janeiro 24, 2006

Metamorfose, n.º 20 de 20 ou O fim

There's no words to say, no words to convey,
This feeling inside I have for you, deep in my heart,
Safe from the guards of intellect and reason,
Leaving me at a loss for words to express my feelings,
Deep in my heart.
Look at me losing control,
Thinking I had a hold,
But with feelings this strong,
I'm no longer the master of my emotions


For You
Tracy Chapman

As palavras da música que aqui fica resumem o que sinto.
Gostei muito de vos ter cá, neste pequeno tasco.
Há escolhas que fazemos na vida que são necessárias, pois o tempo corre sem piedade.
A partir de agora, podem continuar a ler-me no
ante et post

ADENDA: e também aqui.



janeiro 23, 2006

Um ano de 6 em 1 & algo +

moet_chandon.jpg
Foto daqui

Faz, no preciso momento em que este post é publicado, um ano que foi publicado o primeiro post deste blog. 423 posts e 5596 (1341 + 4255) comentários depois, cá estamos para a festa.

Sirvam-se à vontade, há mais no frigorífico.

À VIDA!



Metamorfose, n.º 19 de 20

E assim se chega ao dia de hoje, o dia do 1.º aniversário.

1ano.jpg
Foto daqui.




Metamorfose, n.º 18 de 20

Passei assim a escrever, novamente, em dois blogs. Mas, a 5 de Novembro o meu portátil resolveu pifar, e fiquei quase sem tempo para escrever. Pois é, quando tudo parecia correr bem, acontece uma desgraça destas...

O facto é que dei primazia ao novo blog, dado que era um projecto recém-nascido. Neste blog fui colocando algumas fotos sobre as minhas reparações informáticas. Mas achei que o blog estava em profunda decadência. Daí ter escrito um post onde me questionava se valeria a pena continuar com o blog. Questionei-me outra vez no dia 16 de Dezembro.

E desde então não mais parei de me questionar.

Mas isso não fez com que parasse de manter o blog vivo.

No dia 23 de Dezembro, o blog passou a chamar-se, momentaneamente, HO! HO! HO!, e ofereceu presentes virtuais.

No dia 30 de Dezembro, mudou novamente de nome, para "Mestre Egroj Siarom - Previsões para 2006", na sequência deste post.

Finalmente, com a passagem do ano, o nome mudou novamente para (Dois mil e) 6 em 1 & algo +.

Hoje, depois deste post, o blog retorna ao nome que ostentou durante a maior parte da sua existência, 6 em 1 & algo +.



Metamorfose, n.º 17 de 20

Enquanto preparava os pormenores do ante et post, fui dando música aos leitores, repondo músicas que já tinham passado pelo blog, e avisando que algo estava para acontecer. Até que, no dia 23 de Outubro, o novo blog foi anunciado.

Devo dizer que é um blog do qual muito me orgulho. Acho que estamos a fazer um excelente trabalho, modéstia à parte, e os meus colegas de blog são muito talentosos. Faz hoje 3 meses, e acho que já adquiriu uma dinâmica muito boa.



Metamorfose, n.º 16 de 20

Entretanto, decidi mudar para da blogspot para a weblog, no dia 13 de Outubro. Mantive o link antigo, 6em1.blogspot.com, porque ainda lá permanecem todos os comentários feitos. Foi impossível fazer a migração dos mesmos, o que é uma pena, mas desta forma podem ainda ir lá e lê-los.

As razões que me levaram a mudar para a weblog foram essencialmente duas:
1. As possibilidades de colocar fotografias directamente no servidor e de agrupar os posts por categorias.
2. Um novo projecto que já tinha em mão: o ante et post.



Metamorfose, n.º 15 de 20

No dia 14 de Setembro, escrevi um post sobre o tema Saudade. No meio dos comentários, o Dani referiu que tinha falado sobre esse tema num post do seu blog. Foi este o mote para mais um desafio.

Foi mais um daqueles momentos que valeu a pena e um dos períodos melhores deste blog, na minha opinião. Os contributos dos leitores foram muitos e excelentes, estendendo-se até ao dia 21.

No dia 23 de Setembro, lancei um desafio novo, consistindo numa cadeia de frases. Eu colocava a frase inicial e cada pessoa podia colocar uma frase nova que tinha de começar pela última palavra da frase anterior. No dia 28 de Setembro seria escrita última frase, e o excelente resultado final pode ser visto aqui.

Considero que este foi o ponto alto do blog. Depois disso, já se sabe, vem a decadência...



Metamorfose, n.º 14 de 20

Quando voltei, o blog não retomou o seu funcionamento anterior, de escrever sobre um tema fixo em cada dia da semana. Passou a ser um blog pessoal onde eu ia escrevendo o que me apetecia cada dia. A fórmula que estivera na génese do 6 em 1 tinha acabado de vez. Por isso, cheguei a equacionar uma mudança de nome (que não aconteceu, por algumas opiniões contrárias).

Fui escrevendo o que me apetecia. Assim se passou o mês de Agosto.

Em Setembro tentei definir uma linha editorial, que acabei por nunca cumprir. Houve algumas novidades nesta fase, nomeadamente os calendários, a hora irrepetível, um post que só existia durante uma hora, e A vida irritantemente simples de Zeca Lado.

Até que, a meio de Setembro, novo desafio teve lugar.



Metamorfose, n.º 13 de 20

Como eu já disse, considerava que tinha uma dívida para com o afixe. Mas, ainda em Julho, já tinha concluído que depois de saldada a dívida, deveria voltar para este blog. Por isso mesmo, ainda no dia 3 de Julho, tinha vindo anunciar que o blog voltaria a ser reactivado em Setembro. Quis a sequência de acontecimentos que este regresso fosse antecipado para o dia 28 de Julho.

Foi importante ter reaberto nesta altura, pois recebi muitas mensagens de apoio e incentivo. E como tal não fui capaz de parar de postar durante as minhas férias, fazendo posts quase todos os dias. Enfim, coisas de viciados...



Metamorfose, n.º 12 de 20

Durante dois meses, o afixe foi o centro das minhas atenções. Por outro lado, a minha vida pessoal estava numa fase de grande trabalho. E, acreditem ou não, foi com grande esforço que me dediquei ao afixe, por achar que devia retribuir o convite que me tinha sido feito com alguma produção de posts.

Guardo desta fase do afixe aquela que considero ser o melhor contributo que dei: a blogonovela das 9 da noite, A.F.I.X.E., que teve 10 episódios, mais alguns posts laterais, que depois foi completada com um conjunto de posts entitulados "Instruções para a vida retiradas de canções portuguesas" (que inicialmente pareciam não ter ligação à blogonovela) e com uma entrevista final, entitulada "A.F.I.X.E. - o início".

O fim, não foi bonito, devido a um post de segunda que escrevi, em que me insurgia com algumas situações menos agradáveis que aconteceram e que me pareceram ter um encadeamento, uma lógica de grupo da qual sempre discordei. Devido à proximidade (uma semana antes) de um desses casos, houve, infelizmente, uma associação a esse caso.

Poderia agora estar aqui a explicar o que aconteceu. Acho que não vale a pena. Por causa desse post, acabou a minha ligação ao afixe. Quem hoje o ler e conseguir ter um distanciamento do que se passou, talvez consiga, finalmente, percebê-lo. Houve quem já o fizesse.

De qualquer forma, enquanto estive no afixe, gostei. E isso é o mais importante para mim. O testemunho da minha passagem, embora os posts individuais tenham perdido a referência, ainda permanece aqui.

Entretanto o afixe acabou, mantendo apenas o registo do passado aqui. Das suas cinzas nasceu o de vagares..., com alguns novos colaboradores e, aparentemente, sem o Monty/Rogério (este aparentemente não é inocente, há por ali um João Cúcio que me deixa desconfiado - Rogério, se és tu, diz-me, eu prometo que não digo a ninguém). Os outros colegas de então andam pelo aspirina b, Charquinho, Pópulo, Troll Urbano e Vitrolica Webb's ite (desculpem se me esqueci de alguém). Boa sorte a todos.



janeiro 22, 2006

Metamorfose, n.º 11 de 20

O Canavial era para ser um projecto mais intimista, mas ao mesmo tempo uma alternativa solitária ao afixe. A minha ideia era passar a escrever no afixe, mas queria continuar a ter um blog só meu onde pudesse escrever temas mais leves que não se adequassem ao afixe.

Para todos os efeitos, o Jorge Morais escrevia apenas para o afixe, esse passou a ser o seu único blog. O Canavial era do Zé Canas, uma outra personalidade, com alguma vida própria (embora inspirada na minha).

Mas nunca fechei este blog, apenas o suspendi, queria que a memória dos textos que cá ficaram permanecessem. E várias vezes reapareci, para ver se o pessoal ainda passava por cá, e mudar a música do blog. E assim se manteve até ao dia 28 de Julho.

Entretanto, o Canavial acabou por ser vítima da minha maior dedicação ao afixe, com quem eu achava que estava em dívida, dado que tinha escrito pouco para lá. Por isso, o Canavial foi um projecto efémero, que terminou no dia 4 de Julho.



Metamorfose, n.º 10 de 20

Se no dia 22 de Maio acabei com o blog, por me ser impossível manter a qualidade, não pude deixar de abrir um novo no dia seguinte, mas sob pseudónimo.

Queria poder escrever sem as pessoas me associarem ao meu nome. Porque esperariam de mim um determinado nível de escrita que eu não era capaz de proporcionar. Não conseguiria escrever um poema, uma história e outras coisas mais durante a semana.

Queria acima de tudo um blog que me permitisse escrever de forma mais leve. Mas não queria deixar vestígios que pudessem levar a que me identificassem. Assim, tinha o cuidado de escrever blogue em vez de blog. E nos comentários tentava não escrever da mesma forma. Além disso, para evitar que vissem o meu IP, não comentava noutros locais (e fiz disso uma espécie de mania minha). Algumas vezes, distraí-me e tentei emendar logo. Não sei se alguém chegou a desconfiar quem eu era, pelo menos ninguém me disse nada.

Cometi, talvez, um grande erro. Coloquei um link para quase todos os blogs a que fazia referência no meu. E isso fez com que me descobrissem (o que eu até queria), mas depois sentia-me mal em estar a interagir anonimamente com as mesmas pessoas e não lhes dizer quem era. Por outro lado, não queria revelar quem era, para evitar que todos tivessem expectativas maiores.

E foi assim que, a 23 de Maio, me passei a chamar também Zé Canas, criei o Canavial.



Metamorfose, n.º 9 de 20

Entretanto, a 17ª semana acabou por trazer uma novidade para este blog: a música. Tudo começou com uma música chamada Passenger, do Iggy Pop.

Infelizmente, esta seria também a última semana que o blog funcionou nos moldes descritos. Por motivos pessoais, não conseguia aguentar o ritmo alucinante a que o blog vivia.

Por isso mesmo, no início da 18.ª semana, escrevi este post.



Metamorfose, nº 8 de 20

No dia 8 de Maio, no início da 16.ª semana, escrevi um texto intitulado Encanecer. No dia seguinte, na sequência de um comentário, resolvi desafiar os meus leitores a escreverem sobre o tema.

Eu já tinha por hábito convidar pessoas para escrever no meu blog, mas o tema sempre foi livre, e acontecia apenas uma vez por semana. Neste caso, o desafio era maior, escrever sobre um tema que nem sempre é fácil, e que se prende com a passagem dos anos por nós e dos sinais exteriores dessa passagem.

O resultado desta interacção pode ser visto aqui.



janeiro 19, 2006

Post à Jorge Morais

Eugénio de Andrade é um dos meus poetas favoritos. Nasceu faz hoje 83 anos. Morreu o ano passado. Para sempre ficou a sua poesia. Como este poema sobre Portugal.



janeiro 17, 2006

Vício blogosférico - post interactivo

Não se esqueçam de ir ali, dar as vossas sugestões...



janeiro 16, 2006

30.000 visitas

30kreis.jpg
Copiado daqui.

OBRIGADO POR CONTINUAREM A VIR AQUI TANTAS VEZES!



janeiro 15, 2006

Metamorfose, n.º 7 de 20

A 13.ª semana, por questões pessoais, interrompi, pela primeira vez a sequência de temas diários. Não deixei de postar todos os dias, um pequeno post, como prova de vida, talvez como um pedido: "Não se vão embora que eu volto para a semana". E assim foi, uma semana longe, mas sempre perto.

Aproveitei para fazer uma pequena alteração, passando o tema de domingo a ser sobre os acontecimentos da semana. Comecei também a fazer, pelo menos, mais um post por dia.

Assim, se passaram a 14.ª e 15.ª semanas, sem sobressaltos. Até que, na 16.ª, aconteceu um daqueles momentos que fazem a blogosfera valer a pena.



Metamorfose, nº 6 de 20

Entretanto, e ainda antes de chegar à 12.ª semana, ocorreram dois momentos no afixe que merecem ser referenciados.

O primeiro prendeu-se com um dia em que cheguei a casa, tinha 137 e-mails e um Post à Jorge Morais, da autoria do João Pedro da Costa, cheio de comentários que indiciavam uma guerra interna no afixe.

Antes de mais, dos 137 e-mails, uns 30 eram do pessoal do afixe. E o referido post acabou por ser feito na sequência de uns e-mails. O engraçado é que o post resultou de uma brincadeira do João Pedro da Costa, mas muitas pessoas não perceberam isso e, mais tarde, chegou a ser usado como exemplo de coisas más que ocorreram no afixe.

Em primeiro lugar, sendo terça-feira, eu tinha colocado uma referência a um post que tinha feito neste blog. Na sequência de um comentário de alguém que questionava o porquê de eu fazer isso, nos e-mails entre o pessoal do afixe (nota: não vou estar aqui a revelar e-mails pessoais) levantou-se a questão e o João Pedro, com o seu humor habitual, resolveu fazer o tal post e criar uma guerra fictícia. Devo dizer que, apesar de só depois ter visto, pelos e-mails, o porquê do post, vi logo que se tratava de uma brincadeira. Mas muitos leitores não terão percebido e até associaram isso a acontecimentos posteriores.

De qualquer forma, tal acontecimento levou-me a deixar de fazer essas referências a posts do meu blog, dado que poderia haver interpretações de que me estaria a auto-promover através do afixe, até porque, infelizmente, o contrário (referência de posts do afixe neste blog) não aconteceram com a mesma frequência. Nunca foi essa a minha intenção. Mas fui-me apercebendo que muitas pessoas acabam por ter essa interpretação, por viverem de forma obsessiva os blogs. Enfim, até me apetecia continuar, pois quem não deve não teme, mas eu não estava sozinho, havia uma equipa comigo no blog.

O segundo acontecimento em destaque foi o aniversário do afixe, no dia 12 de Abril. Este e o dia anterior foram de loucos. Cheguei a equacionar a minha saída do afixe nesse dia, até porque estava com alguns problemas pessoais. Mas achei que não devia sair, até porque não tinha ainda contribuído muito para o afixe. E achei que devia isso a quem me convidou.

Nesse dia contribui com um post de aniversário e, na sequência dos comentários, com um post sobre o funcionamento de compiladores, os posts mais elaborados que tinha feito até àquela altura no afixe.



janeiro 09, 2006

Metamorfose, n.º 5 de 20

Voltando à quinta semana, achei que havia dias que não estavam a correr tão bem. Por exemplo, a sexta-feira, com o tema livre. Se tinha fleixibilizado o blog, não faria sentido ter este dia livre. Por outro lado, a frase da semana, aos domingos, não me parecia muito imaginativa. E também não me apetecia falar de política, logo a seguir às eleições legislativas.

Assim, a partir da sexta semana, as sextas-feiras passaram a ter o blog convidado da semana, onde um autor de outro blog escrevia um post para o meu blog. Ficou assim enriquecido o meu blog com os excelentes textos que me ofereceram.

Não contente, na décima semana, mudei de uma assentada dois dias. Domingo passou a ser ocupado pelo acontecimento bloguístico da semana (confesso que os domingos nunca foram um dia em que me agradasse o tema escolhido) e às quartas-feiras o incomparável conceito invertido interactivo, ou seja um "1 em 6", em que eu dava seis hipóteses, e os leitores escolhiam uma, no prazo de 24 horas.

E assim ficaram as coisas até à décima segunda semana.



M. F. A.

Pois é, o M. F. A. (Movimento Feminino do Ante et post) tomou conta do ante et post.

Assim, não me restou outra alternativa que não fosse exilar-me no meu blog e preparar a contra-revolução...



janeiro 08, 2006

Metamorfose, n.º 4 de 20

A colaboração com o afixe começou um pouco por acaso. No dia 22 de Fevereiro, publiquei um estudo sobre as eleições, comparando os resultados com o que aconteceria se o PSD e o CDS/PP concorressem coligados. Como era um estudo que chegava a conclusões curiosas, enviei a informação da publicação do post a alguns blogs, entre eles o afixe, para o caso de quererem referir.

Para espanto meu, o afixe publicou o texto na íntegra, e gerou alguma discussão. Recebi um e-mail do Monty a informar-me da publicação do texto e da polémica que tinha causado. No e-mail, agradeci e referi, por acaso, que mais polémico era o outro texto que eu tinha publicado no mesmo dia.

Como resultado, o Monty publicou uma referência, com um excerto do texto e um link para o meu blog. Como tinha referido aquele texto sem qualquer intenção de haver uma referência para ele, ao contrário do anterior, gostei desta iniciativa, que resultou no primeiro grande pico de visitas no blog. Além disso, tive alguns comentários muito elogiosos de membros do afixe, como o Sharkinho e o João Pedro da Costa. Tendo em conta que eram, e continuam a ser, dois dos mais talentosos bloggers que andam pela blogosfera, foi um grande incentivo para a continuação do blog.

Lembro-me de, na altura ter mandado ainda um e-mail a agradecer e, na brincadeira, disse que não lhe falava de mais nenhum texto, pois ainda corria o risco de ele publicar e, com três textos publicados, eu teria direito ao título de "aphixador honoris causa".

Entretanto, decorreu no afixe uma iniciativa colectiva, intitulada Cadáver Esquisito - o regresso da Baronesa, onde participei activamente. No dia 3 de Março, a pedido do Monty, eu acabei a história. No dia seguinte recebia um convite para escrever no afixe.

Gostando do ambiente que se vivia, não queria deixar o meu blog pessoal. Aceitei, mas dizendo, desde logo, que manteria o meu blog e que, nos casos em que publicasse textos vindos do meu blog, o faria colocando apenas um excerto e um link para o original. Foi-me respondido que tinha liberdade total. E a expressão "liberdade total" levou-me a aceitar imediatamente. E assim começou a minha ligação ao afixe.

Mas durante este período, outras coisas se passaram no meu blog.



janeiro 06, 2006

Metamorfose, n.º 3 de 20

No dia 8 de Fevereiro, o blog mudou de nome, facto assinalado num post intitulado Um novo rumo.
Assim, o blog Ensino Superior em crise acabou, passando a escrever os textos sobre o ensino superior também neste blog, e passei a escrever outros posts para além dos que estavam previstos para cada dia da semana. Por isso, o "6 em 1" passou a chamar-se "6 em 1 & algo +", para reflectir esse algo mais que era acrescentado ao blog.

Foi uma altura em que o blog ficou com uma estrutura mista bastante flexível, mantendo parte da filosofia que lhe estava subjacente. Por esta altura tinha alguns dos leitores que me liam no Ensino Superior em crise, e alguns que iam aparecendo e lendo, muitas vezes chamados por comentários que eu fui fazendo noutros blogs que comecei a descobrir.

Até que, no dia 22 de Fevereiro, na quinta semana, comeceu a história da minha colaboração com o afixe.



janeiro 05, 2006

Há dias assim...

...em que uma pessoa vem escrever, mas as palavras não saem.
Nesses dias, é melhor não escrever nada.
Assim, só resta esperar pelo dia de amanhã, que por acaso até é dia de reis

Olha a estrelinha do Oriente
Traz-nos luz e salvação
Ora vivam os senhores desta casa
São de nobre geração.

three-kings.jpg
Imagem daqui.



janeiro 04, 2006

Metamorfose, n.º 2 de 20

Quando comecei este blog, tinha outro activo, o Ensino Superior em crise, dedicado ao ensino superior, dada a minha ocupação como docente e antigo dirigente do SNESup - Sindicato Nacional do Ensino Superior. Era um blog demasiado fechado, e no qual não conseguia escrever com regularidade. Além disso, havia outros blogs que estavam a fazer um bom trabalho, mais consistente, nomeadamente, o Professorices (entretanto desaparecido), do Prof. João V. Costa, o Que Universidade? e o UniverCidade, para além de outros que também abordavam este tema, e com os quais acabei por co-fundar o Meta-Blog do Ensino Superior.

Queria escrever noutros registos, em poesia e prosa, ficção e realidade. Mas tinha medo de acabar por não conseguir manter o ritmo, como acontecera com o blog anterior. Então pensei em criar um blog que me obrigasse a escrever todos os dias sobre um determinado assunto. Assim, surgiu o conceito "6 em 1": de Domingo a Sexta, escrevia sobre um assunto diferente, e ao Sábado colocava apenas uma fotografia. E foi assim que surgiu o blog, inicialmente baptizado apenas como "6 em 1", cujo primeiro alojamento foi aqui.

Inicialmente, os temas semanais eram os seguintes:
- domingo, a frase da semana;
- segunda, a anedota da semana;
- terça, a história da semana;
- quarta, o comentário político da semana;
- quinta, o poema da semana;
- sexta, o tema livre da semana;
- sábado, o dia do descanso.

Esta separação estava evidente na descrição do blog, de inspiração hereticamente bíblica:
"No primeiro dia escreveu a frase da semana.
No segundo dia escreveu a anedota da semana.
No terceiro dia escreveu a história da semana.
No quarto dia escreveu o comentário político da semana.
No quinto dia escreveu o poema da semana.
No sexto dia escreveu o que bem entendeu, fosse ou não sobre a semana.
Vendo que tudo isto era bom, descansou no sétimo dia..."

Escrevia apenas um post por dia, e sobre o tema específico. E o título indicava esta forma:
x.ª semana, y.º dia - tema semanal

Assim, o primeiro post teve o seguinte título:
1.ª semana, 1.º dia - a frase da semana.

E assim começou este blog, no dia 23 de Janeiro de 2005, com este molde que me obrigava a escrever todos os dias, sobre temas diferentes, exactamente um post por dia. E este modelo durou duas semanas e três dias.



janeiro 03, 2006

Metamorfose, n.º 1 de 20

Como estudei contabilidade durante a escola secundária, desde cedo aprendi que os balanços só se fazem após o ano acabar. Por exemplo, se no Sábado me tivesse saído o totoloto, o ano teria sido muito melhor do que eu teria escrito na Sexta-feira, pelo menos do ponto de vista monetário.

Em relação a este blog, o balanço acaba por ter um aspecto... como poderei chamar... assim, parecido com... é, parece mesmo com... bem, fica aqui a imagem, para vós tirardes as vossas conclusões.

balanco2005.gif

Eu não disse? Se bem que a da esquerda é mais... Adiante!

Como sabem, um texto deve ter uma introdução, um desenvolvimento e uma conclusão. Esta é a introdução, amanhã começo a desenvolver o assunto: a metamorfose que tem afectado este blog e que ameaça permanentemente a sua própria existência.



A melhor anedota de loiras de sempre

O Luís tem razão: esta é mesmo a melhor anedota de loiras de sempre.



janeiro 02, 2006

Quem quer mais previsões para 2006?

Hoje às 23:30, o contador de visitas sitemeter registava 541 visitas, o que corresponde a um dos dias de maior movimento neste blog (cuja média varia entre as 100 e as 200 visitas diárias).

O meu primeiro pensamento foi: finalmente, descobriram este blog?

O entusiasmo foi logo embora, quando verifiquei a origem das visitas: motores de busca, pesquisando "previsões para 2006" ou "previsões 2006". Aquilo que foi um post inocente de fim de ano, teve como consequência um súbito aumento de visitas.

Assim, aproveito para avisar aqueles que venham cá ter a partir dos rankings de visitas, que tal não se deve à (falta de) qualidade do blog, mas tão somente a duas palavras: previsões e 2006. Daqui a dias, tudo voltará à normalidade, espero...



janeiro 01, 2006

Para começar o ano...

... e para compensar a maldade de ter colocado a música que coloquei ontem (ainda a podem ouvir no post abaixo, é só clicar), venho hoje colocar esta, mais apropriada para a mudança registada ontem, que durou menos de um segundo.

E como já não vos via desde o ano passado, quero dizer a todos que gosto muito de vos ter por cá, especialmente aqueles que vêm por bem. Aos que não vêm, também gosto de vos ter por cá. Um bom resto de 2006 para todos.



dezembro 31, 2005

Contagem final

Falta pouco para o ano de 2006. Queria colocar aqui uma música alusiva à passagem de ano, á contagem final para o ano novo. O melhor que encontrei foi esta. Carreguem no botão se quiserem, mas não me culpem...

Independentemente de gostarem ou não (eu confesso que eu já não consigo ouvir esta música), o que interessa é que quero desejar a todos

UM BOM ANO NOVO DE 2006

Até para o ano...



dezembro 30, 2005

Previsões para 2006

bruxo.jpg
Foto daqui.

Se estas 5 previsões falharem, fecho o blog e parto esta bola de cristal comprada na feira da Vandoma!

1. O Porto não vai ser Campeão Europeu de Futebol em 2006.
2. Portugal não vai ser o país mais rico da Europa em 2006.
3. A África do Sul não vai aderir à União Europeia em 2006.
4. O badmington não vai destronar o futebol como o desporto preferido em Portugal em 2006.
5. A blogosfera não vai terminar em 2006.

P. S. A previsão de que o Cavaco Silva ia ganhar as eleições presidenciais, e que o Mário Soares e o Manuel Alegre nunca mais se iam falar, e que o Jerónimo de Sousa e o Francisco Louçã iam ficar á frente do Garcia Pereira, eram demasiado evidentes para figurarem como previsões; de certo modo, já são dados adquiridos...

P. P. S. Isto é o que dá escrever posts depois de beber duas caipirinhas feitas em casa. É que dizia na garrafa que eram duas medidas de cachaça, mas não especificavam quanto é cada medida.

P. P. P. S. Se fizerem caipirinha em casa, façam com aguardente Pitú, é a melhor para esse efeito.

P. P. P. P. S. Se quiserem demonstrar virilidade, coloquem 3 ou 4 gotas de Tabasco na palma da mão, lambam e, imediatamente, bebam um shot de aguardente Pitú. Fiz isto uma vez numa despedida de solteiro. Sobrevivi para contar a história.

P. P. P. P. P. S. Se beber aguardente Pitú, não escreva posts.



dezembro 29, 2005

Votos para 2006

O que eu quero desejo para o novo ano é que eu todos consigam atingir os meus seus objectivos, nomeadamente, ganhar o EuroMilhões saúde, um carro novo paz e ver o Benfica ser Campeão Europeu e Portugal ser Campeão Mundial harmonia.



dezembro 28, 2005

Obrigado, Pai Natal...

... por este magnífico presente...

calice_brian.jpg

... que vou poder juntar a este que já me tinham oferecido...

sentido_vida.jpg

... e se não for pedir muito, podias mandar-me, ainda este ano, adiantado, este?

http://www.fnac.pt/produto.aspx?catalogo=dvdVhs&categoria=dvdSeriesTv&produto=733961701746

Eu sei, os presentes são só no do dia 25 de Dezembro de cada ano, e dependem do nosso comportamento nos últimos 365 ou 366 dias, mas...

O quê? Os leitores do blog juntavam-se e ofereciam-me? Epá, não tinha pensado nisso. Achas que eles topam? Eu desconfio que eles nem acreditam em ti. Mas nada como atirar o barro à parede...



dezembro 23, 2005

Peça o seu presente virtual de Natal aqui

painatal.gif
Imagem daqui.

Pois é, o Pai Natal tomou conta do blog, e está a oferecer presentes virtuais. Vão à caixa de comentários e digam: "EU QUERO UM PRESENTE!". O presente será enviado logo que seja possível (as renas estão a planear uma greve por causa dos salários em atraso).

Aproveito para desejar a todos um Bom Natal.

Ho! Ho! Ho!



dezembro 20, 2005

Um sinal de Natal?

O rádio do meu carro já teve melhores dias. A maior parte do tempo está mudo, só o leitor de cassetes funciona bem.
Hoje, quando conduzia, o rádio estava ligado, mas mudo. Eram 17:55. De repente, começou a tocar a canção "A Fairytale of New York", dos Pogues com a Kirsty MacColl. Quando acabou a canção, o rádio emudeceu. Seria um sinal? Pelo sim, pelo não, aqui fica a melhor canção de Natal de sempre.

P.S. Para quem possa pensar que se tratou de mais uma das minhas histórias, como desculpa para colocar aqui a canção, quero deixar claro que o que acabei de contar é a mais pura realidade.

Continue a ler "Um sinal de Natal?" »



Questionário - questão 258

258 é...

a. O número deste post.
b. Os quilómetros por hora a que andei ontem na auto-estrada.
c. O meu colesterol.
d. O número de vezes que eu já pensei em deixar de escrever neste blog.
e. O número médio de vezes que o João Pinto cai durante um jogo de futebol.
f. O número efectivo de dias de trabalho que houve durante o ano (considerando segunda a sexta, excluindo feriados).
g. A terminação da Lotaria de Natal que eu vou ganhar.
h. O número de quilómetros que separam o Porto das Ilhas Berlengas.
i. O número de vezes que a Margarida Rebelo Pinto usou a expressão "tá a ver" nos seus livros.
j. O número de pessoas do PS que ainda acreditam na vitória do Mário Soares (incluindo o próprio e familiares directos).



dezembro 18, 2005

Declaração política - definição pela negativa

Já me perguntaram várias vezes qual o meu partido político, se sou mais de esquerda ou de direita. Eu já tentei explicar por A+B o que é que sou, que nem sou de esquerda nem de direita, ambas as filosofias subjacentes são necessárias e que é no equilíbrio das duas que está o caminho certo, mas talvez esteja na altura de responder pela negativa.

Não sou da direita que apenas vê os trabalhadores como um empecilho ao desenvolvimento do país.
Não sou da esquerda que apenas vê os empregadores como um empecilho ao desenvolvimento do país.

Não sou da direita que pensa que o investimento privado resolve todos os problemas do país.
Não sou da esquerda que pensa que o investimento público resolve todos os problemas do país.

Não sou da direita que considera que a esquerda é responsável pela crise do país.
Não sou da esquerda que considera que a direita é responsável pela crise do país.

Bem, podia estar aqui o resto do tempo com estes pares de frases, mas penso que já deu para perceber o meu ponto de vista, e por que razão nunca me filiei em nenhum partido.



dezembro 17, 2005

A melhor canção de Natal de sempre

Como fazer Copy-Paste num fim de semana dá muito trabalho, vão ver qual é aqui.



dezembro 16, 2005

Valerá a pena...?

... votar nas próximas eleições presidenciais?
... continuar a escrever neste blog?
... acreditar que o Benfica vai eliminar o Liverpool?
... continuar a escrever neste blog?
... acreditar no Pai Natal?
... continuar a escrever neste blog?

Bem, como dizia o Fernando Pessoa, tudo vale a pena, se a alma não é pequena.
Falta medir o tamanho da minha...



dezembro 15, 2005

A força das palavras

Um dia, estando eu nos meus 16 anos, resolvi escrever um conto para um concurso. Foi a primeira história digna desse nome. Passava-se num ambiente de guerra. Para a escrever vesti a pele de um soldado e embrenhei-me nos seus pensamentos. Escrevi, ainda com caneta e papel, o texto, do princípio ao fim, sem parar.

Quando acabei, senti uma sensação estranha. A história tinha entrado dentro de mim e marcou-me profundamente. Tinha feito crescer em mim um sentimento anti-belicista mais forte do que já tinha. Escrevi um poema feroz contra a guerra. E resolvi concorrer com ele ao mesmo concurso, que também contemplava esta vertente.

Não vou falar do resultado do concurso, mas da estranha sensação da força que as palavras ganharam quando passaram para o papel. Nunca consegui escrever uma história sem a viver. E quando a acabo, as palavras escritas passam a fazer parte de mim, perseguem-me para sempre, como fantasmas.

Sempre me assustou esta excessiva dependência, estes fantasmas. Talvez por isso tenha deixado de escrever histórias durante mais de dez anos, até ganhar maturidade para conseguir conviver com eles.



dezembro 14, 2005

História n.º 20

Falhado

Fazes-me rir, não és capaz de organizar as tuas ideias, de ordenar as palavras de uma frase, de seguir um manual de vida e fazer com que ela decorra de forma consequente. Hoje estás aqui, mostrando as notas grandes que ganhaste, sabe Deus como, amanhã vens pedir-me ajuda para pagar as contas do mês.

Finges ser um idealista, incorruptível, um exemplo para o mundo inteiro e para as gerações vindouras. Mas na primeira oportunidade colas-te aos facínoras que detêm o poder. Como podes ver, não passas de uma grande fraude.

Se o teu pai fosse vivo, morreria novamente de vergonha, pelo filho que ajudou a trazer ao mundo. Concluiria que o seu esforço em te ensinar as coisas da vida foi totalmente em vão. Mereceria ele tal sorte por tudo quanto fez para fazer de ti um homem?

E a tua mãe? Gastaste quase tudo o que ela tinha nos teus vícios pérfidos. Não fossem os teus irmãos e estaria ela agora completamente na miséria ou, quem sabe, já fora do mundo dos vivos.

E que dizer dos teus irmãos, que já nem te dirigem a palavra? Usaste e abusaste de toda a confiança que em ti depositaram, da cobertura que deram às tuas parvoíces e do dinheiro que puseram nas tuas mãos para te safarem dos sarilhos em que te ias metendo. Agora acabou, desprezam-te, não passas de um verme para eles.

Aos poucos foste perdendo os amigos. Um a um, foram fugindo da tua péssima influência. Os mais leais aguentaram o que puderam, até que tu te mostraste indigno dessa lealdade, envolvendo-os nos teus caminhos obscuros.

Tens-te safado como podes, mas o teu fim está próximo. Já percorreste todos os caminhos que levam à perdição, mas foste conseguindo encontrar uma saída. Agora já não há mais saídas, todas as portas se fecharam. O caminho está traçado. Avanças e já sabes o que o destino te reserva.

Mas tu não ouves os meus avisos, pois não? Vais percorrer esse caminho, mesmo sabendo que te levará a um beco sem saída e nada do que eu te possa dizer vai fazer-te mudar de ideias.

Um falhado! É o que tu és, um grande falhado! E tu sabes isso. Fazes de conta que não, mas no fundo, bem lá no fundo, sabes que essa é verdade nua e crua. E que é que fazes para mudar isso? Nada!

E por que razão não sais desse lado do espelho e me enfrentas como um verdadeiro homem? Nem para isso tens coragem? Sê homem, pelo menos uma vez na vida...



25.000 visitas

25000.jpg
Retirado daqui.



dezembro 13, 2005

Onde é que estes se meteram?



Da observação à inspiração

Ainda ontem, em resposta a um comentário, notei que a inspiração, para mim, vem muitas vezes da observação, de ver mais do que aquilo que uma observação superficial deixa ver.

Dei como exemplo, a observação de uma pessoa a tomar um café e a olhar fixamente para a janela. Podemos pensar que é simplesmente isso mesmo. Ou podes começar a pensar por que motivo ela olha tanto para a janela. Estará à espera de alguém, a pensar em alguém, a ver a chuva a cair ou a olhar para o relógio da torre da igreja? De repente, temos 4 hipóteses diferentes que podem gerar outros tantos textos.

Hipótese 1

Um homem toma um café, olhando fixamente para a janela. Todos os dias é a mesma angústia. Será que, pela primeira vez, ela não vai aparecer? Teme o dia em que isso aconteça. Não é fácil encontrar o amor. Não é fácil estar descansado quando não se tem controlo sobre as emoções.

Hipótese 2

Um homem toma um café, olhando fixamente para a janela. Lembra-se da janela do seu escritório onde, há algum tempo, ela passava, deixando para trás um rasto de olhares sonhadores. Era o seu anjo da manhã, o seu tónico de boa disposição diária. Até que a empresa mudou de lugar. Nunca mais o ambiente foi o mesmo.

Hipótese 3

Um homem toma um café, olhando fixamente para a janela. Vê as gotas baterem no vidro, como lágrimas outonais, chorando o Verão perdido. O frio vai chegando e com ele vai perder a visão reconfortante das formas voluptuosas de Eva, a empregada que o costuma atender. Verão, volta depressa, estás perdoado.

Hipótese 4

Um homem toma um café, olhando fixamente para a janela. Ao longe, vê o relógio da torre da igreja, majestoso. Lembrava-se quando, em criança, vagueava pelas ruas, roupa remendade e sapatos rotos, e não tinha relógio. O som da "Avé Maria" que vinha da igreja marcava o seu ritmo diário. Até na ecola era o toque de entrada e de saída. Hoje, apesar do Rolex que ostenta no braço esquerdo, prefere procurar na torre da igreja as horas, sempre que pode. Há hábitos que nunca mudam.



dezembro 12, 2005

Conversa de café sobre presidenciais

- Eu até achava engraçado se o Braga fosse campeão.
- Nem penses, o candidato oficial dessa cor é o Benfica.
- Nem pensem, a vitória do Porto já está garantida.
- Então e o Nacional e o Setúbal?
- Esses dois não chegam lá.
- E o Sporting?
- Quem?



Tempestade mental

Por vezes gostava de limpar a cabeça do turbilhão de textos que me assolam a mente. Este blog foi criado para me livrar deles, e obrigá-los a sair, e ao mesmo tempo não deixar que se percam no vento.

Muitos textos vão sendo criados erraticamente, quando vou escrevendo uma coisa ou outra e de repente, a meio, já mudei de ideias, e escrevo sobre outra coisa. Aquele pedaço de texto anterior é liminarmente apagado ou modificado, dependendo do estado de humor em que me encontro no momento ou da incapacidade de remendar um texto que nasceu demasiado torto.

Noutros casos, é um processo de construção. Sei o início, o desenvolvimento e o fim que quero dar ao texto. Os pormenores vão sendo acrescentados para lhe dar corpo. No fim, se gosto, fica assim mesmo, nem uma linha mudo. Se não gosto, sou capaz de o apagar e escrever de novo, ou desistir definitivamente dele.

Em todos os casos, demoro pouco tempo a escrever os textos. Normalmente entre uns 15 a 30 minutos. Perco mais tempo a ler as reacções do que a escrever os textos, estes resultam de uma tempestade mental profunda da qual me quero libertar urgentemente.

Quando o texto demora mais de 30 minutos a ser escrito, já não sai como eu quero, já não me lembro do que pretendia no início, memória curta a minha. Sai um texto labiríntico, sem nexo, auto-contraditório, despojado de sentido. Ou seja, demasiado parecido comigo...



Maldita falta de inspiração

Não há nada a fazer, estou mesmo com falta de inspiração.

Por isso, decidi ser radical e não escrever mais nada até a inspiração voltar.

O que deve acontecer ainda hoje de manhã, alguns minutos depois da farmácia abrir.



dezembro 08, 2005

Estado do blog e do autor do mesmo

pc_const.jpg
Foto daqui.



dezembro 07, 2005

Bailado e Benfica

Acabei por saber do grande resultado do Benfica apenas por SMS, porque havia uma menina de 4 anos que estava a dançar o seu primeiro bailado, Copélia.
Como sempre, era a mais pequenina e a mais bonita, porque olhos de pai não se deixam enganar.
E por muito que gostasse da vitória do Benfica, não foi, decididamente, o mais importante da noite.



Post ateu ou Maldito CAPS LOCK ou Leiam o post anterior para perceberem o título e o conteúdo deste ou ainda Tenho de parar de dar títulos tão grandes aos meus posts

Só para dizer que não estive com Deus, mas com dEUS, ao vivo, ontem à noite, na Casa da Música.

Instant Street
dEUS

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Post católico ou Estou de volta ou ainda Maldito serviço Netcabo...

Antes que pensem que desapareci, é só para avisar que voltei a ter acesso à Internet em casa, o que já não acontecia desde as 16 horas de segunda-feira passada. Depois de 7 telefonemas, algumas conversas surreais e uma equipa técnica que não apareceu, tudo voltou ao normal.

Por que é que este post é católico? Bem, para além da paciência de santo necessária nestes casos, ontem à noite estive a ouvir Deus, ao vivo.



dezembro 01, 2005

Música para um fim de semana prolongado

Wake from your sleep
And dry all your tears
Today we escape
We escape

Pack and get dressed
Before your father hears us
Before all Hell breaks loose

Breathe, keep breathing
Don't loose your nerve
Breathe, keep breathing
I can't do this alone

Sing us a song
A song to keep us warm
There's such a chill
Such a chill

You can laugh
A spineless laugh
We hope your rules and wisdom choke you
Now we are one
In everlasting peace
We hope that you choke, that you choke
We hope that you choke, that you choke
We hope that you choke, that you choke



novembro 30, 2005

Post interactivo - as melhores e as piores anedotas curtas que já ouviram

Ontem ouvi duas anedotas curtas, uma espectacular, outra horrível... Pois, aqui vão:

Anedota n.º 1

Filho no banho, olha para os testículos e pergunta à mãe:
- Mãe, isto é que é o meu cérebro?
Mãe:
- Ainda não.

Anedota n.º 2

Sabem por que é que o Batman colocou o Batmóbil no seguro?
Tem medo que o Robin...

Assim, desafio todos os leitores a enviarem as melhores e piores anedotas curtas que já ouviram.



novembro 29, 2005

Hoje é o primeiro dia do resto da minha vida!

Na verdade, não me parece que vá ser muito melhor do que os anteriores.
Mas há frases feitas que vale a pena dizer, de vez em quando...

Adenda:
nada melhor do que a música do Sérgio Godinho para decorar este post.

O primeiro dia
Sérgio Godinho

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novembro 27, 2005

Recuperando do choque tecnológico ou @£§#$%& PORTÁTIL!!!

choque.jpg
Imagem daqui.

@£§#$%& PORTÁTIL!!!

Ora bem, vamos lá começar.

Querido Pai Natal,

este ano tenho-me portado muito bem. Não tenho chateado muito os meus pais, até porque eles estão em Chaves e eu em S. Mamede de Infesta. Além disso, já provei que acredito em ti, Pai Natal, dado que votei no Sócrates para as eleições legislativas.

Em suma, penso que estou nas condições exigíveis para ser um dos destinatários de uma prenda neste Natal. Penso que o facto de ter 33 anos não me exclui, dado que todos dizem que a idade está na nossa mente, e aí eu tenho por volta de 6 anos.

Este ano não vou ser muito exigente. Quero apenas uma prenda. Um portátil. Pode ser de qualquer marca, mas de preferência que tenha a palavra Toshiba escrita algures, em letras maiúsculas. Não precisa ser o mais caro, contento-me com o segundo. E se puder trazer já uns programinhas crackados, melhor ainda.

Espero ansiosamente pelo teu presente, que pode inclusive ser entregue antes do dia,
Jorge Morais



novembro 25, 2005

José Quintas' Moving Blogname

jq.jpg

JQ (a.k.a. JQuê?), são as iniciais de José Quintas (embora haja quem diga que pode ser de Jesus Queristo). É um uzbeque de 92, segundo se pode ver no seu perfil.

A verdade é que ele tem, desde há algum tempo, um grande fetiche: mudar o nome do blog. Depois de se ter chamado "Sexo, Crime e Barbaridadezzz", "GUGU DADA" e "Montes de Absolutamente", passou a chamar-se, hoje que passam 30 anos do 25 de Novembro de 1975, (dia de velório:). Desta vez foi mais longe, mudou não só o nome do blog, mas também o aspecto, e tem um único post sobre o FMI (este era um excelente nome para um blog).

Para verem este fantástico requiem do PREC é só carregar na flor aqui em baixo e ser transportados para 30 anos atrás.
flower.gif

P.S. Como "quintas" é (ou era, eu já não ando nisto há uns tempos) o dia em que as mulheres bebiam de graça nas discotecas, sugiro que o próximo nome do blog seja "Lady's night".



novembro 24, 2005

Como daqui a pouco é dia 25 de Novembro: "Alentejo, unido, jamais será vencido!"

Como prometido a uma leitora assídua deste blog, aqui fica uma música rap. Mas não é uma qualquer, é um rap alentejano. E quem mais é que poderia inventar uma coisa destas? Claro, só podiam ser os Enapá 2000. Pouco há a dizer, ouçam e descansem... descansem muito...

Rap Alentejano
Enapá2000

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novembro 23, 2005

Já que estamos a falar de discotecas...

...aproveito para dizer que não sou grande apreciador do género. Não que nos late 80s não tivesse dançado ao som dos Snap, Technotronic, e afins. Mas nunca fui de me sentar a ouvir essas músicas fora do ambiente próprio.

No entanto, considero que há músicas que, pelo seu carácter de excepação, pertencem a um grupo restrito de músicas dançáveis e audíveis em simultâneo. E hoje aproveito para matar dois coelhos de uma só cajadada: colocar aqui uma música recente (apesar de já ser do ano passado) e de abanar o capacete.

caopacete.jpg
Foto daqui.

Assim, aqui fica a fantástica música "Hey Ya", dos Outkast.

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novembro 22, 2005

Imaginação infantil

Colocar a tocar a música "Avé Maria".
Desligar a luz.
Ligar a lanterna.
Fazer movimentos circulares com a lanterna fazendo a luz passar por todas as paredes, tecto e chão.

E assim se cria uma discoteca caseira, no quarto de uma criança de 4 anos.
E eu que só fui a uma discoteca, pela primeira vez, aos 16 anos...

discoteca.gif



Eu... estou aqui... - parte II: separados à nascença?

rabdark2.jpg



Eu... estou aqui...

rabdark.jpg
Foto daqui.



novembro 19, 2005

Palavras e sons reconfortantes

Nunca me canso desta música. Comforting sounds, dos Mew, é uma daquelas músicas que já faz parte da história deste blog. Receberam o prémio MTV da melhor banda finlandesa de 2005, em Lisboa. E pegando nos sons reconfortantes desta canção, juntando às palavras reconfortantes do post anterior, aqui estão de volta como música oficial do blog. E que bem que combina com o seu actual momento. Até daqui a algum tempo.


I don't feel alright in spite of these comforting sounds you make.
I don't feel alright because you make promises that you break.
Into your house, why don't we share our solitude?
Nothing is pure anymore but solitude.
It's hard to make sense, feels as if I'm sensing you through a lens.
If someone else comes, I'd just sit here listening to the drums.

[a partir daqui é a continuação da versão longa]
Previously I never called it solitude.
And probably you know all the dirty shows I've put on.
Blunted and exhausted like anyone.
Honestly I tried to avoid it.
Honestly.
Back when we were kids, we would always know when to stiop.
And now all the good kids are messing up.
Nobody has gained or accomplished anything.

Comforting Sounds
Mew



novembro 18, 2005

E chega aquele dia...

... em que nos perguntamos se vale a pena continuar a escrever no blog ou se deveremos fechá-lo de vez.



novembro 15, 2005

Grupo-Mote para o estado actual da política: Faith No More

Eu sei que a música do Pedro Barroso era mais consensual, mas estava com saudades desta música dos anos 90. Se preferirem Pedro Barroso, é só desligar esta música e ligar a de baixo.

Para quem não conhece, foi uma banda que teve o seu auge no início dos anos 90, e que acabou em 1998. Para a história ficam canções espectaculares, das quais destaco este "A Small Victory", bem como "From Out Of Nowhere", "Epic", "Midlife Crisis", e ainda covers de temas como "Easy", do Lionel Ritchie, e "I Started a Joke", dos Bee Gees. Para saberem mais, vão a http://www.fnm.com/, onde poderão, inclusive, encontrar a sua biografia em português.


A small victory
Faith No More

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