentes são necessárias e que é no equilíbrio das duas que está o caminho certo, mas talvez esteja na altura de responder pela negativa.

Não sou da direita que apenas vê os trabalhadores como um empecilho ao desenvolvimento do país.
Não sou da esquerda que apenas vê os empregadores como um empecilho ao desenvolvimento do país.

Não sou da direita que pensa que o investimento privado resolve todos os problemas do país.
Não sou da esquerda que pensa que o investimento público resolve todos os problemas do país.

Não sou da direita que considera que a esquerda é responsável pela crise do país.
Não sou da esquerda que considera que a direita é responsável pela crise do país.

Bem, podia estar aqui o resto do tempo com estes pares de frases, mas penso que já deu para perceber o meu ponto de vista, e por que razão nunca me filiei em nenhum partido.



dezembro 17, 2005

A melhor canção de Natal de sempre

Como fazer Copy-Paste num fim de semana dá muito trabalho, vão ver qual é aqui.



dezembro 16, 2005

Valerá a pena...?

... votar nas próximas eleições presidenciais?
... continuar a escrever neste blog?
... acreditar que o Benfica vai eliminar o Liverpool?
... continuar a escrever neste blog?
... acreditar no Pai Natal?
... continuar a escrever neste blog?

Bem, como dizia o Fernando Pessoa, tudo vale a pena, se a alma não é pequena.
Falta medir o tamanho da minha...



dezembro 15, 2005

A força das palavras

Um dia, estando eu nos meus 16 anos, resolvi escrever um conto para um concurso. Foi a primeira história digna desse nome. Passava-se num ambiente de guerra. Para a escrever vesti a pele de um soldado e embrenhei-me nos seus pensamentos. Escrevi, ainda com caneta e papel, o texto, do princípio ao fim, sem parar.

Quando acabei, senti uma sensação estranha. A história tinha entrado dentro de mim e marcou-me profundamente. Tinha feito crescer em mim um sentimento anti-belicista mais forte do que já tinha. Escrevi um poema feroz contra a guerra. E resolvi concorrer com ele ao mesmo concurso, que também contemplava esta vertente.

Não vou falar do resultado do concurso, mas da estranha sensação da força que as palavras ganharam quando passaram para o papel. Nunca consegui escrever uma história sem a viver. E quando a acabo, as palavras escritas passam a fazer parte de mim, perseguem-me para sempre, como fantasmas.

Sempre me assustou esta excessiva dependência, estes fantasmas. Talvez por isso tenha deixado de escrever histórias durante mais de dez anos, até ganhar maturidade para conseguir conviver com eles.



dezembro 14, 2005

História n.º 20

Falhado

Fazes-me rir, não és capaz de organizar as tuas ideias, de ordenar as palavras de uma frase, de seguir um manual de vida e fazer com que ela decorra de forma consequente. Hoje estás aqui, mostrando as notas grandes que ganhaste, sabe Deus como, amanhã vens pedir-me ajuda para pagar as contas do mês.

Finges ser um idealista, incorruptível, um exemplo para o mundo inteiro e para as gerações vindouras. Mas na primeira oportunidade colas-te aos facínoras que detêm o poder. Como podes ver, não passas de uma grande fraude.

Se o teu pai fosse vivo, morreria novamente de vergonha, pelo filho que ajudou a trazer ao mundo. Concluiria que o seu esforço em te ensinar as coisas da vida foi totalmente em vão. Mereceria ele tal sorte por tudo quanto fez para fazer de ti um homem?

E a tua mãe? Gastaste quase tudo o que ela tinha nos teus vícios pérfidos. Não fossem os teus irmãos e estaria ela agora completamente na miséria ou, quem sabe, já fora do mundo dos vivos.

E que dizer dos teus irmãos, que já nem te dirigem a palavra? Usaste e abusaste de toda a confiança que em ti depositaram, da cobertura que deram às tuas parvoíces e do dinheiro que puseram nas tuas mãos para te safarem dos sarilhos em que te ias metendo. Agora acabou, desprezam-te, não passas de um verme para eles.

Aos poucos foste perdendo os amigos. Um a um, foram fugindo da tua péssima influência. Os mais leais aguentaram o que puderam, até que tu te mostraste indigno dessa lealdade, envolvendo-os nos teus caminhos obscuros.

Tens-te safado como podes, mas o teu fim está próximo. Já percorreste todos os caminhos que levam à perdição, mas foste conseguindo encontrar uma saída. Agora já não há mais saídas, todas as portas se fecharam. O caminho está traçado. Avanças e já sabes o que o destino te reserva.

Mas tu não ouves os meus avisos, pois não? Vais percorrer esse caminho, mesmo sabendo que te levará a um beco sem saída e nada do que eu te possa dizer vai fazer-te mudar de ideias.

Um falhado! É o que tu és, um grande falhado! E tu sabes isso. Fazes de conta que não, mas no fundo, bem lá no fundo, sabes que essa é verdade nua e crua. E que é que fazes para mudar isso? Nada!

E por que razão não sais desse lado do espelho e me enfrentas como um verdadeiro homem? Nem para isso tens coragem? Sê homem, pelo menos uma vez na vida...



25.000 visitas

25000.jpg
Retirado daqui.



dezembro 13, 2005

Onde é que estes se meteram?



Da observação à inspiração

Ainda ontem, em resposta a um comentário, notei que a inspiração, para mim, vem muitas vezes da observação, de ver mais do que aquilo que uma observação superficial deixa ver.

Dei como exemplo, a observação de uma pessoa a tomar um café e a olhar fixamente para a janela. Podemos pensar que é simplesmente isso mesmo. Ou podes começar a pensar por que motivo ela olha tanto para a janela. Estará à espera de alguém, a pensar em alguém, a ver a chuva a cair ou a olhar para o relógio da torre da igreja? De repente, temos 4 hipóteses diferentes que podem gerar outros tantos textos.

Hipótese 1

Um homem toma um café, olhando fixamente para a janela. Todos os dias é a mesma angústia. Será que, pela primeira vez, ela não vai aparecer? Teme o dia em que isso aconteça. Não é fácil encontrar o amor. Não é fácil estar descansado quando não se tem controlo sobre as emoções.

Hipótese 2

Um homem toma um café, olhando fixamente para a janela. Lembra-se da janela do seu escritório onde, há algum tempo, ela passava, deixando para trás um rasto de olhares sonhadores. Era o seu anjo da manhã, o seu tónico de boa disposição diária. Até que a empresa mudou de lugar. Nunca mais o ambiente foi o mesmo.

Hipótese 3

Um homem toma um café, olhando fixamente para a janela. Vê as gotas baterem no vidro, como lágrimas outonais, chorando o Verão perdido. O frio vai chegando e com ele vai perder a visão reconfortante das formas voluptuosas de Eva, a empregada que o costuma atender. Verão, volta depressa, estás perdoado.

Hipótese 4

Um homem toma um café, olhando fixamente para a janela. Ao longe, vê o relógio da torre da igreja, majestoso. Lembrava-se quando, em criança, vagueava pelas ruas, roupa remendade e sapatos rotos, e não tinha relógio. O som da "Avé Maria" que vinha da igreja marcava o seu ritmo diário. Até na ecola era o toque de entrada e de saída. Hoje, apesar do Rolex que ostenta no braço esquerdo, prefere procurar na torre da igreja as horas, sempre que pode. Há hábitos que nunca mudam.



dezembro 12, 2005

Conversa de café sobre presidenciais

- Eu até achava engraçado se o Braga fosse campeão.
- Nem penses, o candidato oficial dessa cor é o Benfica.
- Nem pensem, a vitória do Porto já está garantida.
- Então e o Nacional e o Setúbal?
- Esses dois não chegam lá.
- E o Sporting?
- Quem?



Tempestade mental

Por vezes gostava de limpar a cabeça do turbilhão de textos que me assolam a mente. Este blog foi criado para me livrar deles, e obrigá-los a sair, e ao mesmo tempo não deixar que se percam no vento.

Muitos textos vão sendo criados erraticamente, quando vou escrevendo uma coisa ou outra e de repente, a meio, já mudei de ideias, e escrevo sobre outra coisa. Aquele pedaço de texto anterior é liminarmente apagado ou modificado, dependendo do estado de humor em que me encontro no momento ou da incapacidade de remendar um texto que nasceu demasiado torto.

Noutros casos, é um processo de construção. Sei o início, o desenvolvimento e o fim que quero dar ao texto. Os pormenores vão sendo acrescentados para lhe dar corpo. No fim, se gosto, fica assim mesmo, nem uma linha mudo. Se não gosto, sou capaz de o apagar e escrever de novo, ou desistir definitivamente dele.

Em todos os casos, demoro pouco tempo a escrever os textos. Normalmente entre uns 15 a 30 minutos. Perco mais tempo a ler as reacções do que a escrever os textos, estes resultam de uma tempestade mental profunda da qual me quero libertar urgentemente.

Quando o texto demora mais de 30 minutos a ser escrito, já não sai como eu quero, já não me lembro do que pretendia no início, memória curta a minha. Sai um texto labiríntico, sem nexo, auto-contraditório, despojado de sentido. Ou seja, demasiado parecido comigo...



Maldita falta de inspiração

Não há nada a fazer, estou mesmo com falta de inspiração.

Por isso, decidi ser radical e não escrever mais nada até a inspiração voltar.

O que deve acontecer ainda hoje de manhã, alguns minutos depois da farmácia abrir.



dezembro 08, 2005

Estado do blog e do autor do mesmo

pc_const.jpg
Foto daqui.



dezembro 07, 2005

Bailado e Benfica

Acabei por saber do grande resultado do Benfica apenas por SMS, porque havia uma menina de 4 anos que estava a dançar o seu primeiro bailado, Copélia.
Como sempre, era a mais pequenina e a mais bonita, porque olhos de pai não se deixam enganar.
E por muito que gostasse da vitória do Benfica, não foi, decididamente, o mais importante da noite.



Post ateu ou Maldito CAPS LOCK ou Leiam o post anterior para perceberem o título e o conteúdo deste ou ainda Tenho de parar de dar títulos tão grandes aos meus posts

Só para dizer que não estive com Deus, mas com dEUS, ao vivo, ontem à noite, na Casa da Música.

Instant Street
dEUS

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Post católico ou Estou de volta ou ainda Maldito serviço Netcabo...

Antes que pensem que desapareci, é só para avisar que voltei a ter acesso à Internet em casa, o que já não acontecia desde as 16 horas de segunda-feira passada. Depois de 7 telefonemas, algumas conversas surreais e uma equipa técnica que não apareceu, tudo voltou ao normal.

Por que é que este post é católico? Bem, para além da paciência de santo necessária nestes casos, ontem à noite estive a ouvir Deus, ao vivo.



dezembro 01, 2005

Música para um fim de semana prolongado

Wake from your sleep
And dry all your tears
Today we escape
We escape

Pack and get dressed
Before your father hears us
Before all Hell breaks loose

Breathe, keep breathing
Don't loose your nerve
Breathe, keep breathing
I can't do this alone

Sing us a song
A song to keep us warm
There's such a chill
Such a chill

You can laugh
A spineless laugh
We hope your rules and wisdom choke you
Now we are one
In everlasting peace
We hope that you choke, that you choke
We hope that you choke, that you choke
We hope that you choke, that you choke



novembro 30, 2005

Post interactivo - as melhores e as piores anedotas curtas que já ouviram

Ontem ouvi duas anedotas curtas, uma espectacular, outra horrível... Pois, aqui vão:

Anedota n.º 1

Filho no banho, olha para os testículos e pergunta à mãe:
- Mãe, isto é que é o meu cérebro?
Mãe:
- Ainda não.

Anedota n.º 2

Sabem por que é que o Batman colocou o Batmóbil no seguro?
Tem medo que o Robin...

Assim, desafio todos os leitores a enviarem as melhores e piores anedotas curtas que já ouviram.



novembro 29, 2005

Hoje é o primeiro dia do resto da minha vida!

Na verdade, não me parece que vá ser muito melhor do que os anteriores.
Mas há frases feitas que vale a pena dizer, de vez em quando...

Adenda:
nada melhor do que a música do Sérgio Godinho para decorar este post.

O primeiro dia
Sérgio Godinho

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novembro 27, 2005

Recuperando do choque tecnológico ou @£§#$%& PORTÁTIL!!!

choque.jpg
Imagem daqui.

@£§#$%& PORTÁTIL!!!

Ora bem, vamos lá começar.

Querido Pai Natal,

este ano tenho-me portado muito bem. Não tenho chateado muito os meus pais, até porque eles estão em Chaves e eu em S. Mamede de Infesta. Além disso, já provei que acredito em ti, Pai Natal, dado que votei no Sócrates para as eleições legislativas.

Em suma, penso que estou nas condições exigíveis para ser um dos destinatários de uma prenda neste Natal. Penso que o facto de ter 33 anos não me exclui, dado que todos dizem que a idade está na nossa mente, e aí eu tenho por volta de 6 anos.

Este ano não vou ser muito exigente. Quero apenas uma prenda. Um portátil. Pode ser de qualquer marca, mas de preferência que tenha a palavra Toshiba escrita algures, em letras maiúsculas. Não precisa ser o mais caro, contento-me com o segundo. E se puder trazer já uns programinhas crackados, melhor ainda.

Espero ansiosamente pelo teu presente, que pode inclusive ser entregue antes do dia,
Jorge Morais



novembro 25, 2005

José Quintas' Moving Blogname

jq.jpg

JQ (a.k.a. JQuê?), são as iniciais de José Quintas (embora haja quem diga que pode ser de Jesus Queristo). É um uzbeque de 92, segundo se pode ver no seu perfil.

A verdade é que ele tem, desde há algum tempo, um grande fetiche: mudar o nome do blog. Depois de se ter chamado "Sexo, Crime e Barbaridadezzz", "GUGU DADA" e "Montes de Absolutamente", passou a chamar-se, hoje que passam 30 anos do 25 de Novembro de 1975, (dia de velório:). Desta vez foi mais longe, mudou não só o nome do blog, mas também o aspecto, e tem um único post sobre o FMI (este era um excelente nome para um blog).

Para verem este fantástico requiem do PREC é só carregar na flor aqui em baixo e ser transportados para 30 anos atrás.
flower.gif

P.S. Como "quintas" é (ou era, eu já não ando nisto há uns tempos) o dia em que as mulheres bebiam de graça nas discotecas, sugiro que o próximo nome do blog seja "Lady's night".



novembro 24, 2005

Como daqui a pouco é dia 25 de Novembro: "Alentejo, unido, jamais será vencido!"

Como prometido a uma leitora assídua deste blog, aqui fica uma música rap. Mas não é uma qualquer, é um rap alentejano. E quem mais é que poderia inventar uma coisa destas? Claro, só podiam ser os Enapá 2000. Pouco há a dizer, ouçam e descansem... descansem muito...

Rap Alentejano
Enapá2000

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novembro 23, 2005

Já que estamos a falar de discotecas...

...aproveito para dizer que não sou grande apreciador do género. Não que nos late 80s não tivesse dançado ao som dos Snap, Technotronic, e afins. Mas nunca fui de me sentar a ouvir essas músicas fora do ambiente próprio.

No entanto, considero que há músicas que, pelo seu carácter de excepação, pertencem a um grupo restrito de músicas dançáveis e audíveis em simultâneo. E hoje aproveito para matar dois coelhos de uma só cajadada: colocar aqui uma música recente (apesar de já ser do ano passado) e de abanar o capacete.

caopacete.jpg
Foto daqui.

Assim, aqui fica a fantástica música "Hey Ya", dos Outkast.

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novembro 22, 2005

Imaginação infantil

Colocar a tocar a música "Avé Maria".
Desligar a luz.
Ligar a lanterna.
Fazer movimentos circulares com a lanterna fazendo a luz passar por todas as paredes, tecto e chão.

E assim se cria uma discoteca caseira, no quarto de uma criança de 4 anos.
E eu que só fui a uma discoteca, pela primeira vez, aos 16 anos...

discoteca.gif



Eu... estou aqui... - parte II: separados à nascença?

rabdark2.jpg



Eu... estou aqui...

rabdark.jpg
Foto daqui.



novembro 19, 2005

Palavras e sons reconfortantes

Nunca me canso desta música. Comforting sounds, dos Mew, é uma daquelas músicas que já faz parte da história deste blog. Receberam o prémio MTV da melhor banda finlandesa de 2005, em Lisboa. E pegando nos sons reconfortantes desta canção, juntando às palavras reconfortantes do post anterior, aqui estão de volta como música oficial do blog. E que bem que combina com o seu actual momento. Até daqui a algum tempo.


I don't feel alright in spite of these comforting sounds you make.
I don't feel alright because you make promises that you break.
Into your house, why don't we share our solitude?
Nothing is pure anymore but solitude.
It's hard to make sense, feels as if I'm sensing you through a lens.
If someone else comes, I'd just sit here listening to the drums.

[a partir daqui é a continuação da versão longa]
Previously I never called it solitude.
And probably you know all the dirty shows I've put on.
Blunted and exhausted like anyone.
Honestly I tried to avoid it.
Honestly.
Back when we were kids, we would always know when to stiop.
And now all the good kids are messing up.
Nobody has gained or accomplished anything.

Comforting Sounds
Mew



novembro 18, 2005

E chega aquele dia...

... em que nos perguntamos se vale a pena continuar a escrever no blog ou se deveremos fechá-lo de vez.



novembro 15, 2005

Grupo-Mote para o estado actual da política: Faith No More

Eu sei que a música do Pedro Barroso era mais consensual, mas estava com saudades desta música dos anos 90. Se preferirem Pedro Barroso, é só desligar esta música e ligar a de baixo.

Para quem não conhece, foi uma banda que teve o seu auge no início dos anos 90, e que acabou em 1998. Para a história ficam canções espectaculares, das quais destaco este "A Small Victory", bem como "From Out Of Nowhere", "Epic", "Midlife Crisis", e ainda covers de temas como "Easy", do Lionel Ritchie, e "I Started a Joke", dos Bee Gees. Para saberem mais, vão a http://www.fnm.com/, onde poderão, inclusive, encontrar a sua biografia em português.


A small victory
Faith No More

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novembro 14, 2005

Escritor famoso rima com Pedro Barroso

Pois é, à última da hora resolvi participar no concurso Escritor famoso, com um poema com o título Entrelaçados.
E hoje, ao relê-lo, ao mesmo tempo que ouço esta música do Pedro Barroso, verifiquei que o poema e a música juntos ficam muito bem, parecem rimar. Deixo-vos este duplo exercício, a excelente música do Pedro Barroso e o meu poema.



novembro 13, 2005

Canção-mote para um blog: se houver alguém que não goste, não gaste, deixe ficar...


Menina dos Olhos de Água
Pedro Barroso

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novembro 12, 2005

Diga 33...

number_33.jpg
Foto daqui.

A vida é a única corrida em que não nos importamos de ficar no último lugar.

Principalmente quando lemos isto.



novembro 11, 2005

Como sobreviver a um crash do portátil e continuar de bem com a vida - parte III

Depois de algum pudor derivado do seu excessivo conservadorismo, o meu PC decidiu-se, finalmente, a despir-se de preconceitos e mostrar-se sem roupa. Para começar, decidiu mostrar-se de lado.

pclado.jpg

Sexy, não? Depois ganhou um pouco mais de coragem, e mostrou-se de frente, já sem drive de disquetes.

pcfrente.jpg

O ambiente está a aquecer, não? Finalmente, num último assomo de arrojo, deixou-se fotografar de costas.

pctraseira.jpg

É o delírio total! Bem, quase, é que A PORCARIA DA PLACA COM 4 PORTAS USB 2.0 QUE DECIDI INSTALAR PARA SUBSTITUIR AS 2 MAIS LENTAS USB 1.1 NÃO FUNCIONA!!!

Actaulizar computadores é frustrante, nada funciona à primeira. Mas se não os actualizamos eles ficam facilmente ultrapassados. Felizmente, na minha vida informática, há uma honrosa excepção. Esta:

dj500.jpg

Com 14 anos, esta HP DeskJet 500 funciona às mil maravilhas. É certo que é uma impressora a preto e branco, a jacto de tinta, mas serve para o que eu preciso e nunca teve problemas.



novembro 10, 2005

Para o pessoal mais distraído

Era só para avisar os mais distraídos que tenho escrito alguns textos por ali:
ante et post

Tem uma vantagem em relação a este blog: estou muito bem acompanhado!



novembro 09, 2005

Como sobreviver a um crash do portátil e continuar de bem com a vida - parte II

O facto de ficar sem portátil acabou por não ser tão grave graças a uma providência do destino. É que na semana anterior, tinha começado a arranjar o meu computador antigo, para poder guardar alguma informação (como ficheiros MP3) que estavam a esgotar o espaço em disco no portátil e instalar alguns programas que não necessitavam estar a ocupar espaço. O computador antigo era um Pentium III a 450 MHz, com 128 MB de memória RAM e dois discos, um de 12,9 GB e outro de 4,3 GB. Este último saiu. Ei-lo aqui, maior que o disco do portátil.
discoquantum.jpg
Aproveitei também para tirar o drive de disquetes (já não se usa) e o CD-ROM, que já não funcionava. Ei-los aqui, para peças de museu.
drivesout.jpg
Tinha um disco de 160 GB numa caixa externa, que adicionei ao de 12,9 GB, ocupei os dois slots de memória disponíveis com 128 MB cada, perfazendo um total de 384 MB. Comprei um novo CD-ROM e instalei o Windows XP. Falta apenas instalar o Linux no disco mais pequeno (para brincar um pouco) e instalar portas USB 2.0 (só tem 2 portas USB 1.1, bem mais lentas). E como sempre acontece nestas coisas, sobraram peças:
sobras.jpg
Bem, nada mau para um computador de 1999 (se não estou em erro). Ainda deve durar mais dois ou três anos. A menos que o Pai Natal me traga um novinho em folha. Como me tenho portado bem, estou com muita esperança...



novembro 08, 2005

Lágrimas

O comboio estava prestes a chegar ao seu destino.
Naquele momento olhei pela janela.
Ela chorava,
Enquanto o comboio atravessava a ponte sobre o Rio Douro.
Pus-me a pensar por que choraria...
Seria de felicidade por chegar ao seu destino?
Ou seria de saudade do Rio Tejo,
Que deixara algumas horas antes?
Se o mundo não apareceu sem intervenção divina,
Então Deus,
Ou qualquer outra entidade suprema que tenha criado o mundo,
Devia ter um sentido de humor apurado.
Deu-nos as lágrimas
Para exprimirmos dois sentimentos tão antagónicos:
a saudade que fica quando partimos;
a felicidade que volta quando regressamos.
Eu estava feliz por regressar a casa.
Não chorei,
Tinha estado apenas algumas horas longe.
Mas o céu fez isso por mim.



novembro 07, 2005

Como sobreviver a um crash do portátil e continuar de bem com a vida - parte I

Pois é o meu portátil decidiu pregar-me uma partida e adquirir vontade própria. Perante isto não me restou outra alternativa a não ser meter mãos à obra. O mais importante de tudo é guardar a informação em sítio seguro. Para tal, será preciso remover o disco.

Primeiro de tudo, é preciso uma mala de ferramentas razoável. Em particular, aquela caixinha com 6 chaves de fendas pequenas, ali no lado direito, dá muito jeito.

ferramentas.jpg

Viramos o portátil de pernas para o ar (eu sei que o portátil, tal como o coração, não tem pernas, mas é uma força de expressão). Removemos os parafusos do local onde está guardado o disco.

port_aberto.jpg

Assim, retirando a tampa (A), vem lá aparafusado o disco (B), e que estavam naquele lugar (C).

disco.jpg

E o que nos interessa é apenas o disco, que cabe na palma da mão, que teremos de ligar, por exemplo, a uma caixa externa para discos 2.5'' com ligação USB, de modo a podermos transferir a informação para outro disco. Se tiverem um PC já um pouco antigo como o meu (Pentium III a 450 MHz, com 384 MB de memória), é coisa para durar umas 6 horas.

Finalizada a tarefa, temos de voltar a colocar tudo no sítio, e tentar descobrir onde é o problema. Eu desconfio que é da bateria, mas ainda estou à espera que venha alguém dizer-me que é do carburador...



novembro 05, 2005

Hoje acordei assim...

portestr.jpg
Foto daqui.

É só para avisar que estou sem portátil e a tentar verificar qual é o problema, por isso hoje estou um bocado limitado...



novembro 04, 2005

Gripe das aves

(mais um recebido por e-mail)

Segundo as normas europeias, se um político for infectado com a gripe das aves, terá de se abater o bando todo?



novembro 03, 2005

Hoje é só siglas

SCORM - Sharable Content Object Reference Model
LO - Learning Object
LMS - Learning Management System
CMS - Content Management System
LCMS - Learning Content Management System
PIF - Package Interchange File

(ainda bem que é só hoje e amanhã)



novembro 02, 2005

*** 20.000 visitas ***

Então?
Do que estão à espera?
Alimentem o meu ego na caixa de comentários!!!
Mas não exagerem, ou fico demasiado convencido...



Há exactamente 2 anos - Ensino Superior em crise

Domingo, Novembro 02, 2003
Um novo blog nasceu.

O objectivo deste blog é existir o menos tempo possível. Tal será sinal que a crise no ensino superior terminou de vez, e a razão de ser deste blog extinguiu-se. Enfim, a utopia é sempre possível e, em alguns casos, necessária à nossa sanidade mental.
Como hoje é o primeiro dia, e é domingo, pouco tenho a dizer. Até daqui a alguns dias...

Jorge Morais
(blog admin.)
Colocado por JorgeMorais às 17:14

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Uma causa chamada Proximizade

No mundo em brutal aceleração em que vivemos hoje, escasseia o tempo para pararmos um pouco para reflectir em situações que nos rodeiam, de forma mais ou menos próxima / mais ou menos afastada, relacionadas com pessoas carenciadas, sem voz que permita dar expressão às suas necessidades mais básicas.

Por este motivo, procurando lutar contra o "cultivo da insensibilidade" que de alguma forma se vai instalando, um conjunto de "bloggers" decidiu reunir-se num projecto comum ("Proximizade"), visando potenciar as virtudes da blogosfera, no sentido de "aproximar uma mão amiga" (que será a de todos os que decidam de alguma forma apoiar / colaborar com este projecto) dessas pessoas carenciadas.

Como primeiro gesto prático e concreto, o "Proximizade" começou por "apadrinhar" uma criança carenciada em Moçambique, a Berta, de 3 anos.

A colaboração de todos os bloggers será decisiva na divulgação do blogue criado para o efeito, no qual serão sucessivamente apresentadas organizações ou instituições de apoio a causas solidárias: Proximizade - http://proximizade.weblog.com.pt/.

Proximizade

Proximidade e mão amiga. "Proximizade", feita do entusiasmo voluntário de quem quer ajudar a combater a apatia, a dispersão e a insensibilidade que nos ameaça se continuarmos indiferentes ao que se sabe e ao que se vê.

Aqui, já está a acontecer.



Actualizando: como disse há 10 minutos... Ou muito me engano, ou HOJE...

...vai ser um dia triplamente especial.
Porquê? Ainda hoje, eu digo... três vezes...



novembro 01, 2005

Ou muito me engano, ou amanhã...

...vai ser um dia triplamente especial.
Porquê? Amanhã eu digo... três vezes...



outubro 31, 2005

O meu contributo para o Dia das Bruxas

Sirvam-se à vontade...

vassouras.gif
Imagem retirada daqui.



outubro 30, 2005

O rapaz que vivia sozinho e gostava muito de pintar, e que um dia descobriu que a sua pintura, de tão real que era, tinha ganho vida e, aproveitando tal facto, pintou a mulher dos seus sonhos, por quem se enamorou, e com quem viveu muito feliz para sempre


P.S. O objectivo deste conto é bater simultaneamente os recordes do conto com o título mais longo, com 49 palavras e 207 caracteres (255 se incluirmos os espaços), e o conto com o conteúdo mais curto (exactamente 0 caracteres).



outubro 29, 2005

Gota a gota

Cada gota que cai na tua cara molhada
Faz a pele suave do teu rosto resplandecer
Enquanto os nossos corpos se molham de prazer



outubro 28, 2005

Aprenda a responder como um político - V

Numa empresa:
- Pode indicar-me o caminho até ao quarto de banho?
- Ora, eis uma questão pertinente. E para a qual não existe uma única resposta. Se estiver na entrada deste edifício, terá que virar no primeiro corredor à direita, ir sempre em frente, subir as escadas, virar à esquerda e logo a seguir à direita. E o quarto de banho será na segunda porta à direita. Se, por outro lado, estiver no gabinete do director, terá apenas que, ao sair, virar à direita e é logo a primeira porta. Do local onde presentemente ambos nos encontramos, é aquela segunda porta à esquerda.



Aprenda a responder como um político - IV

Marido para a mulher sobre o filho:
- Este miúdo está mesmo mal educado, tu não sabes dar-lhe educação?
- Eu conseguiria, não fosse a pesada herança que recebeu de ti...



outubro 27, 2005

Aprenda a responder como um político - III

Mulher para marido:
- Achas que esta roupa parece mesmo feita para mim?
- Querida, eu não conseguiria imaginar outra pessoa a vestir essa roupa.



Aprenda a responder como um político - II

Num estabelecimento do estado:
- O chefe acha que devemos comprar um computador marca branca, mais barato, ou um de marca conhecida, mais fiável?
- Acho que sim.



Aprenda a responder como um político - I

Num restaurante:
- A musse é caseira ou é instantânea?
- É muito boa!



outubro 26, 2005

Éramos 10

Éramos dez...
Amigos? talvez...
Mas um zangou-se
E afastou-se...

Éramos nove...
Peace and love...
Um foi para a guerra,
Despediu-se da terra...

Éramos oito...
Qual o mais afoito?
Um foi para longe,
Viver como monge...

Éramos sete...
Mascávamos chiclete...
Um casou
e nunca mais voltou...

Éramos seis...
Parecíamos reis...
Um quis ser imperador,
acabou desertor...

Éramos cinco...
Trajados com afinco...
Um virou modelo
Nunca mais pudemos vê-lo...

Éramos quatro,
(mas que é que rima com quatro?)
Um nas droga se meteu
E assim pereceu...

Éramos três,
Falávamos inglês,
Um atravessou o mar
E por lá quis ficar...

Éramos dois,
Companheiros, pois...
Mas a vida é assim
Tudo tem um fim...

Sobrei eu...



Conto de fadas moderno

Era uma vez um rapaz que pediu a uma rapariga:
- Casas comigo?

A rapariga respondeu:
- NÃO!

E o rapaz foi à pesca, à caça, ao futebol, saiu com mais amigas e bebeu cerveja sempre que lhe apeteceu, e viveu feliz para sempre.

Fim

(recebido por e-mail)

Adenda:
Graças a um comentário do Eufigénio, encontrei um outro blog que contou o mesmo conto (com pequenas variações) e ainda teve duas versões alternativas. A não perder, aqui.



Cruzamento de dados

A mim sempre me fez alguma confusão a ideia de um Big Brother omnipresente, a seguir todos os nossos passos. Mas muitas vezes somos nós que, inconscientemente, fazemos com que informação privada nossa chegue a terceiros, e que estes consigam padronizar os nossos comportamentos.

Por exemplo, quando passamos a usar um cartão de cliente de um hipermercado ou de uma bomba de gasolina, todas as vezes que fizermos compras, teremos essa informação registada numa base de dados e passamos a pertencer a um grupo de clientes com determinado padrão comportamental, tendo direito a campanhas de publicidade específicas.

Até aqui tudo bem, somos nós que, voluntariamente, damos essa informação. Agora imaginem que o estado passa a fazer isso e consegue saber tudo sobre nós em tempo real. Aqui não temos escolha. Temos um bilhete de identidade ou um passaporte que nos identifica, para além de uma morada, um número de identificação fiscal, etc... E depois, o estado cruza os dados todos e fica a saber quase tudo sobre nós.

É arrepiante, não é? Pior do que isto, só mesmo se o estado disponibilizasse estes dados às empresas. Já pensaram nisto? Bem, alguém já pensou, dado que recebi esta mensagem via e-mail. É um pouquinho comprida, mas vale a pena.

Continue a ler "Cruzamento de dados" »



outubro 25, 2005

Oxalá...

Se olharem para os blogs que estão ali do lado direito, verão um muito especial chamado Assumidamente. Digo especial porque, pesem todos os preconceitos existentes, é, como as próprias autoras dizem, "Um blog assumidamente lésbico, assumidamente apaixonado, assumidamente cultural, assumidamente nosso... assumidamente na penumbra!". É um blog que aconselho todos a ler, não pela diferença, mas por ser um blog muito bem escrito.

Numa dessas minhas visitas, descobri um post que apontava para outro blog, chamado Oxalá..., e para um post intitulado a A maior aventura das nossas vidas, que muito me comoveu. Aconselho todos a ler, é uma história real de coragem e perseverança. E da minha parte, deixo expresso o meu desejo: "Oxalá da próxima tudo corra bem!" e deixo esta música que já por aqui passou anteriormente.


Mujer contra mujer
Mecano

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De volta ao normal

Bem, este blog esteve um pouco parado por causa disto:
ante et post

(podem aproveitar para ver dois posts que por lá deixei)

e depois por causa de um spam infeliz que atacou este e outros blogs.

Mas agora chegou a hora de voltar a postar a sério aqui, por isso, ainda hoje, vai haver novidades.

Até já...



outubro 24, 2005

Post tentado mas não conseguido

Comecei a escrever este texto várias vezes e apaguei-o outras tantas.
O que se passou neste blog hoje deixou-me bastante chateado, até porque eu tenho a minha caixa de comentários sem restrições e isso permitiu que um comentário completamente despropositado estivesse aqui durante 3 horas.
Por isso, e embora estivesse para escrever sobre um assunto que hoje me tocou bastante, vou deixar para amanhã. Decididamente, hoje não consigo.



outubro 23, 2005

Chegou a hora!!!

É só carregar na imagem...
ante et post



Falta 1 hora!



Discos pedidos - o fim

E assim, termina hoje o conjunto de 6 sessões de discos pedidos, terminando em grande, com The Ship Song, de Nick Cave & The Bad Seeds.

Obrigado a todos os que participaram, aqui fica então a última música. Depois, as músicas vão começar a aparecer ali ao lado, com muitas surpresas.


The Ship Song
Nick Cave & The Bad Seeds

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outubro 22, 2005

Faltam 24 horas



Discos pedidos - 5,º dia

Tal como prometido, aqui está a música Mna Na h'Eireann, interpretada por Kate Bush, em gaélico. Esta é a quinta música, e começa a partir de agora a escolha daquela que será a última música a ser "re-tocada" neste blog.

A lista, sem as 5 que já voltaram a passar, é a seguinte:
Love will tear us appart – Joy Division
Ziggy Stardust – David Bowie
Desejo – Ecos da cave
Brown Eyed Girl – Van Morrison
Menino d’oiro – Zeca Afonso
Comforting Sounds – Mew
Bad – U2
The Ship Song – Nick Cave and the Bad Seeds
Martha’s Harbour – All About Eve
Mujer contra mujer – Mecano
Maria Albertina – Humanos
Rugas – Humanos
Sempre Ausente – António Variações

Entre as 15 horas de hoje e as 14:30 de amanhã, podem votar.


Mna Na h'Eireann
Kate Bush

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Meio-dia

Dois ponteiros
Dois olhares
Um único céu



Meia-noite

Dois ponteiros
Dois corpos
Um único momento



outubro 21, 2005

Faltam 2 dias!



Discos pedidos - 4.º dia

Como amanhã não vou poder colocar a música, decidi que hoje e amanhã vão ser colocadas as músicas mais votadas:
Redemption Song - Bob Marley (hoje)
Mna Na h'Eireann - Kate Bush (amanhã)

A partir de amanhã, começará a votação para a última sessão de discos pedidos.


Redemption Song
Bob Marley and The Wailers

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outubro 20, 2005

Adivinha

Pergunta: Qual é coisa qual é ela que antes de o ser já era?

Antiga resposta correcta: a pescada.

Nova resposta: Cavaco Silva.



Faltam 3 dias!



Discos pedidos - 3.º dia

Esta votação voltou a ser equilibrada, apesar de não ter terminado empatada. E assim, hoje passamos a ter Waterboys, com "Fisherman's blues".

E começa um novo dia de discos pedidos.

A lista é a seguinte (já sem as três primeiras):
Love will tear us appart – Joy Division
Ziggy Stardust – David Bowie
Desejo – Ecos da cave
Brown Eyed Girl – Van Morrison
Menino d’oiro – Zeca Afonso
Mna Na h'Eireann – Kate Bush
Comforting Sounds – Mew
Bad – U2
The Ship Song – Nick Cave and the Bad Seeds
Martha’s Harbour – All About Eve
Mujer contra mujer – Mecano
RedemptionSong – Bob Marley and The Wailers
Maria Albertina – Humanos
Rugas – Humanos
Sempre Ausente – António Variações

Entre as 15 horas de hoje e as 14:30 de amanhã, podem votar.


Fisherman's blues
The Waterboys

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outubro 19, 2005

Uma Alegre pedra no sapato

Cada vez que ouço nas notícias o embaraço que a candidatura de Manuel Alegre está a provocar no PS, mais eu penso o quanto a sua candidatura é uma lufada de ar fresco. Mário Soares e José Sócrates, caso se venha a confirmar a supremacia da candidatura de Manuel Alegre relativamente a Mário Soares, arriscam-se a uma derrota sem precedentes.

A candidatura de Mário Soares foi uma candidatura de último recurso, porque ninguém parecia poder fazer frente a Cavaco Silva. Pensando que o contraste entre o Mário Soares bem disposto e o Cavaco Silva sério dos anos 85/95, podia voltar à memória dos portugueses, o PS escolheu uma estratégia errada. Mário Soares envelheceu e já não tem a energia dessa época.

Se virmos o que fez Mário Soares desde que deixou de ser Presidente da República, verificamos que ele já perdeu, há algum tempo, o estatuto de simpatia que tinha granjeado. Eleito para o Parlamento Europeu para ser Presidente do mesmo, acabou por não ser (por mais um erro de estratégia do PS) e acabou por chamar "dona de casa" à senhora que ficou com o lugar. Depois disso, assumiu o lugar de manager de João Soares, ou seja, acabou de vez com a carreira do filho. E agora, aceitou uma corrida à Presidência da República onde se arrisca a mais uma estrondosa derrota. Já que o PS não ganha juízo, não poderia o próprio desistir, alegando "motivos de saúde"?

Por outro lado, Manuel Alegre acaba por ser o candidato da ruptura. Se tivesse sido o candidato pelo PS teria sido um candidato banal, que não daria muita luta a Cavaco Silva. Nas condições em que se candidata, torna-se um candidato independente, que tira votos a Mário Soares, Jerónimo de Sousa e Francisco Louçã, para além daqueles que não iriam votar, por falta de candidato credível. E Manuel Alegre será um candidato mais fácil de digerir para o PCP e BE do que Mário Soares.

Não estou a fazer campanha por Manuel Alegre, nem sei ainda em quem vou votar, mas que me daria um gozo enorme ver o PS que tentou ridicularizar a candidatura de Manuel Alegre a engolir uma derrota desta natureza, isso daria...



Discos pedidos - 2.º dia

Depois de uma votação equilibrada (tão equilibrada que ficaram vários empatados), acabei por desempatar com base no primeiro escolhido. E assim, hoje passamos a ter The Smiths, com "There is a light that never goes out".

E começa um novo dia de discos pedidos.

A lista é a seguinte (já sem as duas primeiras):
Love will tear us appart – Joy Division
Ziggy Stardust – David Bowie
Desejo – Ecos da cave
Brown Eyed Girl – Van Morrison
Menino d’oiro – Zeca Afonso
Mna Na h'Eireann – Kate Bush
Comforting Sounds – Mew
Bad – U2
The Ship Song – Nick Cave and the Bad Seeds
Fisherman’s blues – The Waterboys
Martha’s Harbour – All About Eve
Mujer contra mujer – Mecano
RedemptionSong – Bob Marley and The Wailers
Maria Albertina – Humanos
Rugas – Humanos
Sempre Ausente – António Variações

Assim, entre as 15 horas de hoje e as 14:30 de amanhã, podem votar.

[A música esteve aqui durante 72 horas]
There is a light that never goes out
The Smiths

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3 sopros

Ao primeiro sopro, o teu pescoço contrai-se, de surpresa,
Ao segundo sopro, já esperado, fechas os olhos e mordes o lábio inferior,
Ao terceiro sopro...



Mapa visual

Traço todas as linhas do teu corpo
Todos os pontos ao ínfimo pormenor
Para descobrir a melhor forma de o explorar



outubro 18, 2005

Discos pedidos

De hoje até domingo decorre 6 sessões musicais, 5 delas de discos pedidos, a ser escolhidos entre as músicas que passaram neste blog quando ele estava alojado na sua antiga casa.

A lista é a seguinte:
Passenger – Iggy Pop
Love will tear us appart – Joy Division
Ziggy Stardust – David Bowie
Desejo – Ecos da cave
Brown Eyed Girl – Van Morrison
Menino d’oiro – Zeca Afonso
Mna Na h'Eireann – Kate Bush
There is a light that never goes out – The Smiths
Comforting Sounds – Mew
Bad – U2
The Ship Song – Nick Cave and the Bad Seeds
Fisherman’s blues – The Waterboys
Martha’s Harbour – All About Eve
Mujer contra mujer – Mecano
RedemptionSong – Bob Marley and The Wailers
Maria Albertina – Humanos
Rugas – Humanos
Sempre Ausente – António Variações

A primeira música vou ser eu a escolher e é mesmo a primeira música que este blog teve, graças à então preciosa ajuda da Lyra. É do Iggy Pop, chama-se Passenger.

Assim, entre as 15 horas de hoje e as 14:30 de amanhã, decorre a primeira sessão de discos pedidos. A música mais votada aparecerá às 15 horas, substituindo a actual. Cada pessoa vota numa única música, apenas uma vez e com um único voto (esta explicação é para "o habitual prevaricador"). Todos os dias a música terá de ser diferente, pelo que não podem, desde já, votar na música actual.

[A música esteve aqui durante 72 horas]
Passenger
Iggy Pop

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Impressão digital

Tacteei todo o teu corpo
para que as minhas impressões digitais
afastassem todos os outros dedos.



outubro 17, 2005

Amor-Predador

Na penumbra te escondes,
A sombra de ti se esvai,
Contens o ar que te enche o peito,
Nenhum som, nem um ai.

E eu farejo-te pela casa,
Como um lobo esfomeado,
Revolvo tudo, incansável,
Procuro-te por todo o lado.

Até que sinto o teu cheiro
A carne, que me vai saciar,
Salto no teu encalço,
Já não consegues escapar.

Invertem-se então os papéis,
Antes presa, lobo vais ser,
Cravas as unhas na minha pele
Enquanto uivas de prazer.



Rapidinha para lagartos e dragões

(recebida por e-mail)

Havia uma rapariga que quando passava na rua recebia tantos assobios, que as outras raparigas já diziam, com inveja:
- Lá vai a José Peseiro...

(inventada agora)

Havia uma rapariga que era tão esquecida, tão esquecida, que as outras raparigas já diziam, com desdém:
- Lá vai a Co Adriaanse...

P.S. Pois, eu prometi que não falava mais de futebol, mas não resisti...



outubro 16, 2005

Post fair-play

A Luna, do Loucura & Nata, protestou contra o post anterior, e tenho de lhe dar razão. O que eu fiz, não se faz, especialmente depois do post que a Luna fez ontem.

Para me redimir, pintei aquela parte de cima de verde (cuidado com a tinta fresca) em homenagem à Luna e à sua filha, também lagarta.



Problemas cromáticos

Não sei o que se passa com este blog. A cor ali em cima tinha ficado vermelha, agora ficou preta...
E logo hoje que eu queria colocar verde (já esteve azul e vermelho), para que os meus leitores sportinguistas não se sentissem discriminados.

Adenda:
A Académica fez o quê?



outubro 15, 2005

Post mágico

Este post modificou a cor da parte de cima do blog. Segundo me dizem existem dois bons motivos para que tal aconteça. Eu não percebi quais, mas disseram-me que tudo voltará ao normal num próximo post...

Adenda:
O Nuno Gomes fez o quê?



Frase para ambas as claques do Porto - Benfica

ATÉ OS COMEMOS!

bifes.jpg
(imagem de http://portal.montevideo.com.uy/)



Post constipado

constipado.gif



outubro 14, 2005

Desafio aos leitores - músicas de baile portuguesas

Quem nunca foi a um baile ou a um arraial?
Como isto é um 6 em 1, venho fazer este desafio:
- digam 6 músicas de baile portuguesas incontornáveis, aqueles que ouviram vezes sem conta.
Atenção, pensem nas músicas antes de irem à caixa de comentários, para não serem influenciados. No fim, quero apurar qual a música mais citada. Eu próprio vou colocar as minhas músicas na caixa de comentáios.



outubro 13, 2005

Primeiro post na nova casa

E pronto, a mudança está feita, é só trazer alguns móveis em falta, arrumar a casa e mexer um pouco na decoração.
Bem-vindos à inauguração. Sirvam-se à vontade.

moet_chandon.jpg
Foto publicada em http://www.lvmh.com/

À nossa!



outubro 12, 2005

Sou um homem de sucesso

Pela seguinte figura

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descobri que, aos 32 anos, sou um homem de sucesso. Espero poder dizer o mesmo aos 40...

P.S. Ainda bem que, quando a inspiração anda por fora, há alguém que nos manda uns e-mails para não ficar o blog em branco. A boa notícia é que a inspiração está de volta, mas cansada. Amanhã já estará cá...



Post(a) à mirandesa

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Recompensa para quem encontrar a minha inspiração.



outubro 11, 2005

AVISO

PROCURA-SE INSPIRAÇÃO PERDIDA.
A QUEM A ENCONTRAR, PEDE-SE QUE DEVOLVA VIA CAIXA DE COMENTÁRIOS, POR FAVOR.


outubro 10, 2005

A vida irritantemente simples de Zeca Lado (5.º mini-episódio)

Zeca Lado não é homem de se meter em confusões. Tudo o que possa alterar o seu batimento cardíaco é automaticamente apagado da sua memória. Um dia, porém, o chefe decidiu que ia promover a implementação de um sistema de qualidade na empresa, e que os funcionários deveriam eleger, entre si, um representante para participar no processo. Referiu ainda que a pessoa escolhida iria passar a trabalhar, durante um ano, apenas com o chefe.

Imediatamente, todos olharam para o Zeca. Ele, contente com a súbita atenção que despertara, sentiu que aquela vaga de fundo não lhe deixava outra alternativa que não fosse aceitar essa nobre incumbência. Até verificava que era o candidato ideal: frases curtas, ideias geniais, presença firme, etc...

O que ele não esperava era ter concorrência. Na verdade, Lola Mechas, telefonista, conhecida por estar sempre a queixar-se da sua sorte, resolveu ir a um daqueles programas em que alteram o aspecto, e de uma miúda tímida de óculos e vestidos compridos floridos dos anos 60, passou a uma mulher sofisticada, loira, vestido vermelho com uma racha até ao umbigo.

Quando o chefe viu os dois candidatos ao lugar, anulou o concurso, justificando que o trabalho de Zeca era muito importante para ser abandonado, e por isso, sobrando apenas Lola, não havia necessidade de votação. Zeca ficou contente, não apenas porque deixaria de ouvir as queixas de Lola, mas também porque o chefe tinha mostrado que gostava mesmo do trabalho dele.

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outubro 09, 2005

Hoje não há hora irrepetível

Infelizmente, por motivos pessoais, hoje não é possível realizar-se a Hora irrepetível n.º5.

Aviso que nada tem a ver com qualquer má disposição relativamente aos resultados, até porque ainda não sei os resultados das Câmaras de Matosinhos e Chaves (só sei que o meu primo foi eleito secretário da Junta da Freguesia de Eiras, no Concelho de Chaves).

Como podem ver, até tenho razões para estar contente. Para além do meu primo, este senhor

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não conseguiu lá chegar...


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outubro 08, 2005

Angola no Mundial de Futebol FIFA 2006

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Alguns já saberão que nasci em Luanda, capital de Angola. Vim de lá com menos de dois anos, pelo que não sei muito do país, a não ser aquilo que os meus pais, com saudade, me foram contando. Nunca lá fui, embora tenha esse desejo, o de conhecer o país que me viu nascer.

E hoje, como qualquer adepto angolano, estive a ver o jogo pela RTP África, e sofri até que, perto do fim do jogo, Akwá, ex-jogador do Benfica, marcou de cabeça o golo da vitória. E depois até ao apito final, que ditou o apuramento de Angola em detrimento da poderosa Nigéria.

Assim, depois do anterior apuramento do Brasil,

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só resta torcer pelo apuramento de Portugal, logo à noite,

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e teremos três países de língua portuguesa no próximo Mundial.

P.S. OK, eu sei que devia estar a reflectir para as eleições de amanhã, mas é muito melhor ver futebol...


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outubro 07, 2005

Nu-banho

Fala-me ao ouvido...

Conta-me os segredos que guardas contigo,
as palavras que ainda não me disseste,
as histórias que ainda não me contaste...

Sopra-me ao ouvido...

Deixa o teu sopro arrepiar-me a pele,
Acordar todos os meus sentidos,
Os pensamentos perversos escondidos...

Molha-me o ouvido...

Deixa a tua saliva roubar-me ao mundo,
Humedecer este desejo que me impele
A procurar as gotas de água da tua pele...


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outubro 06, 2005

Interior n.º 2

Caminhos

Os passos vão sendo dados.

Portas que se abrem, outras que se fecham, vai-se escolhendo uma das portas abertas, o caminho vai sendo definido.

Algumas das portas rejeitadas mantêm-se entreabertas, durante algum tempo, indicando caminhos alternativos. Depois fecham-se, definitivamente.

A meio do caminho, surge a dúvida: seguir o sentido indicado pela única porta aberta ou arrombar uma das portas fechadas?


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outubro 05, 2005

Nem um, nem outro

Sendo hoje dia da implantação da República Portuguesa, faria todo o sentido falar aqui da Presidência actual e da que há-de vir. Mas quis a sorte que estivéssemos em campanha eleitoral para as autarquias. E quis a sorte que eu tivesse recebido, há algum tempo, uma mensagem a apelar a um boicote ao PS nas eleições autárquicas.

Vou pegar neste ponto. Estamos numa fase da vida política em que parece que os políticos ainda não se aperceberam que o poder não se conquista com mentiras. E José Sócrates mentiu. Não precisava de o ter feito, bastava ter-se calado. Ao dizer, peremptoriamente, que não aumentava os impostos, e ao fazer o contrário logo no início da governação, caiu em desgraça para mim e, penso eu, para muitos eleitores.

Pode-se dizer que não sabia o que ia encontrar. Bastava ter ficado calado. E não precisava de todo aquele espectáculo melodramático, a dizer que a situação era pior do que poderia imaginar. É que só quem for ingénuo acredita. Ou ele ter-se-ia esquecido que no anterior governo PS, Guilherme de Oliveira Martins (para onde é que ele vai agora?) tinha referido um défice de 1,1% ? Foi um mau espectáculo de um péssimo actor.

Estas palavras contra o actual governo podem dar, desde logo, a impressão que irei aceitar o repto para não votar no PS. A verdade é que também não esqueço que antes de Sócrates, houve um Durão Barroso que também mentiu. E depois fugiu. E depois, foi o que se viu.

Nunca fiz parte de nenhuma força partidária. Não me consigo ver como de esquerda ou de direita. Isso dá-me uma vantagem importante. Quando chega a hora de votar, escolho sem preconceitos. Ainda não decidi em quem vou votar ou se vou votar em branco. Mas sei em quem não vou votar: PS e PSD. Há outros em quem também não vou votar, por motivos de total discordância ideológica, mas estes dois são os que quero realçar, pois trairam, a meu ver, a confiança que o eleitorado depositou neles.

É a minha forma de protesto. Se estes dois partidos ficarem bastante abaixo das suas expectativas, talvez percebam que o eleitorado já não se deixa enganar (PS) e que tem memória (PSD). E pode ser que finalmente comecem a perceber que a seriedade deve ser um princípio fundamental para quem governa o país.

É um texto utópico? Talvez. Quem ler isto vai dizer "Nem pensar!", ou "Eu até fazia isso, mas não quero que ganhe o outro", ou "Se eu fizer isso quem vai para lá é aquele independente que está a ser investigado", ou ainda "Este agora tem a mania que é político". Por isso, só posso apelar aos poucos que vão ler este texto e que vão votar, se possível, não votem nem no PS nem no PSD, nem que seja apenas para a Assembleia Municipal.


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outubro 04, 2005

Obra de arte sem preço

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pela menina de 4 anos que faz perguntas sobre o símbolo da Toyota


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Instante

Deitas a tua cabeça para trás,
fechas os olhos,
morta de cansaço,
um raio de luz ilumina o teu cabelo,
e eu fico a olhar,
enquanto escrevo,
neste preciso, único e belo instante.


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outubro 03, 2005

Estarei a exagerar?

(filha, de 4 anos, em diálogo com um pai, de 32, que, por acaso, até tem um blog)

- Pai, o que é isto?
- É o símbolo da Toyota.
- O que quer dizer o símbolo da Toyota?
- Bem, o símbolo da Toyota é composto por 3 elipses, 2 deitadas e uma de pé, que formam um conjunto harmonioso que se assemelha a um T.

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A vez do António Variações

A semana que passou já foi uma homenagem ao génio criativo do António Variações, bem como às excelentes vozes da Manuela Azevêdo, do David Fonseca e do Camané. Esta semana, é a vez de juntar o génio à sua voz. Será mais conhecido por temas como "Canção do Engate", "É para amanhã" ou "O corpo é que paga", mas a minha favorita é esta.

Sempre ausente

diz-me que solidão é essa
que te põe a falar sozinho
diz-me que conversa
estás a ter contigo

diz-me que desprezo é esse
que não olhas p'ra quem quer que seja
ou pensas que não existe
ninguém que te veja

que viagem é essa
que te diriges em todos os sentidos
andas em busca dos sonhos perdidos

uh-uh-uh-uh-uh-uh
uh-uh-uh-uh-uh-uh

lá vai o maluco
lá vai o demente
lá vai ele a passar
assim te chama toda essa gente

mas tu estás sempre ausente e não te conseguem alcançar
mas tu estás sempre ausente e não te conseguem alcançar
mas tu estás sempre ausente e não te conseguem alcançar

diz-me que loucura é essa
que te veste de fantasia
diz-me que te liberta
de vida vazia

diz-me que distância é essa
que levas no teu olhar
que ânsia e que pressa
que queres alcançar

que viagem é essa
que te diriges em todos os sentidos
andas em busca dos sonhos perdidos

uh-uh-uh-uh-uh-uh-uh
uh-uh-uh-uh-uh-uh-uh

lá vai o maluco
lá vai o demente
lá vai ele a passar
assim te chama toda essa gente

mas tu estás sempre ausente e não te conseguem alcançar
mas tu estás sempre ausente e não te conseguem alcançar
mas eu estou sempre ausente e não me conseguem alcançar
não me conseguem alcançar
não me conseguem alcançar
não me conseguem alcançar

António Variações


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outubro 02, 2005

Hora irrepetível n.º 4

Acabou mais uma hora irrepetível.Obrigado a todos os que por aqui passaram.

E não se esqueçam, para a semana há mais, como sempre entre as 23 e 24 horas de Domingo.


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Falta 1 hora para a HORA IRREPETÍVEL N.º 4

Tenho dito...
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História n.º19

A vinha

É a minha última vindima. Pelo menos, que eu possa chamar minha. Nasci no tempo delas, no meio de uma vinha. A minha mãe andava a vindimar quando eu quis nascer. E só tiveram tempo de a acomodar no carro de bois, e uma das mulheres, habituada a fazer partos, trouxe-me ao mundo. Foi um acontecimento mágico, que nunca mais se repetiu na aldeia, desde então.

65 anos depois, cá estou eu, na vinha onde nasci. Estava a contar-vos que era a minha última vindima. Pois é, vou reformar-me e, como é hábito, fazer as partilhas pelos meus 7 filhos. Um deles vai ficar com esta vinha, outros com outras terras. A casa será a única coisa que me resta. Tem de ser assim, não vou deixar que o estado venha buscar parte daquilo que ganhei com o suor do meu trabalho.

As vindimas são sempre um acontecimento especial. Várias pessoas andam nas vindimas, à geira, e tudo acaba rapidamente. Vamos conversando, sem parar de trabalhar. O vinho, cuidadosamente à sombra, e um bocado de presunto e pão centeio, e o trabalho rende bastante mais.

Alguns miúdos também vêm ajudar, mas pouco fazem. É mais uma forma de se irem habituando ao trabalho. A maioria passa a vida escondido, a comer uvas. Quando avisto algum faço de conta que estou chateado. Assim, parecendo que estão a ser malandros, sabe-lhes melhor.

No fim, os cestos, até ao último, vão enchendo o carro de bois. Da terra tudo se aproveita. As uvas, para fazer o vinho e para comer, as vides resultantes da poda, para lenha. E a terra, por muito que hoje poucos a queiram lavrar, será sempre o sustento de quem a trabalha.

Levadas as uvas para o lagar, começa a festa. Todos começam a pisar. Os miúdos também. E às vezes, quando não morreu alguém recentemente, há música. A concertina do tio Quim, o realejo do Manel Pastor, e íamos escutando as modas e, quando o vinho aquecia a voz, alguns cantares ao desafio.

No fim, não deixo ir as pessoas para casa sem um farto jantar. Um cozido de carnes ou uma boa feijoada, regados com vinho da minha adega e com pão centeio, que a minha Maria faz como ninguém. Por último, lá recolhemos cada um a sua casa.

A minha mulher reza o seu terço, em agradecimento pela colheita. Eu penso na vida cheia que tive, com alguma saudade. Os meus filhos já não vivem da terra. Gostam, é certo, das partes festivas, como as vindimas, colher as batatas, ceifar o centeio, matar o reco, etc... Mas não têm vida para isto.

Talvez tentem manter isto enquanto eu for vivo, por saberem o que estas terras, conquistadas com suor de sol a sol, significam para mim. Depois, não sei, mas já não estará nas minhas mãos.


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setembro 30, 2005

História n.º 18

A raia

O senhor António amanhava a terra, quando a sua Maria lhe veio dar a notícia: a sua filha Laurinda estava prenha e o mariola era galego. Deixou a terra e as ganchas e dirigiu-se ao tractor. Arreliado, só queria apanhar o malandro que pusera a filha nas bocas do povo. Ele que até se tinha mudado do fundo para a c'roa do povo porque não queria ver a filha no meio daqueles rapazolas da aldeia, tinha vindo agora um galego desgraçá-la.

A mulher, os familiares e os vizinhos, lá o conseguiram demover. O rapaz, pelo sim pelo não, tinha fugido para casa de uns familiares de Zamora, até tudo acalmar. O senhor António lá mandou chamar o pai e o rapaz para acertarem o casamento.

Ao jantar quase não tocou nos chícharos. A mulher olhava para ele, consternada.
- Se eu sabia tinha feito aquele tamaninho de erbanços que tinha ali. Vais ficar de bucho vazio.
- Oh, mulher, deixa-me cá com as minhas coisas. Vai ver a tua filha, que se tu olhasses mais por ela, nada disto acontecia.
- E achas que eu consigo arrumar a casa e vigiá-la ao mesmo tempo. E já te esqueceste que também me embaraçaste quando eu tinha 17 anos?
- Isso era diferente. Tu não tinhas mãe. E pelo menos não foste casar ao outro lado da raia.
- Grande coisa. Se eu sabia que ia acabar com um jarretas como tu...
- Jarretas? Eu queria ver-te a arranjar melhor...
- Olha, a minha irmã Etelvina casou com um espanhol e está bem na vida.
- Pois, pois, todo chique, com as suas pulseiras e meia branca. Parece mesmo um "baron". E a tua irmã com todos aqueles folhos, parece uma Lola.
- Olha que eu não te admito que fales assim da minha irmã. Lá porque também andaste a arrastar a asa para o lado dela e ela não te quis...
- Pois não. E ainda bem, que assim fiquei com a mais bonita da família.
- Olha, que tu és mesmo safado. Chega a hora da cama e já vais amansando.
- Eu? Bô. Achas que tenho lá cabeça para essas coisas? Amanhã é um dia complicado.
- Pois, mas quando chegarmos à cama, de repente ficas com cabeça...
- Bem, vamos lá dormir.
- Espera só um cibinho, que eu vou ver se a Laurinda quer comer alguma coisa, coitadinha.
- Devia ficar a pão e água.
- Bá, não sejas assim. Olha que Deus escreve direito por linhas tortas e se foi essa a vontade dEle, temos de aceitar.
- Vai lá ver. Eu hoje não quero falar com ela, senão ainda perco a cabeça. Tinha de sair estouvada, como a mãe.
- Pois, e tu eras um santo, era só lavar-te os pés e pôr-te no altar.
- Vai lá, não te estiques...

Raios parta a sorte. Dos quatro filhos que teve, tinha de nascer uma rapariga. E era ela a razão dos seus cabelos brancos. Pelo menos só lhe ardia a casa uma vez. Bem vistas as coisas, acontecera o mesmo com a mãe. E o pai dela até deitava chispas quando tentou acertar as contas. O mal é que isso já estava esquecido, agora todo o povo ia comentar e voltar a lembrar a história.


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setembro 29, 2005

Post de 5 minutos

Resolvi escrever um post que demorasse exactamente 5 minutos a escrever, título incluído. Assim, este post, começou às 18:51 e terminará às 18:56.

Fazer um post de 5 minutos para encher chouriços também não vale a pena, por isso decidi escolher um tema. Vou falar sobre a situação actual do país.

Sinto que estamos num país parado, sem garra, sem vontade de viver, de crescer. Sinto que passamos a vida a desperdiçar o que de melhor temos, apenas porque vivemos a pensar naquilo que não temos. Sinto que poderíamos ir muito mais além, se trabalhássemos em conjunto. Mas cada vez a sociedade está mais centrada no eu. Quando muito, pensa-se em nós e na família próxima. Alguns ainda pensarão nos amigos. Colegas de trabalho e vizinhos, já não cabem nas nossas preocupações.

Não temos tempo para mais. O tempo foge-nos, apesar de corrermos contra ele. E o meu fugiu. Passaram 5 minutos.


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setembro 28, 2005

Cadeia de frases - o texto final

PALAVRAS LEVA-AS O VENTO.

Palavras leva-as o vento.
O vento esvoaça por entre saias rodadas e folhas outonais.
Outonais eram as lembranças daquele namoro de Outubro.
Outubro chega tranquilo às nossas almas.
Almas cansadas. Moídas de saudade.
Saudade arde sem se ver!
Ver-te assim abandonada.
Abandonada ao vento num fim de tarde vermelho.
Vermelho rubro de papoilas que tingem o chão.
Chão sagrado desta ilustre e saudosa pátria.
Pátria egrégia de nobres aventureiros navegadores.
Navegadores que pedem aos céus bom vento a soprar e recordam amores nas danças do mar.
O Mar, imenso mar, salgado pelas lágrimas das mães.
Mães hoje, avós amanhã.
Amanhã das incertezas consolidadas.
Consolidadas estão as amizades que resistem ao tempo.
Tempo que estremece nos teus braços mornos.
Mornos como os cafés das nossas discussões acesas.
Acesas no fogo que lavra no âmago do nosso ser.
Ser ou não ser, eis a questão!
Questão que exaurindo os males do coração
nos leva de volta para as palavras com que tentamos colmatar os males que o coração cala.
Cala porque ama, cala porque sofre.
Sofre o imenso silêncio onde submerge revoltado por solidão atroz.
Atroz é deixar-se ficar para trás.
Trás-páz-catrapaz disse o mágico ao tirar o ramo de flores da cartola.
Cartola de fina seda, negra como o carvão, que usava irrepreensivelmente no ângulo exacto de dez graus vincando um cigarro que nunca acendia
porque não era fumador, apenas se socorria dele, para disfarçar atrapalhações de momento.
Momento parado no gesto profano ao te entrelaçar os dedos.
Dedos ásperos e esvaidos em sangue de tanta labuta infinita.
Infinita como a divisão por zero de qualquer número não nulo.
Não nulo, nem ácido, fico-me pelo PH neutro.
Neutro em relação a sua realidade.
Realidade, sonho, esse misto de alucinação provocado pelo sol e pelo calor intenso.
Intenso como o perfume de uma rosa.
Rosa fica a tua bochecha quando coras de prazer...
Prazer que extrais do delicado perfume da vermelha pétala da flor que te adorna a lapela.
A papoila da tua lapela é como o prazer e o sonho, comanda a Vida!
Vida feita de caminhos e modos de caminhar.
Caminhar é bom para o corpo, mas se respirarmos o que oferece o caminho, também é bom para a alma.
Alma de mulher, que desabrocha como uma flor, quando há amor.
Amor terno e puro que brota, qual refrigério de fresca água, do seio impoluto de ti, amor meu!
Meu, teu, nosso, vosso é de todos este belo poema colectivo.
Colectivo fundo azul, onde me alago nos teus olhos.
Olhos doces da Amélia, quem dera que fosses.
Fosses como a lua a brilhar no céu, resplandecente, nua.
Nua, fiquei eu sob a luz do teu desejo...
Desejo que transpira por todos os poros.
Poros que exalam o perfume do cio primitivo.
Primitivo era o rito de iniciação que consistia em expor à luz da Lua os corpos nus.
Nus, sois todos vós como venhais ao mundo desguarnecidos e desprotegidos.
Desprotegidos de paredes e tecto, unidos pela pele e adn originais.
Originais no despojamento das coisas mas não da memória.
Memória é o pedaço de nós que nos vai ficando dos dias.
Os dias são como as palavras.
Palavras étereas, leves como a pluma que, por magia ou alquimia, se transformam em palavras plúmbeas, fortes e densas que nos ferem.
Ferem como farpas largadas ao vento!
Vento que me toca como se fosse a tua pele.
Pele que resguarda das palavras leva-as o vento.
O vento, agradecendo aos criadores destas palavras, levou-as consigo, fazendo-as cumprir o seu destino de voar e fazer voar.

Autores (por ordem alfabética):
Alexandre Mota, ANUKIS, Assumida Mente, Bin, Dani, Gotinha, Hipatia, Homoclinica, J.P., Jacky, Joca, Jorge Morais, Karla, Lilly, Lima, Luna (Crónicas das horas perdidas), Luna (Loucura e Nata), Lyra, Mad, Maria Árvore, Miguel Pinto, MRF, Noite, Santa Cita, Sharkinho, Soslayo, Xana

Texto iniciado no dia 23/09/2005 à 1:00 e terminado no dia 28/09/2005 às 19:46.
O processo de criação pode ser visto aqui.


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setembro 27, 2005

Resposta a um desafio

Eu gosto de desafiar quem me lê. Mas também gosto de atender aos outros desafios. Há um, da Hipatia, que já está há muito tempo sem resposta. Chegou a hora.

O ponto mais belo do teu corpo

Perguntaste-me qual o ponto mais belo do teu corpo.
Não te soube responder.
Fiquei de pensar
e dizer-te um dia.
Hoje acordei,
ainda tu dormias.
O lençol tapava o teu corpo nu.
Devagar,
para não te acordar,
destapei-o,
pouco a pouco.
Percorri as suas ondas,
com o olhar,
com as mãos,
com os lábios,
senti o seu odor,
ouvi o teu suave respirar,
tentando encontrar,
a resposta que procuravas.
Comecei pelos pés,
que, de noite,
se enroscam nos meus,
e pelas pernas,
que me agarram como tenazes,
e que só me libertam
quando sabes que não vou fugir.
Encontrei a tua vagina,
onde o teu corpo me recebe
e toma conta dos meus sentidos,
fazendo da nossa cama
o centro do mundo.
Do outro lado,
as tuas nádegas,
que as minhas mãos,
dez dedos sedentos de pele,
não se cansam de explorar,
até que,
cansados da limitada área de intervenção,
sobem as tuas costas,
percorrendo essa auto-estrada de pele,
em marcha lenta e silenciosa.
Depois,
ganham coragem,
torneiam as tuas ancas,
percorrendo a tua maternal barriga,
brincam com o teu umbigo,
antes de acariciarem os teus seios.
E que dizer dos teus ombros,
redondos e suaves?
Ou do teu pescoço,
quando recolhes os teus cabelos,
convidando-me a beijá-lo?
Olhei a tua face.
Os olhos,
agora fechados,
mas que brilham
quando estamos juntos.
As tuas orelhas,
onde sussurro
inconfessáveis segredos.
O nariz,
que respira o ar da manhã,
suavemente,
levemente,
sem sobressaltos.
E antes que chegasse ao queixo,
que pousas suavemente no meu ombro
quando me segredas ao ouvido,
encontrei a resposta,
nos teus lábios molhados,
sorrindo,
e murmurando,
numa voz doce e meiga:
- Amo-te...


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Fazendo figura de urso...

You Are A: Bear Cub!

bear cubBears are strong and independent creatures who roam in the forest in search of food. Bears are usually gentle, but anger one and be prepared for their full fury! You're big, you won't back down from a fight -- classic attributes of a bear. Intelligent and resourceful, though lazy at times, you are a fascinating creature of the wild.

You were almost a: Monkey or a Kitten
You are least like a: Groundhog or a ChipmunkWhat Cute Animal Are You?
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setembro 26, 2005

Maria Albertina

A minha filha passa a vida a ouvir esta canção. Se já estiverem fartos de ouvir, é só carregar no botão do lado. De certa forma quero, com esta música homenagear 3 boas vozes portuguesas, que dão voz aos Humanos: - a Manuela Azevêdo, vocalista dos Clã, uma das vozes femininas portuguesas mais bonitas, senão mesmo a mais bonita; - o David Fonseca, que devia, de uma vez por todas, ou apostar a sério numa carreira internacional ou cantar em português; - o Camané, para mim a melhor voz masculina do fado actual (e que demonstra, neste disco, ser um intérprete versátil).
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setembro 25, 2005

Hora irrepetível n.º 3

Acabou a hora irrepetível n.º 3. Obrigado a todos os que apareceram durante esta hora.

Para a semana há mais...


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AVISO

Entre as 23 e as 24, vai decorrer a HORA IRREPETÍVEL N.º 3. Para quem nunca assistiu, é um post que vai existir apenas durante uma hora, sendo o seu conteúdo apagado (os comentários permanecerão). Entretanto, depois da Hora irrepetível, o post "Desafio aos leitores - cadeia de frases" vai passar a ficar sempre em cima (vou alterando a data do post de modo a que isso aconteça), embora devam aparecer posts novos por baixo (daqui a nada começo a ser acusado de manter este blog à custa dos meus comentadores...).
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setembro 23, 2005

Desafio aos leitores - cadeia de frases

A ideia é simples. Eu escrevo a frase inicial. Cada comentador pega na última palavra da frase e escreve uma nova frase (pode adicionar um artigo, definido ou indefinido, antes). Nenhum comentador pode escrever duas frases seguidas. As frases podem ser originais ou citações, sem repetições. Eu não interfiro, a não ser na frase inicial e na final, é um post só vosso. Eu vou adicionando as frases que escreveis e verificando se estão de acordo com as regras. Pode acontecer de haver duas frases escritas em simultâneo. Neste caso, vale a que chegar primeiro à caixa de comentários. O post só acaba quando estiver sem frases durante 24 horas, altura em que eu escreverei a frase final.

Exemplo:
O João tem um cão.
O cão é o melhor amigo do homem.
Homem que é homem, gosta de cerveja.
(etc...)

Assim, a frase é:

PALAVRAS LEVA-AS O VENTO.

Palavras leva-as o vento. (Jorge Morais)
O vento esvoaça por entre saias rodadas e folhas outonais. (ANUKIS)
Outonais eram as lembranças daquele namoro de Outubro. (Dani)
Outubro chega tranquilo às nossas almas. (Mad)
Almas cansadas. Moídas de saudade. (Santa Cita)
Saudade arde sem se ver! (Luna)
Ver-te assim abandonada. (Lima)
Abandonada ao vento num fim de tarde vermelho. (Luna)
Vermelho rubro de papoilas que tingem o chão. (Santa Cita)
Chão sagrado desta ilustre e saudosa pátria. (Alexandre Mota)
Pátria egrégia de nobres aventureiros navegadores. (Santa Cita)
Navegadores que pedem aos céus bom vento a soprar
   e recordam amores nas danças do mar. (sharkinho)
O Mar, imenso mar, salgado pelas lágrimas das mães. (Santa Cita)
Mães hoje, avós amanhã. (Dani)
Amanhã das incertezas consolidadas. (Soslayo)
Consolidadas estão as amizades que resistem ao tempo. (ANUKIS)
Tempo que estremece nos teus braços mornos. (J.P.)
Mornos como os cafés das nossas discussões acesas. (Maria Árvore)
Acesas no fogo que lavra no âmago do nosso ser. (Santa Cita)
Ser ou não ser, eis a questão! (Lima)
Questão que exaurindo os males do coração. (Soslayo)
(...)nos leva de volta para as palavras com que tentamos
   colmatar os males que o coração cala. (Hipatia)
Cala porque ama, cala porque sofre. (Noite)
Sofre o imenso silêncio onde submerge revoltado por solidão atroz. (Santa Cita)
Atroz é deixar-se ficar para trás. (Jacky)
Trás-páz-catrapaz disse o mágico ao tirar o ramo de flores da cartola. (Gotinha)
Cartola de fina seda, negra como o carvão, que usava irrepreensivelmente
   no ângulo exacto de dez graus vincando um cigarro que nunca acendia. (Santa Cita)
(...)porque não era fumador, apenas se socorria dele,
   para disfarçar atrapalhações de momento. (Lima)
Momento parado no gesto profano ao te entrelaçar os dedos. (J.P.)
Dedos ásperos e esvaidos em sangue de tanta labuta infinita. (Soslayo)
Infinita como a divisão por zero de qualquer número não nulo. (Homoclinica)
Não nulo, nem ácido, fico-me pelo PH neutro. (Luna)
Neutro em relação a sua realidade. (Lyra)
Realidade, sonho, esse misto de alucinação provocado pelo sol e pelo calor intenso. (Bin)
Intenso como o perfume de uma rosa. (Joca)
Rosa fica a tua bochecha quando coras de prazer... (Jacky)
Prazer que extrais do delicado perfume da vermelha pétala
   da flor que te adorna a lapela. (Santa Cita)
A papoila da tua lapela é como o prazer e o sonho, comanda a Vida! (Luna)
Vida feita de caminhos e modos de caminhar. (Xana)
Caminhar é bom para o corpo, mas se respirarmos o que oferece o caminho,
   também é bom para a alma. (Dani)
Alma de mulher, que desabrocha como uma flor, quando há amor. (Karla)
Amor terno e puro que brota, qual refrigério de fresca água,
   do seio impoluto de ti, amor meu! (Santa Cita)
Meu, teu, nosso, vosso é de todos este belo poema colectivo. (Homoclinica)
Colectivo fundo azul, onde me alago nos teus olhos. (J.P.)
Olhos doces da Amélia, quem dera que fosses. (MRF)
Fosses como a lua a brilhar no céu, resplandecente, nua. (Karla)
Nua, fiquei eu sob a luz do teu desejo... (Jacky)
Desejo que transpira por todos os poros. (Mad)
Poros que exalam o perfume do cio primitivo. (Maria Árvore)
Primitivo era o rito de iniciação que consistia em expor à luz da Lua
   os corpos nus. (Santa Cita)
Nus, sois todos vós como venhais ao mundo desguarnecidos e desprotegidos. (Soslayo)
Desprotegidos de paredes e tecto, unidos pela pele e adn originais. (Lilly)
Originais no despojamento das coisas mas não da memória. (Maria Árvore)
Memória é o pedaço de nós que nos vai ficando dos dias. (Assumida Mente)
Os dias são como as palavras. (Miguel Pinto)
Palavras étereas, leves como a pluma que, por magia ou alquimia,
   se transformam em palavras plúmbeas, fortes e densas que nos ferem. (Santa Cita)
Ferem como farpas largadas ao vento! (Luna)
Vento que me toca como se fosse a tua pele. (Lyra)
Pele que resguarda das palavras leva-as o vento. (Soslayo)
O vento, agradecendo aos criadores destas palavras, levou-as consigo,
   fazendo-as cumprir o seu destino de voar e fazer voar. (Jorge Morais)

(texto iniciado no dia 23/09/2005 à 1:00 e terminado no dia 28/09/2005 às 19:46)


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setembro 22, 2005

O meu talento escondido

E o mais incrível é que é mesmo verdade!

(ou acham que eu ia contrariar uma coisa destas?)

Your Hidden Talent
You're super sensitive and easily able to understand situations.
You tend to solve complex problems in a flash, without needing a lot of facts.
Decision making is easy for you. You have killer intuition.
The right path is always clear, and you're a bit of a visionary.
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setembro 21, 2005

Saudade - contributo da Luna (Crónicas das horas perdidas)

E agora que faço? Eu já sabia da existência de duas Lunas, costumo visitar ambos os blogs. Em tempos já fiz confusão entre as duas. Para que não haja confusão, vou colocar os nomes dos blogs. Aproveito para dizer que, embora com o mesmo nome, são bastante diferentes, mas têm ambas blogs excelentes, a não perder.

Assim, neste caso, temos a Luna, do blog Crónicas das horas perdidas, com um texto muito bonito.

Foi há um ano...

... que parti rumo ao desconhecido, de armas e bagagens embarquei na aventura que iria mudar a minha vida, cortando amarras com tudo o que conhecia, pela primeira vez sem raízes, livre, livre como deixamos de o ser desde que nascemos. Sem saber o que me esperava cheguei a Milão, carregada e perdida, sozinha numa cidade estranha mas que haveria de sentir tão minha meses mais tarde, entranhada em cada canto da memória e do meu corpo.

(Resto do texto)


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Saudade - contributo da Anukis

ANUKIS, nome de deusa egípcia, de blog e da respectiva autora, foi uma boa surpresa, de um blog que, se não estou em erro (isto são muitos blogs), ainda era para mim desconhecido. E também respondeu ao desafio com um excelente texto.

Saudades

Saudades
de quem já partiu,
de quem nunca vi,
dos dias abrasadores,
dos momentos felizes,
dos sorrisos,
das gargalhadas,
de amar alguém,
de ser amada

(Resto do texto)


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A vida irritantemente simples de Zeca Lado (4.º mini-episódio)

Zeca Lado é um trabalhador empenhado. Os 30 minutos em que não está a tomar café, a fumar um cigarro, a conversar com o colega do lado, a jogar no computador, ou a navegar na Internet, são de uma produtividade acima da média, e ele sabe que um dia isso será reconhecido pelo seu chefe.

A melhor parte do dia é a corrida de cadeiras, com o Tóli Chado. O Tóli tem por hábito vencer todas as corridas. Mas houve um dia em que, devido a um agrafador que se atravessou no caminho do Tóli, o Zeca ganhou a corrida. Foi uma surpresa. Maior surpresa foi que o chefe descobriu o que se passou e chamou-o ao gabinete. Pensou que estava despedido, mas o chefe só lhe quis dar um aviso: ele tinha apostado dinheiro na vitória do Tóli, por isso tinha de trabalhar mais uma hora para o ajudar a recuperar o investimento perdido.

Zeca fazia o que podia para agradar ao chefe, normalmente exigente. Habitualmente, no meio de todos os habituais pleonasmos, ele passava o tempo a criticar os seus relatórios. Mas hoje, algo diferente aconteceu. O chefe disse-lhe que ele devia voltar para a primária, porque filho dele, que andava na primária, era capaz de fazer relatórios melhores. Zeca ficou contente - tinha sido comparado com o filho do chefe. Afinal, o chefe nutria por ele um carinho especial.


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setembro 20, 2005

English lesson

I've received this english lesson by e-mail. I decided to publish it, while waiting for other contributions about the "Saudade" theme (word that in English needs two words: miss someone/something). You shouldn't see the answer before trying. Good luck.

Translate this Portuguese sentence to English:

Três bruxas observam três relógios Swatch. Que bruxa observa qual relógio
Swatch?

Answer:

Three witches watch three Swatch watches. Which witch watch which Swatch
watch?

For experts:

Três bruxas suecas e transexuais observam os botões de três relógios Swatch
suíços. Que bruxa sueca transsexual observa qual botão de que relógio suíço?

Answer:

Three Swedish switched witches watch three Swiss Swatch watch switches. Which Swedish switched witch watch which Swiss Swatch watch switch?


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setembro 19, 2005

Saudade - contributo do Dani

Dani, do blog Historias de Dani, esteve na génese deste desafio quando, em resposta ao meu texto com o título "Saudade", comentou que tinha feito um sobre o mesmo tema. E não contente, em resposta ao desafio, prometeu logo outro. Prometeu e cumpriu, com um excelente texto sobre a saudade e a nostalgia.

de fábulas y nostalgias.

Ocurre de vez en cuando que cuando un tema está latente en tu cabeza, las señales se repiten en un corto periodo de tiempo.

Es como esas veces que te encuentras a una persona que hacía años que no veías y de repente la ves varios días seguidos... casualidad?, energía?, algún tipo de señal?

De eso modo, a esto me sonó la conversación del pasado sábado por la noche. Justo después de recibir el desafío desde el blog de Jorge acerca del tema de la saudade y de estar pensando en el post perfecto, no se sabe muy bien que tipo de señal o de energía llevaron el tema, por casualidad, a la mesa de aquel restaurante.

(Resto do texto)


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Saudade - contributo da Hipatia

A Hipatia, do blog Voz em fuga, tem uma coisa em comum comigo: adora fazer desafios. E também de responder com belos textos, como este a seguir.

O sol põe-se, mas há luar

E eu vivo aqui desterrado e Job
da Vida-gemea d'Eu ser feliz!
E eu vivo aqui sepultado vivo
na Verdade de nunca ser Eu!

Almada Negreiros

Li uma vez uma entrevista a Eduardo Lourenço em que lhe era perguntado por um jornalista francês o que era a saudade, se era um sentimento que existe mesmo ou se não passaria de um mito.

(Resto do texto)


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Chegou a vez do Bob Marley

Embora goste muito dos Mecano, adoptei o princípio de mudar a música todas as semanas no fim da hora irrepetível. E chegou a vez do Bob Marley.

Redemption Song

Old pirates, yes, they rob I;
Sold I to the merchant ships,
Minutes after they took I
From the bottomless pit.
But my hand was made strong
By the .and of the almighty.
We forward in this generation
Triumphantly.

Won.t you help to sing
These songs of freedom? -
.cause all I ever have:
Redemption songs;
Redemption songs.

Emancipate yourselves from mental slavery;
None but ourselves can free our minds.
Have no fear for atomic energy,
.cause none of them can stop the time.
How long shall they kill our prophets,
While we stand aside and look? ooh!
Some say it.s just a part of it:
We.ve got to fulfil de book.

Won.t you help to sing
These songs of freedom? -
.cause all I ever have:
Redemption songs;
Redemption songs;
Redemption songs.

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Emancipate yourselves from mental slavery;
None but ourselves can free our mind.
Wo! have no fear for atomic energy,
.cause none of them-a can-a stop-a the time.
How long shall they kill our prophets,
While we stand aside and look?
Yes, some say it.s just a part of it:
We.ve got to fulfil de book.

Won.t you help to sing
These songs of freedom? -
.cause all I ever had:
Redemption songs -
All I ever had:
Redemption songs:
These songs of freedom,
Songs of freedom.

Bob Marley and The Wailers


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setembro 18, 2005

Hora irrepetível n.º 2

Finalmente consegui recuperar o meu blog e voltar a colocá-lo nas cores habituais.

Assim, acabou a hora irrepetível n.º 2.

Obrigado pela vossa visita!


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Não perca... daqui a pouco mais de uma hora...

A HORA IRREPETÍVEL N.º 2 - das 23 às 24.
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Saudade - contributo do mfc

Continuam a chegar contributos de vários lados. O mfc, do blog Pé de meia...., fez também um belo texto sobre este tema. Aqui vai um pouco do texto e um obrigado pela introdução inicial.

Saudades

Claro que tenho saudades.
Se se viveu uma vida sã, há saudades!
Se se fez uma asneira ou outra, há saudades!
Se se amou, há saudades!

(Resto do texto)


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Saudade - contributo do Bin

O Bin tem uma colecção de blogs de fazer inveja a qualquer um, onde o seu tema principal é África: A Grande Fauna, A Mega Fauna, Ali Farka Touré, Imagens de África, Imagens de Marrocos e Já sonho com Ngorongoro. Neste último, colocou uma série que tinha publicado n'A Mega Fauna, em conjunto com a MRF do blog Divas & Contrabaixos, da qual o episódio V foca o tema saudade com as cores de África.

Já sonho com Ngorongoro V

Maria,

Ontem comecei a escrever-te uma carta, mas fui vencido pelo sono e pela noite longa que tive aqui em Nairobi com os "gringos" como lhes chamas eles amanhã partem para a Europa.
Hoje fizemos ou vivemos a festa de despedida, por mais que esteja habituado às partidas durante uns dias vou sentir a falta deles principalmente do João (o que queria ficar por cá connosco) é um tipo alegre e sempre bem disposto, um verdadeiro apaixonado por África!

(Resto do texto)


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setembro 17, 2005

Saudade - contributo da MRF

A Maria do Rosário Fardilha, mais conhecida nos comentários dos outros blogs por MRF, também já tinha feito um excelente texto a respeito do tema "Saudade", há pouco mais de uma semana, no seu também excelente blog, Divas & Contrabaixos.

Lx

Idas e voltas a Lisboa. Descubro que morro de saudades. dos amigos. da esplanada da Nova na Av. de Berna, do café Pato logo em frente (ainda existe?), dos jardins da Gulbenkian, dos espectáculos no anfi-teatro ao ar livre, dos concertos às 6 da tarde,

(Resto do texto)


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Saudade - contributo da Karla

A Karla é uma das leitoras e comentadoras mais assíduas deste blog. E está sempre pronta a colaborar quando eu faço desafios. E assim, como eu já estava à espera, escreveu este belo texto sobre o tema saudade, que publico aqui na íntegra.

Talvez haja saudade.

Já lá vão 6 meses, desde o dia em que deixaste este mundo, sem tempo para um adeus.

Talvez mesmo por isso, por não ter havido lugar a despedidas, eu não te sinta ausente.
Talvez porque tive de agarrar a vida sozinha.
Talvez por tudo à minha volta, ter o teu cunho.
Talvez porque continuo a viver, como se logo entrasses por esta porta.
Talvez porque nos momentos de dúvida e incerteza, és a bússola que me orienta.
Talvez porque continuo a sorrir com as nossas lembranças.
Talvez porque continuo a lutar pelos nossos ideais.
Talvez .
Talvez por teres feito de mim, muito da mulher que sou hoje.
Talvez por tudo . eu não te sinta ausente.

Talvez haja saudade,
Do teu toque
Do teu cheiro
Do teu riso aberto

Talvez haja saudade . mas sou uma mulher feliz.

Karla


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Saudade - contributo do soslayo

Soslayo, nome de blog que é também o nickname do autor, Mateus Gouveia, foi um blog que nasceu com uma homenagem a um amigo que já não está entre nós. Em resposta ao meu desafio, o seu autor brinda-nos com um belo e sentido poema de homenagem a esse mesmo amigo.

Saudade

Quanta saudade sinto de ti
Irmão que nas trevas te imbuíste
das noitadas te livraste
das cumplicidades consentidas
te relevaste.

(Resto do texto)


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setembro 16, 2005

Saudade - contributo da J.P.

Mais um caso de um texto escrito anteriormente que se encaixa neste desafio. A J.P., no seu blog fazdeconta, havia já escrito, em Março deste ano, este belo texto sem título.

Hoje sonhei-me no rio, naquele rio verde e largo de ilhas fechadas, cercadas de amoras pretas e grenás quentes no meio da tarde tão doces...

(Resto do texto)


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Saudade - contributo da Lima

Em boa hora me lembrei de lançar este desafio. Para além de já me terem prometido alguns textos, descobri que já havia alguns escritos há algum tempo. Um deles é este belo texto da Lima, do blog in my secret life, escrito em Outubro de 2004.

saudade

Sinto saudade.
Saudade do que não vi,
saudade do que não dei, saudade do que não recebi.

(Resto do texto)


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Saudade - contributo da Luna (Loucura e Nata)

A Luna, do blog Loucura e Nata, é o que se pode chamar o cúmulo da rapidez: ainda eu nem sequer tinha lançado o desafio e já ela tinha feito um post sobre o assunto. E que belo post.

Cruzamentos...

Cruzei
caminhos por mim nunca
antes navegados

(Resto do texto)


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Saudade - desafio aos leitores

Escrevi há dois dias um post sobre o tema "Saudade". Entre os comentários, o Dani lembrou-me que tinha também escrito um texto sobre o tema, intitulado "Matar saudades".

E isso deu-me logo uma ideia. Um desafio aos leitores, tal como tinha feito sobre o tema "Encanecer", que podem ver ali na coluna do lado.

Assim, desafio os leitores a escrever sobre o tema "Saudade". Quem tiver um blog, pode publicá-lo lá e avisar-me, para eu colocar a referência aqui. Quem não tiver, envia-me o texto e eu publico aqui com referência ao autor. Este desafio fica aberto em permanência. Fico à espera dos vossos contributos (com toda a certeza excelentes).


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setembro 15, 2005

A vida irritantemente simples de Zeca Lado (3.º mini-episódio)

Zeca Lado tem um chefe que se pode designar por sarcástico-pleonástico, e que tem por hobby descarregar as suas frustrações pessoais sobre o nosso homem com uma vida irritantemente simples. As suas frases mais conhecidas são: - Você até podia ser um pássaro, bater as asas e subir para cima, que logo a seguir, alguém lhe dava um tiro e você descia para baixo. - Avance para a frente e deixe-se ficar aí até eu o mandar recuar para trás. - Esteja calado e não fale.

Normalmente podia fazer-se uma previsão de quando ele ia para fora apenas pelo número de pleonasmos que proferia no dia anterior. Quando dizia muitos pleonasmos era sinal que sairia no dia seguinte (estava a dizer todos os que não poderia dizer durante a sua ausência), e o pessoal, umas 2 horas depois do horário de saída, ausentava-se finalmente do emprego para ir comprar champanhe e salgadinhos para a festa do dia seguinte.

Zeca Lado, com o desejo de um dia vir a ser chefe, ia anotando todas as frases, repetindo-as à noite perante o espelho. Por vezes conseguia ser tão convincente que até ele próprio se assustava e obedecia ao seu próprio comando, ficando algum tempo à espera de ouvir a sua própria voz a dar-lhe autorização para falar.


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setembro 14, 2005

Interior n.º 1

Saudade

Saudade. Dizem que é um sentimento bem português, mas eu penso que é universal. Quem nunca sentiu saudade, fosse qual fosse a sua nacionalidade?

Saudade de pessoas, de tempos, de momentos, de cheiros, de acontecimentos insignificantes e ao mesmo tempo inesquecíveis.

Saudade de tudo o que faz falta para se ser feliz.

Saudade.

S
a
u
d
a
d
e
.


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setembro 13, 2005

A vida irritantemente simples de Zeca Lado (2.º mini-episódio)

Uma noite de copos é normalmente acompanhada por umas bifanas e moelas. O que quer dizer que, no dia seguinte, as cólicas são inevitáveis. E nestas alturas há decisões importantes a tomar: o que ler na casa de banho?

Se fosse Sábado ou Domingo, não haveria problema: o Expresso ou o Público de Domingo conseguiriam preencher o tempo de reclusão. Nos outros dias, o jornal não chega, é preciso um livro ou uma revista.

Se for no início do mês, tem a revista das Selecções do Reader's Digest. Mas só dá para um dia. Se tiver um dos livros condensados da mesma editora, ainda dá para dois dias. Por isso, é preciso ter sempre à mão uma alternativa.

Não pode levar um livro de humor, pois correria o risco de morrer a rir, e seriam um fim pouco digno. Livros ou revistas eróticas seriam ergonomicamente inviáveis. A colecção de história de Portugal, coordenada por José Mattoso, também não era boa ideia pois, sendo um patriota, estaria a conspurcar a história do nosso nobre povo. E jamais levaria os discursos de Jorge Sampaio, pois correria o risco de adormecer.

Assim, a solução a que mais vezes recorria acabava por ser ler um livro em inglês. Como não sabia ler inglês, levava um dicionário para traduzir todas as palavras do livro, o que dava para se entreter durante vários dias.


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setembro 12, 2005

A vida irritantemente simples de Zeca Lado (1.º mini-episódio)

Zeca Lado tem uma vida irritantemente simples. Não tem rasgos de génio, daqueles que o imortalizariam para sempre na memória colectiva. Apenas uma existência irritantemente simples. Daquelas que jamais dariam para escrever uma história, nem sequer uma mini-história, composta por vários mini-episódios.

Hoje, Zeca acordou do lado errado da cama. Digo isto literalmente, dado que uma noite de copos fez com que a parte de baixo da cama lhe parecesse mais acolhedora do que a de cima.

Olhou para cima e viu o velho estrado em tabopan, ornado com alguns pequenos buracos. Pensou ir buscar algumas taliscas de madeira para cobrir os ditos buracos, mas lembrando-se da anterior tentativa falhada de pregar um prego na parede para pendurar um quadro, decidiu usar cartolina e cola.

- Essas térmitas pensavam que me ganhavam! - exclamou de alegria, perante a obra feita.


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Mecano

O meu grupo espanhol preferido é este. Não é o único, mas é o meu preferido. O mais difícil é escolher a canção. Sem dúvida que "Hijo de la luna" é a primeira que me vem à cabeça sempre que penso nos Mecano. E é a única deles que eu sei a letra completa (de cantá-la à minha filha).

Mas acabei por optar por uma outra canção, talvez a mais corajosa que eles têm.

Nada tienen de especial
dos mujeres que se dan la mano
el matiz viene despues
cuando lo hacen por debajo del mantel
Luego a solas sin nada que perder
tras las manos va el resto de la piel
un amor por ocultar
y aunque en cueros no hay donde esconderlo
lo disfrazan de amistad
cuando sale a pesar por la ciudad
Una opina que aquello no esta bien
la otra opina que que se le va a hacer
y lo que opinen los demas esta demas
Quien detiene palomas al vuelo
volando a ras del suelo
mujer contra mujer
No estoy yo por la labor
de tirarles la primera piedra
si equivoco la ocasion
y las hallo labio a labio en el salon
ni siquiera me atrevere a toser
si no gusto ya se lo que hay que hacer
que con mis piedras hacen ellas su pared
Quien detiene palomas al vuelo
volando a ras del suelo
mujer contra mujer
Una opina que aquello no esta bien
la otra opina que que se le va a hacer
y lo que opinen los demas esta demas
Quien detiene palomas al vuelo
volando a ras del suelo
mujer contra mujer

Mujer contra mujer
Mecano


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setembro 11, 2005

Hora irrepetível n.º 1

Obrigado pela vossa visita durante a hora irrepetível.

Para a semana há mais...


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Falta 1 hora para a HORA IRREPETÍVEL

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setembro 10, 2005

Frango estufado com ervilhas e puré de batata

É verdade! É a minha perdição. Quando apanho este prato pela frente, não páro, até não sobrar nem um bocadinho. Mesmo que já esteja mais do que satisfeito, continuo a comer até não haver mais. E depois fico mal disposto (para além de ficar com umas medidas 80-100-80).

Depois disso tudo, se assistir a mais uma derrota do Benfica ainda fico mais mal disposto. Antes da conquista do campeonato na época passada, eu até estava habituado, mas agora volta a ser difícil engolir... Espero que o Chaves, pelo menos, comece com o pé direito, amanhã, contra o Leixões.

Para melhorar a disposição, só mesmo lembrando-me da seguinte anedota:

O presidente George W. Bush foi convidado para fazer um discurso no COI (Comité Olímpico Internacional). Pega no papel do discurso e começa:
O... O... O... O... O...

Um assessor de imprensa vem imediatamente ter com ele e segreda-lhe ao ouvido:
- Senhor Presidente, isso são os anéis olímpicos, o discurso começa mais abaixo...


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O que está para vir

Já fui explicando, aos poucos, as alterações que iam haver por aqui nos próximos tempos. No início eu reservava um dia para cada tipo de texto, numerando dessa forma: x.ª semana, y.º dia.

Agora, preciso de um pouco mais de liberdade. Por isso, em vez de reservar um dia para cada tema, vou escrevendo sobre os vários temas conforme a (des)inspiração do momento. Já puderam ver 4 temas diferentes:

  • história;
  • poema;
  • você decide;
  • calendário.

Faltam dois, que vão ser:

  • interior;
  • exterior.

Está assim revelado o que é o "6 em 1", falta o "algo +". Para já, uma parte do "algo +" vai ocorrer aos Domingos.

Assim, aos Domingos, entre as 23 e as 24 horas, vai decorrer a "Hora irrepetível", que é o que o nome diz, uma hora que não se volta a repetir, quem perder, paciência. Será um post que durará apenas uma hora, depois desaparecerá para sempre.

Depois da "Hora irrepetível", mudo a música do blog.

Entretanto, vou avisando, caso haja mais mudanças. Mas não percam, começa já este Domingo, às 23 horas, o novo formato, começando com a "Hora irrepetível".


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setembro 09, 2005

Poema n.º n + 1

O teu sorriso

Queria ser o teu sorriso,
Habitar no espaço entre os teus lábios
Que se cria quando estás feliz.

Gostava de o manter para sempre,
Afastar as sombras do passado
Que te atormentam e escurecem o teu mundo.

Gostava de olhar no fundo dos teus olhos
E conseguir ler o teu pensamento,
Desde o mais leve até ao mais profundo.

Queria neles ler aquilo que tu sentes,
Todas as palavras que não consegues proferir,
Mas que o teu coração, em silêncio, diz.


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setembro 08, 2005

Dependência... a cura!

Fui dormir! Só volto amanhã!
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Dependência... estado crítico

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Dependência... o esquema

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setembro 07, 2005

Dependência...

2 passos

virar à direita

5 passos

virar à direita

2 passos

virar à esquerda

subir 2 degraus

1 passo

virar à direita

2 passos

virar à esquerda

descer 2 degraus

3 passos

virar à direita

2 passos

sentar na cadeira

carregar no botão

esperar

abrir browser

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setembro 06, 2005

Inversão da ordem natural

O assunto de que venho hoje falar é triste. Bateu-me hoje à porta. Se alguém não quiser ser contagiado por esta tristeza, por favor, não leia.

Uma prima da minha mãe, minha em segundo grau, viu morrer-lhe um filho, com cancro no fígado, quando este tinha por volta de 35 anos. Sendo ela uma das pessoas mais alegres que conheço, vi o seu sorriso mais pálido desde então. Como ela mora em França, raramente a vejo. Quando tenho esse privilégio, ela sorri por me ver e nunca a ouço falar do assunto. Eu também evito fazê-lo, com medo de lhe fazer desaparecer o sorriso da cara. Às vezes pergunto-me se faço bem.

Ontem soube do falecimento de uma pessoa com que contactei algumas vezes. Não o conhecia bem e apenas o via de mês a mês. Soube hoje que tinha perdido o filho por volta do início deste ano. Parecia-me doente, mais distante, nos últimos tempos. Agora percebo qual seria o motivo. Ter-se-á suicidado, a dúvida ficará sempre, colhido por um comboio.

Pela ordem natural da vida, é costume os filhos chorarem a morte dos pais. Custa-me falar disso, quero sempre que isso me aconteça o mais tarde possível. Mas ainda me custa mais pensar em alguém perder um filho. Desde que comecei a ser pai, há quase quatro anos e meio, ainda se tornou mais impensável esta inversão da ordem natural da vida.

E quando questões como estas me batem à porta, fico sem reacção, sem saber o que fazer, distante do mundo, e sem vontade de falar com ninguém. Hoje ganhei um pouco de coragem, e decidi escrever. Espero que me desculpem este desabafo interior.

Até amanhã.


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setembro 05, 2005

Comunicado

O nome original era "6 em 1", depois passou a "6 em 1 & algo +". Pensei rebaptizá-lo. Vários nomes me ocorreram, para além dos que me sugeriram.

Um nome mais intelectual: As faces do hexágono.

Um nome menos simbólico: Seis em um e algo mais.

Um nome mais pedagógico: Meia dúzia numa unidade com adição de algo.

Um nome mais internacional: Six in one and something else.

Um nome mais científico: Agrupamento de 6 unidades num único recipiente ao qual é adicionado o reagente algo.

Tendo em conta as reacções que se opunham à mudança de nome, e dado que continuo sem ir ao cabeleireiro, e tendo em conta que em equipa que ganha não se mexe, e que Roma e Pavia não se fizeram num dia, e que mais vale um pássaro na mão que dois a voar, decidi que é melhor manter o nome.


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Desafio musical resolvido

I sit by the harbour The sea calls to me I hide in the water But I need to breathe.

You are an ocean wave, my love
Crashing at the bow
I am a galley slave, my love
If only I could find out the way
To sail you ...
Maybe I'll just stow away ...

I've been run aground
So sad for a sailor
I felt safe and sound
But needed the danger

You are an ocean wave, my love
(...)

Stow away...
Stow away...

Martha's Harbour
All About Eve


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setembro 04, 2005

Desafio musical

Qual o nome e intérprete da nova música deste blog?
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setembro 03, 2005

Indo à bruxa

Tenho andado assoberbado (que linda palavra) de trabalho, daí que estes dois últimos dias tenham sido massacrantes para a minha saúde mental. E como devo estar com um ar cansado, alguém olhou para mim e disse que eu precisava de ir à bruxa. Descrente das capacidades destas para poder colocar a minha existência no rumo correcto, sorri amavelmente e deixei de pensar no assunto.

Eis senão quando, chegado a casa, vou verificar a caixa do correio na esperança de não ter publicidade não solicitada. E com o que é que me deparo? Com o seguinte anúncio, transcrito sem correcção de erros:
"Astróloga - Vidente Professora D*****
Nada na vida acontece por acaso.
Tudo tem um porquê de acontecer.
Se os seus problemas forem da
vontade de Deus, não sou mais que Deus!
Mas se você é vítima de magia negra,
feitiços, bruxarias, inveja, enfermidades
inexplicáveis, saúde, perca de lucro no
comércio e indústria, problemas financeiros,
e amorosos. Seja qual for o seu problema
Professora D***** tem capacidade para
resolver todos os seus problemas com plena
segurança.

Tráz de volta a pessoa amada aos seus pés,
através do poder da amarração.

Especialista em leitura de cartas (Tarot),
búzios e astrologia

Trabalhos rápidos - 100% garantidos

Sigilio absoluto
(...)"

Fiquei estarrecido. Está tudo relacionado: uma pessoa diz-me para ir à bruxa e aparece-me este anúncio na caixa de correio.

Decidi que tenho de ir, é sempre bom explorar as diversas oportunidades de negócio.


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setembro 02, 2005

Mudança

Ainda ontem ouvi uma voz feminina dizer: - Quando uma mulher quer mudar de vida, vai ao cabeleireiro.

Como eu só vou ao cabeleireiro de 6 em 6 meses, não vou contestar esta opinião. Este blog também está em mudança. Já mudou de estilo, vai mudar algumas coisas ali pelos templates quando tiver tempo, só falta mudar de nome e ir ao cabeleireiro.

Pois é por isso mesmo que estou a escrever este texto. Vou mudar o nome do blog. Peço-vos sugestões. Não é qualquer espécie de votação (no fim sou eu quem decide). É mais uma busca de ideias, dado que ainda não escolhi.

A recolha de informação decorre durante o fim de semana.


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setembro 01, 2005

O espelho do elevador

Só há 3 formas de viajar num elevador: sozinho, acompanhado por pessoas conhecidas ou acompanhado por estranhos.

Nos dois primeiros casos, aproveita-se o espelho para arranjar a roupa, o cabelo, até retocar a maquilhagem. No 3.º caso mira-se de esguelha os companheiros de viagem. E tudo é possível, quando se tem um elevador com 50 andares.

E perguntais vós, curiosos leitores, quem sou eu para me achar perito em elevadores? Bem, isso é uma longa história. Se tiverdes paciência para a ler, eu vou contá-la.

Em miúdo, pouco antes de entrar para a escola, fui viver para um edifício com 50 andares. Eu morava exactamente no último, fazia a viagem completa. Fiquei fascinado com o elevador. Era a minha brincadeira diária, subir e descer o elevador, ver pessoas entrar e sair.

A primeira vez que me viam ficavam de pé atrás e olhavam disfarçadamente. Depois, já me conheciam e agiam naturalmente. Tinha a D. Rosa, que usava vários chapéus espampanantes, que ajeitava a aba sempre que entrava, e a sua filha Inês, que fazia o laço no vestido. O Sr. Zé tirava o pente da meia e penteava o bigode e o cabelo.
A Luísa e o seu namorado Quim faziam cara de chateados quando viam que eu estava lá.

E assim, passaram anos, e o elevador continuou a ser a minha paixão. Cheguei aos 10 anos. A minha mãe achou que eu precisava de perder a mania do elevador. Por isso, proibiu-me de andar nele quando não fosse necessário.

Em vez de andar de elevador, vim para a entrada do prédio, triste. Um senhor de idade quis saber o que se passava. Eu contei-lhe a história. Ele deu-me um anel. Disse-me que era mágico e que me permitiria estar no elevador sem ser visto. Só tinha que o colocar e tocar no espelho.

Eu assim fiz e, magia das magias, passei para o interior do espelho. Quando queria sair só tinha de tocar na parte interior do espelho. E assim, a minha mãe nunca me descobriu.

Os anos foram passando. Comecei a descobrir coisas novas. As pessoas, pensando estar sozinhas, agiam de forma diferente. A D. Rosa aproveitava para ajeitar o forro da saia. A Inês, já grande, aproveitava para realçar o decote do vestido. O Sr. Zé, para além das habituais penteadelas, coçava ainda a orelha e tirava macacos do nariz. E também descobri por que razão a Luísa e o agora marido Quim ficavam chateados quando me viam.

E assim, muitas aventuras novas vivi naquele elevador, agora sem ser visto. Aprendi a conhecer as pessoas melhor, os seus hábitos, a sua forma de ser. Muitas vezes olhavam o espelho fixamente, como se pressentissem a minha presença. E eu olhava-as nos olhos e conseguia ler o que lhes ia na alma.

Até que veio o dia fatal. A Luísa e o Quim, como habitualmente, pararam o elevador no 20.º andar, que sabiam ser desabitado, e deixaram a paixão tomar conta dos seus corpos, numa entrega desenfreada. Com o ardor, bateram forte no espelho, o que fez com que o anel me caísse do dedo e rolasse para o lado de fora do espelho. E agora, como é que eu poderia sair?

Tentei gritar, na esperança de que me ouvissem. Mas nada. Quando viu o anel, o Quim pegou nele e levou-o consigo. Pensou que alguém o tivesse perdido. E assim, fiquei para sempre preso.

Nunca mais ninguém soube de mim. Ninguém desconfia que eu sou o espelho do elevador. E quando, na suposta solidão, as pessoas me revelam as suas facetas, tiques e fantasias, eu devolvo-lhes a imagem daquilo que gostariam de ser. E quando saem do elevador, vão mais felizes consigo mesmas.


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Você decide n.º 1

Eis uma nova rubrica neste blog. Eu dou 6 escolhas (afinal isto é um 6 em 1) para o título do post, e vocês escolhem até às 21 horas de hoje. Depois, até à meia-noite, eu escrevo o texto que vocês escolheram.

Aqui vão as hipóteses:
A. A muralha.
B. O sol por trás da montanha.
C. O sonho perdido.
D. O espelho.
E. O elevador.
F. A máscara.

Podem votar, na caixa de comentários.

(Luís, só vale votar uma única vez e numa única hipótese)

(e não, não podes adicionar novas hipóteses)


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agosto 31, 2005

Calendário n.º 2

1986 - alguém que não fosse do Marco ou arredores sabia quem era este senhor?

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Não me perguntem como é que este calendário me chegou às mãos...

(espero que os leitores não fujam ao ver esta cara)


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Calendário n.º 1

1986 - Campanha colorida

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No dia em que Mário Soares vai anunciar a sua candidatura, tentei encontrar um calendário da sua primeira campanha de 1986. Não encontrei. Em contrapartida, encontrei 2 do outro candidato, Freitas do Amaral.

Apontado como favorito, Freitas do Amaral acabou por perder, num confronto esquerda-direita sem precedentes. Curiosas as cores azul e laranja dos calendários...

Passados quase 20 anos, Freitas do Amaral é Ministro e Mário Soares é novamente candidato a Presidente da República. Cavaco Silva, o outro candidato, era Primeiro Ministro na altura. Caso para dizer: são sempre os mesmos...


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Cada tolo tem a sua mania...

...já diz o ditado.

Uma das minhas manias, durante a juventude, foram os calendários. Não comprava (havia coisas mais úteis em que gastar dinheiro, como cigarros), mas guardava todos os que me davam. Assim, uma das novas secções deste blog vai chamar-se "Calendários". Daqui a pouco sai o primeiro...


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agosto 30, 2005

MAI GODE UÃTA MESSE

Uãne ofe dis deis, dis blogue is gona bi a queios (uorste den ite is nau). Ai eme uorningue iu... Iude beter note cãme antil ite gous beque tu normal.

Sained: de menager


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A minha preferida dos rapazes da água

I wish I was a fisherman Tumblin' on the seas Far away from dry land And it's bitter memories Casting out my sweet line With abandonment and love No ceiling bearin' down on me 'cept the starry sky above With light in my head You in my arms Woohoo!

I wish I was the brakeman
On a hurtlin' fevered train
Crashing a-headlong into the heartland
Like a cannon in the rain
With the beating of the sleepers
And the burnin' of the coal
Counting the towns flashing by
In a night that's full of soul
With light in my head
You in my arms
Woohoo!

Well I know I will be loosened
From bonds that hold me fast
That the chains all hung around me
Will fall away at last
And on that fine and fateful day
I will take me in my hands
I will ride on the train
I will be the fisherman
With light in my head
You in my arms
Woohoo!

Fisherman's Blues
Waterboys


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agosto 29, 2005

História n.º 17

Amigos

Aquele Verão foi o melhor de sempre. Éramos 10. Conhecíamo-nos havia 5 anos. Conhecemo-nos ainda melhor nesse Verão. Era seguro para nós que seríamos amigos para sempre. E jurámos que não deixaríamos de nos defender mutuamente.

Colegas na escola, desde o 7.º ano, íamos todos para o 12.º ano, o último antes da faculdade. A Joana, a Raquel, a Marisa, a Carla, a Renata, o João, o Pedro, o Henrique, o Manuel e eu, o Jorge. Mas o ano que pensámos ser de consolidação de uma amizade, acabou por ser o ano em que eu fiquei sem amigos. Ou quase.

Tudo começou quando o Zé Machado, que fazia mil e um truques com a sua Zundap, roubou dinheiro ao João. Nunca imaginámos o Zé a roubar, até porque o pai era dono de uma das maiores oficinas da cidade. Mas o Pedro já tinha ouvido dizer que ele se tinha metido na droga, e assim já fazia sentido.

Usando os nossos códigos de honra, aplicamos um valente correctivo ao Zé. O Henrique, com o seu feitio mais quente, ainda estragou a mota. E lá voltou ele, a sangrar, para casa. Como era habitual, para este tipo de situações não consultávamos as raparigas, pois achávamos que aquilo era serviço para homens. Por isso não sabíamos que o Zé namorava com a Joana, a nossa amiga inseparável.

É fácil de perceber que a Joana saíu do nosso grupo. Eu fiquei triste com a situação, senti-me culpado. Também achava que se tinha ultrapassado os limites, mas na altura nada fiz para acalmar os ânimos. Nem o facto de quase só ter assistido e ainda ter tentado impedir o Henrique de estragar a mota me fazia sentir melhor.

O tempo passou. A Joana tinha um comportamento muito distante na escola. Apercebi-me que também se tinha começado a drogar. Fui falar com ela, em parte para pedir desculpas pelo que tinha acontecido. Fomos até ao bar, conversamos um pouco. Os outros apareceram e fizeram sinal para ir para junto deles. Eu não fui, não podia deixar a Joana sozinha.

No dia seguinte, falei novamente com a Joana. O Henrique veio meter-se entre nós e perguntou-lhe se já estava a angariar mais clientes para sustentar o drogado do namorado. Ela saiu, a chorar. Fiquei furioso com o Henrique. Ele disse-me que ela andava a prostituir-se. Fiquei chocado, sem saber o que dizer. Era a mesma Joana que tinha estado connosco todos aqueles anos. Como teria chegado àquele ponto?

Resolvi ir procurá-la. Ela confirmou. Ela amava o Zé e preferia prostituir-se a ve-lo preso. Ele a princípio não sabia de nada e, quando descobriu, foi contra. Mas ela ameaçou que, se ele continuasse a roubar, o abandonava. O pai descobriu-a e expulsou-a de casa. Só a mãe lhe dava algum dinheiro e comida, sempre às escondidas do pai.

Perguntei-lhe se não havia hipóteses de deixarem a droga. Eles já tinham tentado, mas havia sempre um dos amigos do Zé que lhe emprestava alguma e estragava tudo. Sugeri-lhe que se afastasse, que fosse para outra terra, que tentasse afastar-se dessas pessoas que só os prejudicavam. Ela disse que já tinha pensado nisso, mas temia não conseguir convencer o Zé.

Fui conversando com ela o resto do ano. Ela acabou por desistir da escola, mas não deixei de manter o contacto. Os outros afastaram-se de mim, aos poucos. Até que chegou o dia em que os laços de amizade se quebraram de vez. Quando eles se juntaram e disseram que era ela ou eles. Nem lhes respondi, virei as costas.

O ano chegou ao fim. Eu entrei numa Universidade longe de casa. A Renata foi a única que foi para a mesma Universidade. Voltámos a falar, mas já não éramos amigos. Com os outros nunca mais falei.

O Zé e a Joana partiram para longe, na esperança de encontrarem um sítio onde pudessem ser felizes. Vários boatos se foram ouvindo, que ela teria morrido e ele teria voltado à droga. Mas a Joana continua a ligar-me, e a dizer como as coisas estão a evoluir. Mas esse é um segredo, e quando um amigo promete guardar segredo, essa promessa é sagrada.


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Nova fase!

Hoje começa uma nova fase deste blog. Ao contrário do que fazia antes, em que reservava um dia para cada tipo de texto, vou passar a fazer tudo misturado. Ou seja, vai ser conforme o sítio para onde estiver virado. Os temas vão ser numerados, em vez de manterem a designação anterior da semana e dia.

Hoje estou virado para um conto. Assim seja.


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agosto 28, 2005

A parte má do fim de semana...

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agosto 26, 2005

O meu pai

O meu pai nasceu no dia 26 de Agosto de 1938, na aldeia de Vila Nova de Monforte, no concelho de Chaves. Foi registado apenas no dia 3 de Setembro, e como o meu avô não queria pagar a multa pelo atraso, colocou essa mesma data no registo. Mas os anos são festejados no dia em que realmente nasceu.

São 67 anos de muitas histórias. Aluno brilhante na escola, fez o exame da 4.ª classe, com louvor e distinção. Ficou por aqui, porque numa família de 10 irmãos (ele era o nono) e tendo o meu avô já falecido tinha de ajudar na economia da casa. Ainda durante o tempo da escola era pastor, levava as ovelhas para o monte, para além de trabalhar na lavoura que colocava a comida na mesa. Aprendeu os nomes das árvores e das ervas, dos pássaros e respectivos cantos, dos outros animais. Ainda hoje não esqueceu o que aprendeu.

Aos 15 anos, se a memória não me falha, abalou para Lisboa, para onde foi trabalhar como empregado de balcão num café. Esteve lá, até à idade da tropa. Voltou, já com bigode, mas a minha avó (por curiosidade, nascida e criada no Porto) só o deixou entrar em casa depois de o cortar.

Pouco antes da inspecção teve uma apendicite aguda, e pensou que estava livre. Pura ilusão, lá teve de se conformar. Dois anos cá, dois anos em Angola, nas transmissões. Podia ter seguido a carreira militar, mas já estava farto. Ficou em Angola, a trabalhar em alguns dos cafés da alta sociedade angolana. Conheceu a minha mãe, casou, estabeleceu-se por conta própria, teve dois filhos (eu sou o segundo) e pensou que ia viver sempre em Angola.

Ainda eu não tinha dois anos, em Outubro de 1974, voltamos quase sem nada. Fomos viver para a terra da minha mãe, São Lourenço, e recomeçar tudo do zero.

Trabalhou em dois restaurantes antes de, em 1985, começar a dirigir o seu próprio. A minha irmã mais velha veio estudar para o Porto nesse ano. Era preciso ajudar a manter os estudos, por isso, eu comecei a trabalhar no restaurante com o meu pai, ainda não tinha 13 anos, evitando que o meu pai tivesse de contratar mais um empregado.

Foi o tempo que estive mais próximo do meu pai, antes só o via à noite, quando o sono não me vencia primeiro. Antes, ele trabalhava até aos Sábados e Domingos, para ganhar mais dinheiro. Foram 5 anos de aprendizagem, em que aprendi com o meu pai os ensinamentos mais importantes para a vida, daqueles que não se aprendem na escola.

Felizmente, o negócio correu bem, e eu pude vir estudar para o Porto. Acabei por ficar por cá, longe do meu pai. Entretanto, cansado de trabalhar das 7 da manhã até às 9/10 da noite, acabou por passar o restaurante e reformar-se. Envelheceu muito desde então, parece que lhe fazia falta aquele ritmo de vida.

Hoje, dia 26, vou estar com ele e com o resto da família. Lá não tenho Internet, por isso fiquem bem até ao meu regresso.


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agosto 25, 2005

Há dias assim...

Acordar de manhã, sem ser a tempo e horas, não fazer a barba nem tomar o pequeno almoço. Sair porta fora sem levar a chave do carro. Voltar atrás e pegar na chave errada. Voltar atrás e pegar na chave certa. Nos 15 metros até ao carro, verificar 15 vezes que é mesmo aquela a chave. Entrar no carro e lembrar-se que se esqueceu da pasta. Voltar a casa, com a chave do carro na mão e pegar na pasta. Entretanto, a chave já não está na mão. Vasculhar a casa à procura da chave. Encontrar a chave dentro do frigorífico (onde estava a pasta). Entrar finalmente no carro. Verificar se o colete reflector está no carro. Ligar finalmente o carro. Sair da garagem. Bater com força na porta da garagem que estava apenas parcialmente aberta. Abrir o resto da porta. Sair da garagem. Arrancar. Parar. Fazer marcha-atrás. Parar. Fechar a porta da garagem. Voltar a arrancar. Alguém apita, deve ser conhecido. Acenar e sorrir. Entrar na via rápida. Esquecer-se da saída. Parar. Fazer marcha-atrás. Várias apitadelas, tanta gente conhecida. Agora sim, saída correcta. Ir em direcção ao trabalho. A 50 metros os semáforos ficam amarelos. Acelerar para passar. A 20 metros dos semáforos, ver no espelho retrovisor o carro da polícia. Travar a fundo. Cheiro a queimado, deve ser dos incêndios. Arrancar novamente. Estacionar o carro, tentando não bater nos outros. Missão falhada. Sair e procurar outro lugar para estacionar. Encontrar um lugar para estacionar, com 10 metros de espaço livre. Muito a custo, estacionar sem bater nos outros carros. Sair do carro. Chegar ao trabalho. Voltar ao carro para buscar a pasta esquecida. Descobrir que tem uma mota estacionada debaixo do carro. Que estranho local para estacionar a mota. Chegar novamente ao trabalho. Entrar no gabinete, onde está sozinho, dado os outros colegas estarem de férias. Finalmente, pode dormir descansado.
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agosto 24, 2005

6 em 1 & algo + em todos os continentes

Austrália, Macau, Singapura, Arábia Saudita, Irão, Moçambique, Brasil, Canadá, Estados Unidos, Turquia, Holanda, Reino Unido, Espanha e, claro, Portugal, foi por onde andou hoje este blog. E ontem já tinha andado também pelo México, França, Bélgica, Luxemburgo e Alemanha.

Não tenho dúvidas que quase todos foram por acaso, mas não resisti a assinalar esta façanha do blog. O próximo objectivo é a Lua!


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Minimalismo

Hoje estou minimalista, como devem ter notado pelo texto anterior. Estou naqueles dias em que digo apenas o essencial e nada mais do que isso. Ainda assim, nada que se compare com um colega meu da faculdade. O que se segue é um diálogo entre ele e outro colega.

- Tens horas?
- Sim.

Depois de alguns segundos de silêncio:
- E podes-me dizer as horas?
- Claro que posso.

Já em fúria:
- E quantas horas são?
- Não se pede por favor?

Vermelho de raiva:
- Quantas horas são, por favor?
- São 10 horas, mas se tivesses olhado para o relógio ali na parede já sabias.

(o resto do diálogo foi censurado)


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Figuras de barro

Uma das minhas tias foi viver para Caldas da Rainha, levando com ela os meus 3 primos. Só o mais velho continuou a falar à transmontano. O do meio falava "nã vô", em vez de "não vou". O mais novo dizia "tlês" em vez de "três". Já não os vejo há algum tempo.

Ontem entrei numa das muitas lojas chinesas que apareceram recentemente. Vi lá uma figura de barro e perguntei-me se seria chinesa. Perguntei ao senhor quanto custava e ele disse-me: "tlês eulos". O meu primeiro impulso foi largar a peça e gritar:
- PRIMO!

Mas então lembrei-me que o meu primo tinha um nariz mais comprido e era loiro, ao contrário da pessoa que estava a minha frente. Provavelmente, também era de Caldas da Rainha, até porque vendia figuras de barro, mas não era o meu primo.


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agosto 23, 2005

A casa do terror

Aquela casa é, desde tempos remotos, considerada como amaldiçoada. Sobre ela pesam as mais terríveis histórias. Diz-se que há pessoas que lá entraram nunca mais voltaram. As que conseguiram voltar nunca mais foram as mesmas. Há quem afirme que não passam de lendas, mas outros acreditam que é habitada por mortos-vivos prontos a ficar com os nossos corpos e almas.

Deixei o carro a uma distância segura, não demasiado perto para que pudesse ser amaldiçoado nem demasiado longe para poder fugir rapidamente. Caminhei lentamente. O medo impedia que fosse mais rápido, embora uma estranha força me chamasse. Um sussurro parecia ecoar nos meus ouvidos: vem... aproxima-te...

A porta estava aberta. Pensei que era a minha última hipótese de fugir. Acabei por entrar, impelido por uma estranha força. Sombria, asfixiante, murmurante, tudo naquela casa metia medo.

Alguns vultos circulavam, vagarosamente, com um estranho semblante. Alguns suspiravam, outros olhavam-me de esguelha. Fiquei com a sensação de que se tratavam de mortos-vivos, como rezavam as histórias. Sentados em cadeiras, olhavam o vazio e movimentavam-se de forma desconexa. Outros pareciam corpos sem vida, não lhes conseguindo reconhecer qualquer movimento.

Em vez de fugir, embrenhei-me ainda mais no meio daqueles corpos, como quem caminha sobre brasas para um abismo fatal. Tentava descobrir em algum deles um traço de humanidade, algo que me dissesse que as histórias que ouvia não passavam de lendas. Mas ninguém se dirigia a mim.

Até que, após uma hora, vi um vulto caminhar na minha direcção. O meu sangue gelou. Hirto, não consegui fugir em direcção à porta. Queria mover-me, mas o corpo não respondia. Ele estava cada vez mais perto e eu sem conseguir fugir. A 3 passos, debruçou-se na minha direcção ficando a apenas 1 passo, e da sua boca ecoou uma horripilante frase:
- O que é que deseja?

Fiquei sem conseguir falar durante um momento. Eu tinha de conseguir superar o meu medo. Ganhei toda a coragem que consegui reunir, esqueci, por momentos, o meu pavor por repartições de finanças, e disse, trémulo:
- Vim saber por que ainda não me reembolsaram o IRS.


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agosto 22, 2005

Poema de amor tentado

Queria escrever-te um poema de amor. Queria que ele descrevesse o que sinto, Que tivesse o perfume de uma flor, E a frescura do instinto. Pensei chamar-te rainha do meu coração, Pela nobreza do sentimento, Mas soava-me, desoladoramente, a sucessão, E, dessa forma dinástica, seria um amor cinzento. Pensei em mudar para um regime presidencial, Onde eu teria direito a te escolher, Mas sendo o coração o eleitor principal, Não haveria muito que eu pudesse fazer. Decidi então que, em vez de um título, Te atribuiria um adjectivo, Que estivesse presente em cada capítulo Deste nosso sentimento intempestivo. Pensei em vários, como bela e formosa, Como terna, suave, ou até resplandecente, Ou então que és perfumada como uma rosa Ou que és quente como uma brasa incandescente. Pareceu-me tudo muito banal, um pouco déjà vu, E que não consubstanciavam toda a definição do verbo amar, Apercebi-me, finalmente, que o poema de amor és tu, E não um punhado de palavras num papel vulgar.
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agosto 21, 2005

Workaholics...

... never go to bed before midnight!

(Shame on them!)


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agosto 19, 2005

No meio da erva...

Uma das coisas que o Festival de Paredes de Coura tem de particular é a erva, que só não existe no estado líquido (e que jeito que dava um chazinho ao fim da noite). Um palco natural que convida ao são convívio com a natureza e as pessoas (isto se esquecermos o lixo no chão).

Eu só fui no último dia, propositadamente para ver o Nick Cave e as suas "más sementes", que de más nada tinham. Como bónus, tive tempo de assistir a duas boas surpresas:
- Juliette and the Licks, onde a actriz/cantora Juliette Lewis (Cabo do Medo, Strange Days, Assassinos Natos) mostrou que tem garra (voz é uma coisa um bocadinho diferente, mas também não foi muito mal) e bons músicos a acompanhá-la; resta saber se vai mais longe no seu estilo hard rock;
- Vincente Gallo, outro actor/cantor/realizador/modelo, acompanhado por uma excelente voz feminina (Theresa) e por um tal Woody, acalmou os espíritos com algumas baladas melancólicas; confesso que, embora estive ansioso pela chegada do Nick, gostei do que ouvi.

Finalmente, chegou o Nick Cave e as suas "sementes". Fiquei surpreendido pelo tom rock que imprimiu ao concerto, onde canções como "Red right hand" e " Do you love me?" foram interpretadas a um ritmo que fez parecer estarmos perante uma actuação dos Metallica, com um Nick Cave incansável aos saltos e aos golpes a solo de karaté.

Apesar da surpresa, acabou por ser bom ver um Nick Cave que parece pronto para mais, com uma energia inesgotável. E os Bad Seeds são como o Vinho do Porto, cada vez melhores. Só um senão: faltou a canção "Henry Lee", que se desculpa, pelo facto de ser difícil substituir a P. J. Harvey. Pelo menos não faltou "The Ship Song", a nova música deste blog.

Às vezes pergunto-me por que gosto de alguém como o Nick Cave, que tem uma voz incomum (eufemismo para horrível). Não tenho respostas, é daqueles cantores de quem se gosta ou que se odeia. Eu gosto, e gostos não se discutem.


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Acabei de chegar de Paredes de Coura, e estou rouco. Se recuperar a voz, volto mais logo...
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agosto 18, 2005

Hoje em Paredes de Coura

The Ship Song

Come sail your ships around me
And burn your bridges down
We make a little history, baby
Every time you come around

Come loose your dogs upon me
And let your hair hang down
You are a little mystery to me
Every time you come around

We talk about it all night long
We define our moral ground
But when I crawl into your arms
Everything comes tumbling down

Come sail your ships around me
And burn your bridges down
We make a little history, baby
Every time you come around

Your face has fallen sad now
For you know the time is nigh
When I must remove your wings
And you, you must try to fly

Come sail your ships around me
And burn your bridges down
We make a little history, baby
Every time you come around

Come loose your dogs upon me
And let your hair hang down
You are a little mystery to me
Every time you come around

Nick Cave & The Bad Seeds


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agosto 17, 2005

Grupo Desportivo de Chaves de volta à Liga de Honra

Quando o Chaves terminou, na época passada, no 17.º lugar da Liga de Honra, traçando como destino a descida à II.ª Divisão B, escrevi algures que nada estava perdido, dado que já anteriormente tinha havido situações em que os clubes desciam mas eram repescados, porque outros não conseguiam garantir condições financeiras para a disputa do respectivo campeonato (como aconteceu com o Salgueiros, na época passada).

E foi o que aconteceu. O Alverca desistiu, por problemas financeiros, e o Felgueiras foi despromovido, por dívidas fiscais. Assim, Gondomar e Chaves, foram repescados (a menos que também não consigam satisfazer as condições exigidas).

Para o Chaves é uma boa notícia. A II.ª Divisão B, está dividida em 3 zonas, sendo a Zona Norte, que o Chaves iria disputar, a mais forte, só subindo uma equipa. Seria muito difícil.

Mais difícil ainda será voltar à Superliga, dado que o número de sócios e a falta de patrocínios não deverão permitir um orçamento a apontar para voos mais ambiciosos. Para já, só quero que não desça. A partir daí, tudo o que vier a mais é lucro...


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Música a condizer

Com um desafio dos U2 em curso, não podia deixar de mudar a música.

Pus-me a pensar qual a música que mais gostava dos U2. Nos últimos tempos, não há nenhuma que eu considere indispensável (embora goste de algumas). Assim, fiz uma lista:
- October;
- New Year's day;
- Sunday bloody Sunday;
- Pride;
- Bad;
- The unforgetable fire;
- With or without you;
- Until the end of the world;
- One.

Fiquei um pouco indeciso. Diminui a escolha para 3:
- Sunday bloody Sunday;
- Bad;
- One.

Bolas, e agora?
A primeira era uma das músicas que ouvia mais na minha juventude. One é uma das músicas que ainda hoje gosto de ouvir.

Decidi-me por Bad. Porque me parece que é a música mais inimitável dos U2. Ninguém consegue imitar a voz de Bono na parte final. Penso que foi a música onde ele conseguiu puxar a voz ao seu limite. E a música é, a meu ver, sensacional.


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agosto 16, 2005

Desafio U2

Conforme prometido, apareço hoje com o "Desafio U2".

Para quem não se lembra, ou ainda não era "cliente habitual", escrevi no passado dia 5 de Abril, um conto com o título "O Comboio".

Agora, depois do concerto, venho deixar um desafio a todos: completar a história. Pode ser de qualquer forma: prosa, verso, desenho, pintura, etc... O que a vossa imaginação e inspiração ditar. Quem tiver blog, pode faze-lo no próprio blog (depois avisem, para eu colocar um link para lá). Quem não tiver (ou não quiser colocá-lo no seu blog), envie-me por e-mail, que eu publico.

E agora, mãos à obra!

(enquanto isso, eu vou escrevendo outros posts...)


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agosto 13, 2005

Até terça

Estou a aproveitar os últimos dias aqui pelo Algarve.

Segunda-feira vou embora. Até lá vai ser impossível vir até aqui. Assim, desejo-vos um bom fim de semana prolongado e avisar que na terça-feira aparecerei com um "Desafio U2"...

Até terça!


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agosto 12, 2005

Zoomarine

Ontem foi dia de golfinhos, leões marinhos, papagaios, araras, catatuas, bufos, falcões, carrosel, comboio, corneto, e de uma cara a sorrir a toda a hora.

Depois, com os pais já de rastos, a energia ainda se fazia sentir, mesmo depois de chegarmos a casa.

Concluí que já estou um autêntico cota - consegui adormecer antes dela...


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agosto 10, 2005

10 de Agosto

10 de Agosto é dia de São Lourenço. Já sei que estão a estranhar esta minha súbita iniciativa pró-católica, mas passo a explicar.

Eu nasci em Luanda, Angola, no longínquo ano de 1972. Antes de completar dois anos vim para Portugal, passando a morar na aldeia onde nascera e vivera até aos 18 anos a minha mãe: São Lourenço, no concelho de Chaves. Uma aldeia pequena, a uns 7 quilómetros de estrada de Chaves, ou a uns 4, caso se opte pela velha calçada romana degradada. Existe também uma pequena ponte romana de apenas um arco a atravessar o pequeno ribeiro, próximo da minha casa.

Desde há algum tempo que não estou lá no dia da festa. Prefiro gozar férias na primeira quinzena de Agosto e ir lá festejar o aniversário do meu pai, na segunda quinzena. Por isso, a uns 700 quilómetros de lá, aproveito para relembrar um pouco este dia noutros tempos.

Em Agosto, a aldeia cresce. Os emigrantes voltam, fazendo a população crescer de forma abrupta. Tenho alguma família em França, Suiça, Andorra, Estados Unidos, que só revejo neste mês. E a festa serve para todos conviverem, é um ponto de encontro para aqueles que ainda não tiveram oportunidade de se reencontrar.

No dia 9, por volta das 9:30 da noite, era a procissão das velas. Depois começava o baile da véspera. Quando não havia dinheiro para ter um conjunto as duas noites, havia música com um gira-discos (aquilo que existia antes dos leitores de CD, para os mais novos).

No dia 10, de manhã, havia a missa, onde ouvíamos a história do martírio de São Lourenço, queimado numa grelha. As mulheres aproveitavam para estrear e comentar as roupas novas. Os rapazes novos aproveitavam para micar as raparigas novas, sob o olhar atento dos pais destas. O padre anunciava, no fim da missa, os contributos monetários maiores para a igreja.

Acabada a missa, começava a procissão, com vários andores. Inicialmente adornados com dinheiro, foi-se perdendo essa uso, muito por oposição de um padre. A procissão percorria a aldeia de alto a baixo, acompanhado pelos habitantes. Algumas casas colocavam as toalhas de renda na varanda. Os cafés fechavam a porta à passagem da procissão.

Ao almoço, não podia falta um cabrito assado. Depois, era hora de ir ouvir a banda tocar (a mais conhecida era a banda "Os pardais"), intercalada com o conjunto. À volta instalavam-se algumas barracas e mesas de jogo. Reviam-se as pessoas convidava-se a ir beber um copo lá a casa, ou então a jantar, porque há sempre lugar para mais alguém na mesa. De vez em quando houvia-se o fogo de artifício. Quando algo corria mal, a população acorria logo a dominar o fogo.

Depois do jantar, vinha a noite. O baile durava até às 2 da madrugada. Pelo meio, mais fogo de artíficio pintava o céu de cores vivas. Muitos namoros começavam, outros se desfaziam, uma zaragata ou outra acontecia no meio dos encontrões. As raparigas, sob a vigilância apertada dos pais, tinham de saber esgueirar-se, ou com a ajuda de uma prima ou de alguém de confiança. Depois, uns voltavam para casa, outros ficavam mais um pouco.

E assim, acabava a festa, com vultos caminhando pela aldeia, alguns de mãos dadas ou abraçados, escondendo-se nas sombras, outros em grupo a caminho de casa, e ainda alguns ziguezagueando e cantando na esperança de estar no caminho certo para casa.

E do santo, razão da festa, ninguém mais se lembrava, até ao ano seguinte...


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agosto 09, 2005

Recuperado fisicamente...

... mas ainda sem inspiração.

Que fazer? Nada(r).

A verdade é que as férias são, para mim, antónimo de inspiração. Só me apetece fazer tudo o que não faço durante o resto do ano:
1. Beber cerveja a granel (sempre com tremoços);
2. Deixar de ir à Internet;
3. Trabalhar.

A primeira faço sempre que o corpo está disponível. A segunda já desisti de tentar fazer. A terceira, sigo aquele ditado alentejano: "Mais vale uma mão inchada, do que uma enxada na mão".

Conclusão: para não vos fazer perder a vir aqui ler posts desinspirados, prometo que amanhã me esforço e faço um texto de jeito (vou já começar a pensar nele).

P.S. Existiria uma 4.ª coisa que eu não faço durante o ano, que é correr nu pela praia durante a noite, mas o caminho para a praia aqui é muito íngreme, razão pela qual não arrisco.


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agosto 08, 2005

I don't like mondays!

Tell me why I don't like Mondays (várias vezes), I want to shoot the whole day down.

in I don't like Mondays, Boomtown Rats

Pois, até de férias as segundas são o pior dia da semana. Parece que andei a comer coisas que o meu colestrol alto e os problemas crónicos de digestão me aconselhariam a evitar. O meu médico bem me disse que eu era 20 anos mais velho que a minha idade real, mas eu pensei que ele se estava a referir aos cabelos brancos e à rica actividade cerebral. Pelos vistos, era mesmo do corpo (o tal que paga, quando a cabeça não tem juizo).

Eu até já estava espantado, depois de um começo atribulado as férias até estavam a correr bem. Mas já tenho um remédio irlandês (começa por J, termina em n, e tem ameso no meio) que ajuda a curar isto (receita caseira).

Glu! Glu! Glu!

Onde é que é msemo o btoão paar pulbicar itso? É o cro de larnaja, mas qaul dso 3? Vuo tnetar o do mieo!


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agosto 07, 2005

Post de Domingo

Domingo...

(suspiro)

Bonito sol lá fora...

(espreguiçando)

Pois é, é Domingo...

(bocejando)

O Benfica perdeu 2-0 e jogou mal...

(palavrões)

Bem, hoje não estou muito inspirado, volto amanhã...

(cerveja e tremoços)


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agosto 06, 2005

60 e 10000

Hoje é um dia de números. Há dois dias solicitei a colaboração de todos para que o meu antigo blog Ensino Superior em crise atingisse as 10000 visitas, o que aconteceu ontem. Queria chamar a atenção para o facto de haver muitos blogs parados que ainda têm textos disponíveis e que continuam a ter algumas visitas. Quem procurar "ensino superior" num motor de busca pode ir lá parar, e ler textos que podem ter interesse, dado que se mantêm actuais. É uma das muitas coisas que os blogs têm de bom, mesmo depois de "abandonados" pelos autores.

Mas hoje o número que mais me interessa não é este, mas sim os 60 anos do lançamento da primeira bomba atómica, sobre a cidade japonesa de Hiroxima. Estima-se que terão morrido, imediatamente, entre 80000 a 100000 pessoas, mais 60000 até ao fim daquele ano (números do jornal Público).

Hiroxima ficará sempre ligada a um dos momentos mais negros da humanidade. Ainda hoje se discute sobre a necessidade do seu lançamento e a sua inevitabilidade. Terão sido poupadas vidas? Talvez. Mas será que as pessoas que estavam naquela cidade, naquele preciso momento, mereciam morrer?

Pensava-se, nesse momento, que o facto de ter uma bomba atómica nas mãos certas (que significava Estados Unidos da América) seria um factor dissuasor de outras tentativas de domínio do mundo. Mas não. As ameaças vêm de todos os lados. E já não é unânime que ter os Estados Unidos da América a controlar o mundo é uma garantia de segurança. Ainda para mais quando o seu presidente mostra incapacidade para ser uma pessoa com visão estratégica. Quando o ouvi sugerir que se devia ensinar o criacionismo juntamente com a teoria da evolução senti um arrepio na espinha. Será que depois de uma guerra a favor da tolerância, vamos ser arrastados para uma nova cruzada?

Eu sei, estou a exagerar, ninguém vai ligar ao que ele diz... Mas também ninguém acreditava que ele fosse reeleito... God bless America!


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agosto 05, 2005

Post relâmpago

Hoje estou mesmo limitado em termos de tempo. Vim só cá dizer olá e que volto amanhã. Com o tempo apercebi-me que muitas vezes vale a pena ganhar (e não perder) 5 minutos, só para dizer olá.

OLÁ!


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agosto 04, 2005

Ajudem um blog moribundo!

O meu velhinho blog "Ensino Superior em crise" está a um passo de fazer história. Quando o deixei, abandonado, ainda não tinha chegado às 9000 visitas. Agora, enquanto escrevo este texto, está a apenas 50 visitas de atingir as 10000 (ver contador no fundo do mesmo). Por isso, venho pedir aos meus leitores que carreguem aqui, de modo a que possa finalmente festejar condignamente as suas 10.000 visitas.
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agosto 03, 2005

Post interactivo - desafio de férias

Aproveito estas férias para lançar um desafio. Provérbios tradicionais, reescritos para o âmbito dos blogs. Podem dar as sugestões que quiserem na caixa de comentários. Amanhã, por esta hora, venho cá buscar todos e anexá-los a este post.

Deixo já aqui as minhas sugestões:

Quando bloga um português, blogam logo dois ou três.
Enquanto o blog vai e vem, folgam-se os dedos.
A blog dado não se olha o template.

Fico a aguardar as vossas sugestões. Até amanhã.

Adenda
Os provérbios dos leitores:

Post a post enche o blogger o sitemeter.
Quem bloga sempre alcança.
Vale mais um post no blog, que duas no soutien.
Ao blog e ao blogger põe Deus a mão... no template.
Por Alfredo Caiano Silvestre, Santa Cita.

Enquanto a inspiração vai e vem, folga o blogger.
Por MJMatos, Que Universidade?

Cada blog no seu galho.
Por Saltapocinhas, Fábulas.

Os comentadores ladram, mas o blog passa.
Por karla, Chez Maria.

Quem tem tempo bloga que o blogar está barato.
A blog e a feriado, vai sem seres convidado.
Os comentários são como as cerejas.
O blog proibido é o mais apetecido.
O blog do meu vizinho é sempre melhorzinho.
Nem sempre dormir, nem sempre blogar.
Comentário mole em caixa dura, tanto maça até que fura.
A ignorância de blogar não desculpa a ninguém.
A morte não escolhe blogues.
Antes que blogues, vê o que fazes.
Quem tem blog de vidro, não atira comentários.
A ocasião faz o comentariozão.
Por maria arvore, Chez Maria.

blogs criados, trabalhos dobrados .
Por lyra, A barca de lyra.

Este post interactivo está óptimo, muito obrigado. Acho que o vou deixar em permanência durante uns tempos. Continuem, estou a gostar...


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agosto 02, 2005

Um fim de semana atribulado

Já li alguns protestos, até pensei que fossem mais. Passo a explicar o que se tem passado.

Como sabem, tenho estado com gripe. Que a mim costuma afectar seriamente a vista. Sábado mal podia abrir os olhos, em especial o direito. Isto tinha de me acontecer logo quando já tinha tudo preparado para vir de férias.

Domingo, como já estava previsto, fui para Lisboa. Como a minha mulher estava cansada e eu já estava um pouco melhor, conduzi eu. É claro que, o meu olho direito estava mau, conduzi só com o esquerdo. Descobri que a diferença não é grande, excepto durante as ultrapassagens, onde tinha de virar levemente a cabeça para a direita para verificar que já podia voltar à minha via. Mas, heroicamente, conzudi toda a viagem.

O local onde ia ficar era suposto ter acesso à Internet sem fios, pelo que esperava poder fazer lá um post no domingo. Quando cheguei, descobri que o acesso era só no lobby, com um acesso Vodafone, que me ficava por 5 euros à hora (nesta parte do texto estavam alguns palavrões que foram retirados pelo autor antes de publicar o mesmo). Como a viagem me deixara de rastos, acabei por ficar no quarto a descansar a maior parte do tempo. Na realidade, o colchão e a almofada eram de tal ordem que, para além da gripe, tive direito a um torcicolo extra.

Segunda-feira de manhã, passei pelo meu trabalho para tratar de alguns assuntos (para quem não sabe, eu trabalho na delegação do Porto da Universidade Aberta, cuja sede é em Lisboa, na Rua da Escola Politécnica). As pessoas que já não me viam há algum tempo devem ter pensado: coitado, como está acabado, como as pessoas envelhecem num ano...

Depois disto, segui em direcção ao meu destino (sim, todos temos um!): o Algarve. Se a viagem Porto-Lisboa só com um olho aberto foi uma aventura, a viagem Lisboa-Algarve, só com um olho aberto e um torcicolo foi ainda melhor. Agora, sempre que fazia uma ultrapassagem, tinha de virar o tronco para a direita para verificar que já podia voltar à minha via.

Mas enfim, cheguei ainda a tempo de dar um mergulho (que teria dado, caso não estivesse gripado e torcicolado). O apartamento é óptimo, o melhor onde alguma vez estive. Descobri que por cima de nós temos quatro jovens espanholas, que estão "de vacaciones" sozinhas. Logo naquele dia, uma delas foi-nos bater à porta e perguntou se falava espanhol. Eu, graças aos treinos com o Dani, pude dizer que sim, muito convictamente. Felizmente, aquilo que pretendia era fácil de perceber: aceite. Ainda bem que o problema não era com o rádio, pois se fosse pedir pilhas em espanhol poderia ter havido um incidente diplomático. Pelo sapateado que fizeram durante a noite, suponho que sejam de Sevilha. E antes que comecem a pedir, eu não dou a morada (pelo menos, gratuitamente).

Posto isto, hoje de manhã resolvi pesquisar o que havia à volta. Dei 20 passos para a esquerda e encontrei este posto de acesso à Internet, de onde estou a escrever este texto no meu portátil. Nunca pensei que numa terra com nome de antiga novela da TVI fosse tão fácil encontrar um acesso à Internet. Estou maravilhado. E ainda por cima, a apenas 1,5 euros por hora.

Assim, vou poder vir aqui regularmente e continuar a escrever alguns textos. Durante o mês de Agosto, o "6 em 1 & algo +" vai funcionar em versão light. Vou passar por aqui quase todos os dias e escrever, nem que seja apenas para contar alguma história do dia ou até só para responder a comentários. Um dia ou outro sou capaz de não vir cá, mas penso que ninguém se chateia se eu der um salto à feira da marisco de Olhão ou se for passar um dia com a minha filha ao Zoo Marine.

E agora, me vou, que o sol brilha lá fora, não é hora para estar aqui metido...


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julho 30, 2005

Gripes nesta época são lixadas!

Principalmente quando me preparava para ir amanhã de férias... Sopas e descanso (sim, porque supositórios nem pensar), talvez ainda venha cá escrever alguma coisa mais logo...
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julho 29, 2005

O silêncio...

...é de ouro!

(quero com isto dizer que se por acaso acabei de ganhar o Euro Milhões, ninguém vai saber)


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julho 28, 2005

Comforting sounds

Quando coloquei aqui esta canção dos Mew, Comforting sounds, estava longe de imaginar como seria "ouvir" de novo os sons reconfortantes dos meus leitores, na minha própria casa.

Se acham que abri o meu blog para relançar qualquer polémica, estejam descansados. Para mim, "aquilo" já é passado. O que interessa é o futuro, sempre...


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Reabrindo o tasco...

Estou a começar a limpar as teias de aranha e o pó. Não deve demorar muito...
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julho 16, 2005

Mudando a música

Esta música, em especial a parte final, é um espectáculo. Espero que gostem...
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julho 03, 2005

Mantendo a luz acesa...

Está resolvido. Em Setembro isto vai ser reactivado, com novidades. Em Agosto vou estar de férias. Entretanto, em Julho vou mantendo a luz do blog acesa, até porque, como diz a nova música deste blog, há uma luz que nunca se apaga.
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junho 21, 2005

Solução do desafio

Título: Mna Na h'Eireann

Intérprete: Kate Bush

Álbum: Common Ground - Voices of modern Irish music (vários artistas)

Letra:

Ta bean in Eirinn a phronnfadh sead damh is mo shaith le n-ol
Is ta bean in Eireann is ba bhinne leithe mo rafla ceoil
No seinm thead; ata bean in Eirinn is niorbh fhearr lei beo
Mise ag leimnigh no leagtha i gcre is mo tharr faoi fhod

Ta bean in Eirinn a bheadh ag ead liom mur bhfaighfinn ach pog
O/ bhean ar aonach, nach ait an sceala, is mo dhaimh fein leo;
Ta bean ab fhearr liom no cath is cead dhiobh nach bhfagham go deo
Is ta cailin speiriuil ag fear gan Bhearla, dubhghranna croin.

Ta bean a dearfadh da siulann leithe go bhfaighinn an t-or,
Is ta bean 'na leine is is fearr a mein no na tainte bo
Le bean a bhuairfeadh Baile an Mhaoir is clar Thir Eoghain,
Is ni fhaicim leigheas ar mo ghalar fein ach scaird a dh'ol.


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junho 20, 2005

Um desafio!

Nome e intérprete da nova música?
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junho 10, 2005

Dia de Portugal, de Camões, das Comunidades Portuguesas e de mais uma suspensão da suspensão...

Vim cá para dizer que tenho andado com problemas na minha ligação à Internet, aparentemente já resolvidos...

Assim, aproveitei para:
- mudar a música - espero que gostem;
- avisar quem não sabe que decorre no afixe uma blogonovela da minha autoria;
- que quem quiser acompanhar os meus textos no afixe, pode faze-lo carregando aqui.

Até um dia destes. Prometo que venho responder aos comentários com mais frequência, assim me permita a minha ligação...


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junho 01, 2005

E porque hoje é dia da criança...

...suspende-se a suspensão mais uma vez, para mandar um beijinho a todas as crianças, em especial à minha filha, uma menina d'oiro!
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maio 27, 2005

Mais uma pequena suspensão da suspensão...

...só para avisar que a música mudou, caso tenham desligado o som por estar fartos de ouvir a anterior...
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maio 24, 2005

10.000 visitas

10.000 visitas é um marco, especialmente quando um blog está suspenso, o que significa que vocês têm passado por cá, apesar de eu não escrever. Por isso mesmo, não podia deixar de suspender momentaneamente a suspensão, para vir assinalar esse facto.

Muito obrigado!


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maio 22, 2005

A gente encontra-se por aí...

Deixo-vos, por alguns dias, a música que procurava, uma música do meu passado...

Deixo-vos,
para sempre,
um abraço de amizade,
pois esta continua para além dos blogs...

De vez em quando vou andar ali pelo afixe, a escrever umas coisas, até eles se encherem de mim...

De vez em quando vou passar por alguns blogs e deixar as minhas pegadas...

De vez em quando vou ter vontade de voltar e talvez um dia não resista...

Até lá, fiquem bem...


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maio 21, 2005

17.ª semana, 7.º dia - o dia do descanso
recordando...

Malta, La Valletta   Posted by Hello
Foto publicada em http://forum.eurodesk.org/
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recibido el testigo - corrente internacional

O Dani, do blog Historias de Dani, é uma das minhas recentes descobertas. Um espanhol de Sevilha, que gosta de Portugal e do Benfica, e que escreve num português excelente. Razões mais do que suficientes para responder com seriedade ao questionário que me mandou.

Tamaño total de los archivos de música en mi ordenador?
Tamanho total dos arquivos no meu computador?

Pouco menos de 1GB, num total de 85 canções.

Último disco que me compré:
Último disco que comprei:

Let's make this precious - The best of Dexys Midnight Runners.

Canción que estoy escuchando ahora:
Canção que estou a escutar agora

Atmosphere - Joy Division

- 5 canciones que escucho un montón o que tienen algun significado para mí:
5 canções que ouço frequentemente ou que têm algum significado para mim

Actualmente, varia muito, dependendo do estado de espírito...

Comforting Sounds - Mew
Passenger - Iggy Pop
Plainsong - The Cure
Romeo and Juliet - Dire Straits
Wish you were here - Pink Floyd

Y como no quiero ser menos que mi predecesor, aquí lanzo el testigo a otros 5 bloggers:
E como não quero ser menos do que o meu predecessor, aqui lanço o testemunho a outros cinco bloggers:

Bin, A Mega Fauna (e outros)
Hipatia, Voz em Fuga
João Pedro da Costa, As Ruínas Circulares e afixe
Lyra, A barca de Lyra
Noite, Ad tempus

Razões para a escolha:
Bin e Noite, por causa das vivências africana e asiática (afinal, o desafio é internacional).
Hipatia e Lyra, porque me ajudaram na escolha e colocação das primeiras músicas no meu blog.
Ao João Pedro da Costa, porque adora música e detesta responder a estes questionários...


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Quem me arranja esta canção???

Na mesma edição do Rock Rendez-Vous em que participaram os Sitiados, com a canção Noite, mais conhecida pela versão dos Resistência, e os Quinta do Bill, com uma canção de que não me recordo o nome, um grupo chamado Ecos da Cave cantava uma canção que nunca esqueci, apesar de já não a ouvir há uns 15 anos.

Por isso, se alguém tem esta canção, nem que seja em cassete, por favor, entre em contacto comigo. Deixo aqui a letra da canção (não sei se é exactamente esta, já lá vão alguns anos) para ajudar.

Desejo - Ecos da Cave

Dia de chuva,
A praia deserta,
A brisa do mar,
Fico quente contigo.
E a água salgada,
Que bebi do teu corpo,
Embriagou-me,
Embriagou-me...
Talvez tu estejas
Em qualquer lado,
E a pensar em mim...
Talvez até estejas no teu quarto,
E me desejes aí,
E me desejes aí,
E me desejes aí...


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maio 20, 2005

Dias duros...

Hoje foi um dia duro, como não devem ser as sextas-feiras... É um daqueles dias que terminam comigo cansado, exausto, desiludido com algumas coisas que me aconteceram.

Estou sem vontade de fazer nada, a não ser vir lamentar-me para o blog. Costumo ser bem humorado, mas tenho direito aos meus minutos de mau humor e que os mesmo fiquem registados para a posteridade.

Por isso, vão ver outros blogs e voltem dentro de alguns minutos, quando isto estiver melhor...


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17.ª semana, 6.º dia - o blog convidado da semana

Hoje convidei um multi-blogger, que consegue manter vários blogs com interesse. Embora goste d'A grande fauna, das Imagens de Marrocos e do seu tributo, agora um pouco desactualizado, ao músico/cantor do Mali, Ali Farka Touré, é n'A Mega Fauna que eu mais me revejo. É neste ambiente de África que o bin_tex, bin para os amigos, me proporciona momentos de beleza infinita.

Eu nasci em África, em Angola, mas como vim de lá antes de completar dois anos, pouco me lembro. O bin consegue transmitir a beleza deste grande continente, aumentando em mim o desejo de o conhecer. Em particular, a sua série de textos "Já Sonho com Ngorongoro" (em colaboração com o blog Divas & Contrabaixos) e as belas fotografias que vão povoando o blog, são um postal ilustrado, a convidar-nos a explorar África. É um dos meus blogs obrigatórios, está tudo dito.

Obrigado, bin, por trazeres um pouco da magia do teu blog para o meu.

Seres Primitivos

Lago Ubari, Líbia  Posted by Hello

Foto de Marchat Loia

Amor
podiamos perdermo-nos
aqui neste oásis
e banharmo-nos
todos nús
como os seres primitivos
naquele lago
por entre as palmeiras
e depois rebolarmos pela areia
sentir o cheiro dela
a sua suavidade
ficar com ela colada ao corpo
aquela areia laranja amor

sentirmos bem juntinhos a brisa
da tarde
e dormirmos ali
enrolados na areia em nós
e em nós e em nós

gosto muito de ti amor

Bin


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maio 19, 2005

17.ª semana, 5.º dia - o poema da semana

Cinco sentidos - os sabores

Sabores amargos,
De amores vagos.
Sonhos que o tempo destruiu,
Sentimento interior que ruiu.

Sabores doces de mel,
De amor escrito na pele.
Sonhos que o tempo guardou,
Sentimento que ninguém apagou.

Sabor teu, intenso,
De amor forte, imenso,
Sonhos que o tempo carrega,
Sentimento que a alma não nega.


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Love will tear us apart

A Hipatia, lembrou no seu blog, Voz em Fuga, os 25 anos da morte de Ian Curtis, dos Joy Division.

Eu estava para colocar aqui a música Atmosphere, mas depois da homenagem que a Hipatia lhe fez, preferi colocar a actual. Espero que gostem.

Adenda:

Entretanto, a Hipatia teve a amabilidade de enviar a letra da canção (obrigado):

When the routine bites hard
and ambitions are low
And the resentment rides high
but emotions won't grow
And we're changing our ways,
taking different roads
Then love, love will tear us apart again

Why is the bedroom so cold
Turned away on your side?
Is my timing that flawed,
our respect run so dry?
Yet there's still this appeal
That we've kept through
our lives
Love, love will tear us apart again

Do you cry out in your sleep
All my failings expose?
Get a taste in my mouth
As desperation takes hold
Is it something so good
Just can't function no more?
When love, love will tear us apart again


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17.ª semana, 4.º dia - o conceito invertido interactivo da semana
Resultados finais

E assim, já temos os vencedores do conceito invertido interactivo da semana. Hoje com poucos votos, dado que os sportinguistas hoje não blogam e os benfiquistas e portistas já só pensam no fim do campeonato.

Assim, os vencedores são:

Melhor canção dos Pink Floyd Wish you were here Melhor canção do David Bowie Absolute Beginners
Para a semana há mais...
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maio 18, 2005

Ora bolas!!!

Logo hoje que eu torci pelo Sporting...

Por muito benfiquista que seja, hoje fiquei sinceramente triste com o resultado do Sporting. Foi pena, tiveram algum azar ao falhar o empate e sofrer um golo na resposta.

Parece que estamos condenados a ser vice-campeões, a provar que não há duas (Europeu 2004 e Mundial de Futebol de Praia 2005) sem três...


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17.ª semana, 4.º dia - o conceito invertido interactivo da semana

Na semana passada, foram escolhidos o melhor grupo musical, os Pink Floyd, e o melhor cantor individual, tendo ganho, ex-aequo, o Zeca Afonso e o David Bowie. Hoje queria saber qual a melhor canção dos vencedores. Como em relação ao Zeca Afonso já houve um conceito invertido interactivo, tendo ganho a canção Menino d'Oiro, o conceito invertido interactivo desta semana vai ser novamente duplo.

Devo dizer que foi uma tarefa dura escolher apenas 6. Estas não são exactamente as minhas 6 favoritas, mas evitei escolher mais do que duas músicas do mesmo álbum e tentei abranger uma grande parte da carreira de cada um, em vez de me centrar na parte que gostei mais. As canções são apresentadas por ordem alfabética.

A melhor canção dos Pink Floyd

Nobody home
Run like hell
Shine on you crazy diamond
The final cut
Time
Wish you were here

A melhor canção do David Bowie

Absolute Beginners
China Girl
Heroes
Let's dance
Life on Mars
Space Oditty

Está aberta a votação, na caixa de comentários, até às 16 horas de amanhã. Já sabem, um voto por pessoa, não vale repetir ou votar em mais do que um, os animais não podem votar, etc...


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maio 17, 2005

17.ª semana, 3.º dia - a história da semana

Oração

Meu Deus,
Desculpa se me dirijo directamente a Ti,
em vez de pedir a um santo para interceder por mim,
mas penso que este assunto diz respeito apenas a Ti e a mim.
Toda a minha vida Te fui temente,
toda a minha vida foi regrada pelos Teus ensinamentos,
toda a minha vida Te venerei e Te amei.
Ensinaste-me a amar o próximo como a mim mesma,
e eu amei, amei mais do que a mim mesma.
Segui todos os Teus ensinamentos, sem excepção.
pequei, como qualquer pecadora,
mas sempre me arrependi sinceramente dos meus pecados,
e por eles Te pedi perdão.
Todos os Domingos, sem excepção,
assisti à Santa Missa,
com devoção,
algumas vezes com sacrifício,
como as vezes em que doente abandonei o calor da minha cama.
Todas as noites rezei a Tua oração,
pedi sempre para os outros,
nada para mim.
Quando encontrei o homem da minha vida,
só aceitei casar com ele quando soube que acreditava em Ti,
como eu ainda acredito.
Casamos,
tivemos o nosso filho,
e eu acreditei que era a mulher mais feliz do mundo,
e que Tu abençoavas a nossa felicidade.
Então, porquê?
Porque me levaste essa felicidade de forma tão cruel?
Levaste de mim o filho e o homem que eu amava...
Aprendi toda a vida que era essa a Tua vontade,
que não devo questionar os Teus desígnios,
mas não consigo compreender.
É um castigo?
É um teste à minha fé?
É uma forma de me dizeres que a verdadeira felicidade não é a terrena?
E como vou explicar ao filho que trago no ventre,
que vai viver sem pai,
que perdeu um irmão mais velho,
que apesar de tudo,
deve acreditar em Ti,
que isso aconteceu por Tua vontade,
e que Tu nos amas?
Ajuda-me,
nesta hora difícil,
a não perder a minha fé,
porque se perder a fé em Ti,
não sei se encontro motivos para continuar a ser feliz.
Perdoa-me por, de alguma forma, questionar a Tua vontade,
mas eu não passo de uma pecadora,
e a Ti confesso as minhas fraquezas.
Peço-Te,
por fim,
se não for pedir demais,
que protejas este filho que vai nascer,
e se alguém tiveres de levar para junto de Ti,
que esse alguém seja eu,
tua humilde serva.


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I am a Passenger, and I ride and I ride

Depois de ontem publicar parte da letra da canção Passenger, do Iggy Pop, hoje podem ouvir a músic no blog (se não quiserem, é só desligar ali na coluna do lado direito).

Sim, porque a Lyra, quando promete, cumpre...


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maio 16, 2005

17.ª semana, 2.º dia - a anedota da semana

Coisas da idade dedicado a alguém que entrou na casa dos 40 recentemente

Um homem vai ao médico fazer um check-up. O médico dá-lhe os parabéns:
- Excelentes resultados para uma pessoa com 40 anos.
- Deve ter havido algum engano, eu tenho 60.
O médico, incrédulo:
- 60 anos? Com esse aspecto. Com que idade morreu o seu pai?
- Ainda não morreu, tem 80 anos e ainda corre todos os dias 20 quilómetros a pé.
- E o seu avô, ainda é vivo?
- Sim, tem 100 anos, e costuma acompanhar o meu pai nas corridas, há mais de 90 anos que fazem isso...
- Espantoso. Já agora, com que idade morreu o seu bisavô?
- Quem disse que ele morreu? Tem 120 anos e vai casar para a semana...
- Casar? Com 120 anos? Para que é que ele quer casar com 120 anos?
- Bem, ele não queria, mas engravidou a namorada...


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Encanecer - contributo da LN

A LN, do blog Conversamos?!, tem um dos blogs mais simples e aberto que conheço. Ao mesmo tempo é um dos blogs mais inteligentes, capaz de nos mostrar que o conhecimento pode ser colocado de forma simples e acessível, e cativar as mentes mais cépticas.

Isso mesmo pode ser visto neste excelente texto com que respondeu ao meu desafio. Leiam, vale a pena...

Graying

Passei por lá
http://6em1.blogspot.com/2005/05/encanecer-desafio-aos-leitores.html
Vi o desafio...
Encanecer, pensei?! Credo... porque é que ele gostou deste nome?
A ideia de criar cãs, tornar grisalho, ter cabelos brancos, veste-se com outras roupagens. Como grisalhar, já que grisalho se diz do cabelo encanecido.

(Resto do texto)


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Passenger

I am the passenger And I ride and I ride I ride through the city.s backside I see the stars come out of the sky Yeah, they.re bright in a hollow sky You know it looks so good tonight I am the passenger I stay under glass I look through my window so bright I see the stars come out tonight I see the bright and hollow sky Over the city.s a rip in the sky And everything looks good tonight

excerto de Passenger, Iggy Pop
(retirado daqui)


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maio 15, 2005

17.ª semana, 1.º dia - os acontecimentos da semana

Acontecimento 1 - O abate de sobreiros

Quatro dias antes das últimas eleições legislativas, quando já se sabia que as eleições estavam perdidas, foi assinado um despacho, pelos Ministros do Ambiente, do Turismo e da Agricultura, que autorizava o abate de 2.605 sobreiros, por se considerar de imprescindível utilidade pública a construção no local de um projecto de desenvolvimento turístico, da Portucale (Grupo Espírito Santo).

Foram agora constituídos arguidos Nobre Guedes e Abel Pinheiro, por tráfico de influências. Como, para todos os efeitos, eles são presumivelmente inocentes, só me resta esperar que tudo seja esclarecido rapidamente e congratular-me pelo facto de o referido despacho já ter sido revogado.

Acontecimento 2 - Benfica x Sporting

Um clássico é sempre um clássico. Num clássico nunca se sabe quem ganha. Há festa, há emoção. De preferência, também deve haver golos.

A diferença entre este clássico e o do ano passado de Alvalade, na penúltima jornada, é que no ano passado lutava-se pelo segundo lugar, este ano a luta era pelo título. E este ano a luta é até à última jornada. Só o resultado foi o mesmo, a favorecer o Benfica.

Acontecimento 3 - um charro no Dubai

Ivo Ferreira, foi preso no Dubai por fumar haxixe. Independentemente do julgamento que cada um pode fazer sobre este acto, pareceu infinito o tempo de reacção do governo português, tendo em conta que as leis dos Emiratos Árabes Unidos são bastante duras em relação a este "crime".

E já sabe, se for ao Dubai, afaste-se do haxixe...


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Romeo and Juliet

Juliet, when we made love you used to cry, You said "I love you like the stars above, I'll love you till I die". There's a place for us, You know the movie song: "When you gonna realize it was just that the time was wrong?" Juliet...

excerto de Romeo and Juliet, Dire Straits


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maio 14, 2005

Lenga-lenga de miúdo

Lagarto pintado, Quem te pintou? Foi uma velha, Que aqui passou. No tempo da eira, Fazia poeira, Puxa lagarto Por esta orelha!
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16.ª semana, 7.º dia - o dia do descanso
depois do apito final, claro...
e para a semana a decisão é no Porto...

Estádio do Bessa Posted by Hello
Estádio do Dragão Posted by Hello
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maio 13, 2005

Encanecer - contributo do Miguel Pinto

O Miguel Pinto, do blog outrOOlhar, aceitou o meu desafio para escrever sobre o tema "Encanecer". Aconselho todos a ler não só este texto mas também a explorar o blog do Miguel, onde um dos temas principais é a educação, tema capaz de encanecer qualquer pessoa...

Encanecendo

O tempo é fenomenológico. E como diferem os sentidos subjectivos do tempo.
E se juntarmos ao tempo um corpo fenomenológico? O que é que vemos? Um tempo corporal. Vemos um corpo vivido!

(Resto do texto)


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